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quinta-feira, 4 de abril de 2019

ENCONTRO ANUAL DA C.C.S. DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/1972

Por Luís Marques





No próximo dia 18 de Maio a C.C.S. realiza o seu convívio anual.
A confraternização terá lugar em Penalva do Castelo e será organizada pelo Filipe Sousa, o “Cantineiro”.







Penalva do Castelo


O evento ocorrerá no Restaurante “O Templo” em Penalva do Castelo.


Restaurante " O Templo"

Desde já estão convidados todos os ex-militares da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/1972, respectivas famílias e bem assim todos os ex-militares do nosso Batalhão para marcarem presença nesta confraternização. 



Convocatória

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

TIA CELESTE



Todas as deceções são secundárias. O único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém a quem amamos.
Não queria dar esta triste notícia…
Queria que ela estivesse connosco por muitos mais anos...
Hoje é um dia bem triste para os camaradas e amigos da C.C.S, do Batalhão de Caçadores 4611/72 e não só.
Faleceu esta tarde a D. Celeste, mãe do nosso amigo e camarada Carlos Rocha.
Pessoa muito querida e estimada por todos nós,
Dela recordaremos para sempre a sua boa disposição e alegria quando estava presente nos nossos convívios anuais e noutras ocasiões.
Os nossos convívios nunca mais foram os mesmos desde que há poucos anos a saúde débil da D. Celeste já não lhe permitia estar presente.
Mas para sempre ficará guardada na nossa lembrança a extrema jovialidade da D. Celeste e a sua figura inconfundível, ligeiramente curvada com o “peso” dos seus 93 aninhos.
Mas, como digo em cima, o único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém que amamos.

Sim, porque a D. Celeste viverá para sempre nos nossos corações.
E no céu haverá muita alegria a partir de hoje,
Sinceramente não tenho palavras que descrevam o meu estado d'alma.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

RECORDAÇÕES DE ANGOLA - 11 DE NOVEMBRO DE 1972

(Por Luís Marques)





No dia 10 de Novembro de 1972, já noite adiantada, os militares que integraram a C.C.S do Batalhão de Caçadores 4611/72 embarcaram num Boeing 707 dos Transportes Aéreos Militares (TAM) rumo a Luanda, Angola. Fez ontem precisamente 45 anos.

Ameixa, Godinho, Dário e o Cabecinha no dia da partida de Santa Margarida com destino a Angola


Recordo com saudade a última refeição que nos foi servida na messe de sargentos do Campo Militar de Santa Margarida: um saboroso e enorme bife com batatas fritas e ovo “a cavalo”, e a simpática despedida dos militares da messe de sargentos com o bolo alusivo e o desejo de boa sorte e de um rápido regresso.


O Campo militar de Santa Marqarida

Depois, por volta das 17:00 foi a saída em autocarros até ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, numa viagem acompanhada "por alguma neblina, quase uma chuva fraca. Seriam talvez as nossas lágrimas, que, teimosamente, não queríamos que aparecessem", segundo ontem me recordou o Zé Francês.


A maior parte de nós tinha acabado de se despedir da família, das namoradas, dos amigos e ainda conservava nos olhos uma lágrima teimosa que nos reduzia à nossa simples condição de jovens assustados com o que nos estava a suceder, não obstante quase todos procurarem demonstrar o contrário. Na mocetada, havia um estranho sentimento, nunca até então vivido. Um nó apertado estreitava-nos as gargantas, fazendo-nos suspirar profundamente.

Boeing 707 dos TAM que nos levou até Luanda. 




Algumas horas depois despertávamos em Luanda.




A cidade de Luanda fervilhava num ritmo enérgico. Nós militares fornecíamos uma dose importante desse de movimento, juventude e alegria.



Quando chegámos, a todos impressionou a tonalidade avermelhada daquela terra; a quente temperatura daquele dia 11 de Novembro, com um sol radioso, embora ligeiramente escondido sob uma finíssima névoa que logo se dissipou, e um cheiro nunca até então experimentado, porém agradável.




Quantas perguntas fizemos na altura a nós próprios? Quantas interrogações interiorizámos sem obter resposta adequada? Olhando os nativos, que questões inocentes e algumas sem sentido nos bailaram do pensamento? Quase sem querer, aproximámo-nos dos oficiais e sargentos do quadro, já com experiências vividas em anteriores comissões, procurando obter uma resposta, ou um sinal esclarecedor.



Depois de nos instalarmos no Campo Militar do Grafanil, enfrentámos pela primeira vez a cidade de Luanda.

 
Entrada principal do Campo Militar do Grafanil

As casernas do Campo Militar do Grafanil, onde aguardámos alguns dias antes da partida para o Cuando Cubango

A Capela dedicada a Nossa Senhora do Grafanil (erigida num imbondeiro)



Havia a necessidade de trocar os nossos escudos que trazíamos da Metrópole por angolares, numa terra que se dizia que era nossa. Essa troca era realizada mesmo ali na rua junto a uma cervejaria (Portugália), num largo onde ficavam outros dois cafés, o Versailles e o Polo Norte. Era nestes locais que nós nos concentrávamos quando íamos a Luanda e de onde partíamos à descoberta da cidade.



Bem perto ficava o Largo da Mutamba, ponto de partida e chegada das camionetas de transportes públicos para os diversos locais da cidade.



Largo da Mutamba



Percebemos a qualidade de vida patenteada pelos brancos. O seu ar feliz nos fins-de-semana enchendo os cafés e restaurantes nas inúmeras esplanadas, em contraste com os lugares mais lúgubres dos bairros de negros suburbanos (Bairro Operário – ou B.O. – Prenda e o Cazenga), onde às vezes nos deslocávamos, mas sempre acompanhados por outros camaradas. Evitávamos lá ir fardados, porque havia notícias de rixas violentas entre os moradores e soldados (precaução inútil, pois o nosso aspecto não deixava dúvidas a ninguém quanto à nossa condição de militares).



Na marginal, extensa e movimentada, destacavam-se os edifícios mais altos, o Hotel Presidente e o Banco Comercial de Angola, dos quais se tiravam fotos para mais tarde recordar. Também o forte de São Miguel, com vista privilegiada sobre a Baía de Luanda e as praias de ilha do Mussulo eram de visita obrigatória. Era sem dúvida uma terra de indiscutível beleza.
Era a altura em que se tomava conhecimento do bom sabor das cervejas angolanas (EKA, Cuca e Nocal), bem frescas e sempre acompanhadas por pratinhos de saborosos camarões.

O edifício do Banco Comercial de Angola

O Hotel Presidente

 Forte de São Miguel, em Luanda
A Ilha do Mussulo e as suas belas praias. 


Era perfeitamente visível que os serviços menos qualificados eram para os negros, engraxadores, vendedores de lotaria, empregados nas cozinhas dos restaurantes, arrumadores nos cinemas, lavadeiras, e atividades semelhantes. O ambiente era de uma certa harmonia social, apesar da constante presença dos militares.

Avenida dos Combatentes

A maior parte de nós questionava o que estava ali a fazer. Mas, na altura, raros consideraram que estavam a desperdiçar os melhores anos das suas vidas (essa consciência só sobreveio mais tarde). Todos nós, perante o fatalismo que representava a nossa presença naquela terra, preferimos tirar o melhor proveito da situação e dos nossos vinte anos.

A cidade de Luanda à noite.



Ficou em nós a saudade. Sentimento esse que ainda hoje nos faz desejar rever essa terra enfeitiçada, que em todos deixou uma marca indelével.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

XVII CONVÍVIO ANUAL DA CCS DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72 - 43º ANIVERSÁRIO DO REGRESSO (1ª PARTE)

(Por Luís Marques)


No próximo dia 3 de Junho de 2017, sábado, realiza-se o XVII Convívio Anual dos ex-militares da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/72.
Este convívio assinala igualmente o 45º aniversário da partida para Angola e o 43º aniversário do nosso regresso ao M’puto, no dia 17 de Novembro de 1974.

(clica para aumentar)


A comemoração terá lugar no restaurante "O Casarão", localizado em Azóia, Leiria, na Estrada de Maceira, nº 10, bem perto do IC2 (EN nº1) entre Leiria e Batalha (coordenadas: latitude N 39o 42’ 54,15’’ / Longitude W 8o 49’ 55,93’’) e a responsabilidade pela organização está a cargo do habitual duo de “operacionais”, Carlos Rocha  e João Cunha.


(Clica para aumentar)


Quanto à ementa, ela será de fazer crescer água na boca, como poderão ver: 

(clica para aumentar)


E o local escolhido é bem aprazível, como poderão observar







O ponto de encontro das “tropas” será no parque de estacionamento do próprio restaurante “ O Casarão”



Exortam-se todos os nossos antigos camaradas da C.C.S. e suas famílias a participarem neste encontro, bem como todos os restantes antigos militares do Batalhão e todos aqueles que de qualquer maneira estão relacionados connosco ou com o Batalhão 4611/72.
Verão que será um dia bem passado e uma oportunidade de reverem antigos camaradas que partilharam dois anos de vida em comum por terras de Angola.






 Como se disse atrás a Comissão Organizadora é composta por:

 - Carlos Rocha       telemóvel 966301638, email: carlos.j.rocha@hotmail.com;
 - João Cunha         telemóvel 962610905, email: joaofrcunha@hotmail.com.

Aqui podem encontrar o anúncio do nosso convívio no portal dos Veteranos da Guerra do Ultramar ( http://ultramar.terraweb.biz/ ).


terça-feira, 30 de agosto de 2016

CONVÍVIO ANUAL DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72 (2ª PARTE)

(Por Luís Marques)


Fátima, sábado, dia 11 de Junho de 2016.
Ainda não foi o desejado convívio anual que reunisse todas as quatro companhias da Batalhão de Caçadores 4611/72, mas andou lá perto.
Nesse dia, em Fátima, reuniram-se os antigos militares das 2ª, 3ª Companhia e ainda da C.C.S. do nosso Batalhão.
A 1ª Companhia não esteve presente neste encontro por já ter o seu marcado desde Junho de 2015. No seu convívio em Santiago do Cacém apontaram baterias para a Vila de Baião no distrito do Porto. Comotal, não puderam dizer presente.
Talvez no próximo ano se possam reunir as quatro companhias num só convívio. Seria o desejável.
Em primeiro lugar há que dar os parabéns aos camaradas que levaram a cabo a tarefa de procurar reunir deste convívio o maior número de participantes das três companhias, o João Cunha e o Carlos Rocha por parte da C.C.S., o Orlando Romão, o Agostinho Margalho e o Armando Malheiro por parte da 2ª Companhia e o Manuel Brazão por parte da 3ª Companhia.
Sabemos que não é fácil organizar um convívio apenas com uma Companhia, pelo que é muito mais difícil organizar e coordenar um convívio que reúna três ou mais Companhias. Há muita coisa para tratar, muita coisa para coordenar em conjunto para que tudo bata certo na altura própria.
E por mais que se combine, por mais que se procure acertar a agulhas de maneira a tudo correr bem, chegada a hora há sempre alguma coisa que não fica de acordo com o que se combinou, com aquilo que se previu. Quase sempre por culpa da entidade com quem se contratou a realização do evento. Mas infelizmente são os camaradas que deram o seu melhor e dispuseram do seu tempo em prol da organização do convívio que são os alvos das queixas. Sempre foi assim e assim será no futuro.
Infelizmente, pelas mais variadas razões que não interessa agora aqui analisar, cada vez mais a participação neste tipo de convívios tem tendência a ser mais reduzida. É um fenómeno generalizado e transversal de todos os ex-combatentes e não apenas nosso.
Esta situação tem conduzido a uma cada vez menor participação de ex-militares nos vários convívios. Daí que o caminho a seguir terá inevitavelmente de ser o da organização de convívios que abarquem as quatro Companhias do nosso Batalhão.
Já nos conhecemos suficientemente bem e mantemos amizades com muitos camaradas de todas as Companhias para deixar que assim não seja no futuro.
Mas voltando ao nosso Convívio de Fátima, temos de dizer que o mesmo decorreu num ambiente de franca alegria.
Depois de uns instantes de algum retraimento por parte de camaradas que não tinham grande conhecimento sobre quem era quem, por alguns pela primeira vez terem estado em contacto com camaradas das restantes companhias, rapidamente se passou para a franca confraternização entre todos que durou o resto da tarde.
Uma palavra de saudação para os elementos sempre presente do chamado Pelotão de Apoio Direto, sem as quais estes convívios não seriam possíveis, pelo menos com a descontracção e despreocupação com que os mesmos decorrem.
Quero ainda apresentar em meu nome pessoal as minhas desculpas pela publicação tardia da reportagem do convívio ocorrido há mais de dois meses. Apresento como justificação o facto de não dispor de fotos do convívio. Pedi a alguns camaradas que elas me fossem enviadas o mais cedo possível, mas infelizmente tal não aconteceu. Perante esta situação tive de andar a recolher as fotos um pouco por aqui e por ali.

Mas vamos dar lugar às fotos pois a conversa já vai longa.
Peço ainda perdão por faltarem alguns nomes nas legendas das fotos que publico, mas apesar do esforço feito não consigo recordar o nome de todos. Se alguém quiser ajudar, agradeço.


O Santuário de Fátima visto da sala onde decorreu o nosso convívio do Hotel São Nuno



Imagens da missa por alma dos camaradas falecidos celebrada na capela do Hotel São Nuno




O Zé Manel Francês dirigindo uma palavras de saudação aos participante no convívio




O Conjunto que animou o convívio


Diogo, Ana (convidados) a Fernando Brito e o António José Brito 

Luís Marques

João Novo

Jaime Ferreira

Constantino a fazer uma careta. Mais atrás o Fortunato Santos

Os mesmos, mas desta vez sem careta

O Fernando (Setúbal) ao centro acompanhado de dois outros camaradas

Soares, Leite e o Manuel Figueira

Maria Helena Duarte e Manuela Brazão

De frente, o Figueiredo

O Sousa e mais dois camaradas da 2ª Companhia


O Fernando (Setúbal)


António Brito, Álvaro Godinho, Duarte

Fernando Moreira, Eduardo Read, Orlando  Romão e Armando Malheiro

João Cunha, António José Brito e o Carlos Rocha


Ao centro o Eduardo Pinto
Maria Helena Duarte e Manuela Brazão




Os músicos que animaram o Convívio



António Brito, Álvaro Godinho, Duarte



Imagens da confraternização que se seguiu ao almoço

O bolo comemorativo da Convívio,

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta