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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ao correr da pena

(Por José Veiga)

Ao correr da pena
Até parece, o nosso campeonato de futebol…


O José Veiga na Coutado do Mucusso em 1973, em posse "tipo" mercenário...

... e mais recentemente, em Aveiro

Dizia há tempos o “Zé Hélder”, que quando alguém é condenado por corrupção, fica impávido e sereno, porque sabe que, com as manobras dilatórias, a fraqueza e inoperância das nossas leis assim o permite, os processos acabam todos no arquivo, e depois com a maior “LATA” do mundo, vira-se o feitiço contra o feiticeiro, passando a processar o Estado, pedindo indemnizações! E quem paga? o “Zé”.
Depois em tribunal, perde-se muito tempo em provas e mais provas, quando bastaria um caso para meter esses vigaristas corruptos na cadeia, porque, como diz o ditado, “quem faz um cesto, faz um cento”…
Os nossos tribunais, deviam ter presente o caso “MADOFF”, que num curto espaço de tempo, foi condenado e bem, a prisão perpétua. Devíamos ter essa pena também legislada, para quem tanto rouba neste País. É só analisar as palavras de grande revolta ditas há pouco tempo pelo Dr. Hernâni Lopes, sobre a corrupção desenfreada desses indivíduos.
Parafraseando o jornalista Rui Santos, “que raio de democracia é esta” que protege esta laia de gente, (colarinho branco) e, condena quem nada tem, (os pobres). Ficamos a saber que, as empresas ligadas ao Estado, são as mais sujeitas à corrupção, visto não haver dono. E então é um ver se te avias, porque quem paga, é como de costume o “Zé”.



Nós, os ex-combatentes, que até situações destas nos passam ao lado, quando reivindicamos algo, só nos falta mendigar, (que tristeza) ainda somos olhados com desdém, até dá a impressão que nós é que somos os corruptos. Haja decoro, é o mínimo que se pede, depois disso,

A propósito de ex-combatentes, no passado dia 10 de Junho, aqui em Vila do Conde, fez-se uma singela mas emotiva homenagem aos antigos militares combatentes na guerra do ultramar, com a inauguração de um memorial a esses militares. São dessa homenagem as fotos que se seguem,
São três as imagens sobre o memorial mas com grande significado; a primeira assinala o descerrar da placa comemorativa pelo presidente da Câmara Municipal, Eng. Mário Almeida, acompanhado do presidente da Associação dos Ex-combatentes de Vila do Conde, Senhor Manuel Nascimento. A segunda refere à bênção do memorial pelo senhor padre capelão Antero. A terceira é uma imagem do próprio memorial.



Faço questão de lembrar esta inauguração única, devido a que na nossa cidade de Vila do Conde temos felizmente muitos antigos militares da CCS; 1ª; 2ª; e 3ª companhias do Batalhão de Caçadores /4611/72.
O objectivo, é também alertar todas as pessoas que se identificam com todos nós de que continuamos VIVOS, ainda...
Um bem-haja para todos…


José Veiga

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sou da mesma terra que tu!


(Por Fernando Moreira e Luis Marques)


Do Fernando Moreira recebemos ontem dia 23 de Abril este lindo poema de Ana Paula Lavado in " Um beijo sem nome" do livro "Vozes ao Vento"
Pela sua beleza e por definir bem o sentimento que nós todos nutrimos por aquela terra de Angola, o poema bem merece a publicação aqui no Fórum 4611.
O poema é também dedicado, com a devida vénia à sua autora, ao Mindele Moreira, em homenagem ao grande amor que ele tinha à sua Cabinda. (Vuku, o Sítio do Vento)




Quando te disse
que era da terra selvagem
do vento azul
e das praias morenas...

do arco-iris das mil cores
do sol com fruta madura
e das madrugadas serenas....












das cubatas e musseques
das palmeiras com dendém
das picadas com poeira
da mandioca e fuba também...













das mangas e fruta pinha
do vermelho do café









dos maboques e tamarindos
dos cocos, do ai u'é...

das praças no chão estendidas
com missangas de mil cores
os panos do Congo e os kimonos
os aromas, os odores...

dos chinelos no chão quente
do andar descontraido
da cerveja ao fim de tarde
com o sol adormecido...

dos merenges e do batuque
dos muquixes e dos mupungos
dos imbondeiros e das gajajas
da macanha e dos maiungos...
da cana doce e do mamão
da papaia e do cajú....









tu sorriste e sussurraste,

"Sou da mesma terra que tu!"

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta