(POR LUÍS MARQUES - FOTOS DE JOSÉ MANUEL FRANCÊS)
O XIII encontro anual da C.C.S. realizou-se na bela vila de Figueira de Castelo Rodrigo, na extrema da Beira Alta, paredes meias com a província espanhola de Salamanca e com a portuguesíssima província de Trás-os-Montes.
Teve a organização do Quim Raposo, beirão dos sete costados, nado e criado na vizinha freguesia de Escalhão, a meio caminho entre Figueira de Castelo Rodrigo e Barca d’Alva.
Contudo a lonjura de Figueira de Castelo Rodrigo relativamente aos principais centros urbanos de Portugal, não demoveu os “bravos do pelotão” da C.C.S. e respetivas famílias de percorrem centenas de quilómetros para dizerem presente ao convívio.
Talvez tenha para isso contribuído o facto de convívio ser organizado pelo Quim Raposo, já conhecido pela qualidade patenteada na organização de vários encontros dos antigos furriéis da C.C.S. ao longo de vários anos, pois estas “coisas” vão-se sabendo… Talvez tenha sido a vontade de conhecer essa vila localizada em Terras de Ribacoa de vastas paisagens, planaltos, fortalezas (castelos), aldeias medievais, junto ao vale do Coa e nos contrafortes da majestosa Serra da Marofa… Talvez as duas coisas juntas…
Tenha sido por qualquer destas razões, ou por todas elas em conjunto ou qualquer outra, o certo é que o XIII encontro anual da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/72, foi dos mais participados dos últimos anos. Com exceção dos primeiros convívios organizados, este foi certamente um dos que contou com uma participação mais forte. E os mais pessimistas não lhe auguravam forte adesão, tendo em conta os dias perturbados que presentemente atravessamos, por causa da austeridade que hoje subsiste connosco.
Mais: houve gente que não se limitou a estar presente no dia 3 de Novembro, o dia do convívio. Partiram dias antes a caminho de Figueira de Castelo Rodrigo e só de lá saíram no dia 4, domingo, depois do rescaldo do convívio. Outros, por sugestão do próprio Quim Raposo, fizeram a sua viagem de comboio desde a cidade do Porto (Campanhã), até ao Pocinho, onde um transporte, gentilmente cedido pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, os foi buscar e no domingo, dia 4, os levou de regresso. Para estes, foi uma oportunidade de viajarem ao longo do rio Douro e apreciar as suas belas paisagens; uma forma diferente e agradável de chegarem até à bela vila raiana. Uma saudação especial merecem as gentes vindas do Algarve, que praticamente atravessaram Portugal de sul a norte para estarem presentes no convívio.
| Celeste e Jaime Ferreira |
| Roriz |
| Paraíso |
| Arsénio |
| Magalhães e Zé Francês |
| As belas paisagens do rio Douro |
| Um Quinta nas margens do rio Douro |
| O Douro sempre a surpreender em cada curva |
Esta gente não tem saudades da guerra. Não é para isso que se organizam estes convívios de ex-militares; esta gente tem saudade dos seus amigos. Companheiros de uma longa jornada por terras de Angola, nos melhores tempos da nossa mocidade.
| Oliveira, José Oliveira, Brito, Sousa e Percheiro |
| Sousa, Magalhães e Percheiro |
| Carlos Rocha, Luís Marques, Novo e Rodrigues |
| Santos, Carvalheira, Agostinho e Magalhães |
| Agostinho, Soares Luís Marques Sousa e Carvalheira |
| Agostinho Carlos Rocha, Luís Marques,Sousa, Soares e Carvalheira |
| Brito, Carloto e Oliveira |
| Luis Marques, Rodrigues e Oliveira |
Quanto ao convívio, à festa propriamente dita, posso dizer que não podia ter corrido melhor.
A começar pelas entradas, como os bons enchidos, o saboroso presunto, os queijos e doces da região, a boa amêndoa das terras de Ribacoa, continuando com os muito bem confecionadas refeições que nos foram servidas ao almoço e ao jantar.
Como facto bem elucidativo da excelência do convívio, basta dizer que já passava das 22 horas quando alguns dos presentes, com grande pena sua, tiveram de rumar aos seus destinos, tendo em atenção a distância que ainda tinham de percorrer na viagem de regresso.
| A banda que animou o convívio - à esquerda o Sr. Manuel "pau para toda a obra" |
O convívio porém continuou para aqueles que decidiram passar a noite no vila e muitos foram. Assim, no domingo, dia 4, o Quim organizou um passeio pela zona do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com visita a alguns dos locais de maior interesse, Destaque para a paragem no miradouro do Alto da Sapinha, onde a vista se perde na imensidão da paisagem e de onde de pode observar, deste a extrema do distrito da Beira Baixa, os montes da vizinha Espanha (província de Salamanca) e as terras altas de Trás-os-Montes. Três províncias (duas portuguesas e uma espanhola) ao alcance de um simples olhar.
Por último quero deixar um agradecimento muito especial ao presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo por ter disponibilizado uma viatura que para além de garantir o transporte das pessoas que fizeram a viagem de comboio de e para o Pocinho, também nos acompanhou no passeio turístico de domingo de manhã. Um outro agradecimento para o Sr. Manuel, que para além de conduzir a carrinha nos citados percursos, ainda nos acompanhou na festa que se seguiu ao almoço de sábado, atuando na banda que nos brindou com excelente música não só para os mais capazes dançarem, como para os restantes ouvirem e apreciarem.
| Em Escalhão |
| A Igreja Matriz de Escaçhão |











Miradouro da Serra da Marofa, Figueira de Castelo Rodrigo (em primeiro plano, Jaime Ferreira, Zé Vasconcelos, Manuel Oliveira, Fernando Pinho, Joaquim Raposo, João Novo. Em segundo plano, Luís Marques, Adriano Monteiro, Zé Manuel Francês e Zé Duarte)


A entrada em Castelo Rodrigo




O Pelourinho da Aldeia de Escalhão
A Igreja Matriz de Escalhão
O Quim Raposo olhando para o Pelourinho da sua terra natal, certamente estranhando não nos saber contar o significado das inscrições dele constantes
O tal restaurante sobranceiro ao Rio Douro, onde se comeu um peixinho do rio delicioso
Um aspecto do almoço de sábado, dia 27 de Junho
O nosso Amigo António Corga