Mostrar mensagens com a etiqueta Roça Lucola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Roça Lucola. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"Soltas" de Angola

(Por Jorge Correia)

História 1
LOCAL: CABINDA
PROTAGONISTA PRINCIPAL: FACAS



O Facas em Cabinda tocava numa banda musical (na altura dizia-se Conjunto) e costumava ensaiar à noite. Era baterista.
A malta costumava à noite, juntar-se e ir ao Cinema Chiloango, o cinema mais moderno de Cabinda . A determinado momento, mais ou menos a meio do filme, ouvíamos o Facas começar a arrear forte e feio na bateria, e...segue o ensaio.


Claro, a malta comentava em voz baixa: "lá está o Facas a fazer barulho e a não nos deixar ver o filme em silêncio"
No dia seguinte lá íamos "protestar no gozo" junto do Facas, "é pá ó Facas vê lá se deixas o pessoal ver os filmes descansado, sem aquele barulho da tua bateria". "Bate mais devagarinho na bateria pá"
Claro que acabava tudo em risada geral.




História 2 (esta é um bocadinho mais pesada)
LOCAL: CABINDA


Na Roça Lucola, quando um pelotão ficava de serviço, o capitão queria que todos os elementos desse pelotão ficassem no aquartelamento, (talvez para o defender de perigosos guerrilheiros), porém eu gostava de me desenfiar quando não era o sargento de dia. Além disso achava desnecessário e estúpido ficar na Roça se não estava de serviço. Desenfiei-me, fui para a cidade prá nigth.



Na Roça Lucola a pensar como me ia desenfiar nessa noite !!!!!

No regresso vinha o pessoal no Unimog a subir na rampa de acesso à Roça e estava à nossa espera o capitão, pois a primeira casa da Roça era a casa dos oficiais. Manda parar o Unimog e manda-me descer do mesmo. Desço e ficamos frente a frente. Ameaça-me com uma porrada, que me manda para o norte de Cabinda, etc. O tom ameaçador dele cresce, estava visivelmente fora de si. Pelo canto do olho vejo que quem estava de sentinela à casa dos oficiais era o Marfunha do meu grupo de combate, ou seja vi que tinha uma G3 á mão de semear se fosse preciso. O capitão em Serpa Pinto tinha agredido o Furriel Lopes que chegou a formalizar uma participação contra ele e veio mais tarde a desistir da queixa (fez mal, digo eu) . Sempre com ar ameaçador e colérico lá foi libertando a sua bilis. Durante todo o seu tresloucado discurso, eu não disse uma única palavra, limitei-me a ouvir e a estar atento ao que poderia ocorrer. Certamente que eu não iria queixar-me a ninguém...eu ia actuar.


História 3 (esta é para descontrair)
LOCAL: LUIANA


Num determinado momento, a poucos metros do destacamento do Luiana, deslocávamo-nos num Unimog, eu o Alferes Lisboa Botelho e mais 3 soldados, quando avistámos um elefante que seguia solitário,...normalmente, os solitários eram os elefantes que por qualquer razão (normalmente doentes) tinham sido excluídos da manada. Lisboa Botelho que andava quase sempre com a sua espingarda própria de caça grossa, desceu do Unimog, fez pontaria e disparou; o elefante abanou e parou, ficámos todos na expectativa do que se seguiria. Lentamente o elefante, virou-se na nossa direcção abanou as orelhas, produziu um som aterrador e começou a correr direito a nós. Foi o pânico, ao princípio não sabíamos se ficávamos em cima ou em baixo do Unimog. Nisto vejo que Lisboa Botelho com uma frieza impressionante, ajoelha, faz de novo pontaria e desta vez para alívio de todos acerta em cheio na cabeça do elefante que tomba. No Unimog e sem os preparativos necessários partimos para o destacamento e regressamos no dia seguinte numa Berliet. Para espanto nosso quando chegamos não avistamos o elefante, pois estava totalmente coberto por abutres que já tinham comido metade do bicho. Com alguns disparos lá os conseguimos afugentar, não sem que antes um que parecia morto, ainda desse uma bicada no tornozelo de um dos nossos homens que sangrou abundantemente.


Na nossa praia fluvial do Luiana

 

Lisboa Botelho tinha levado dois especialistas do Kimbo que com as suas catanas, e quais cirurgiões exímios, descarnaram o elefante para retirar as presas, tinha dois dentes de marfim lindos. Lisboa Botelho ficou com os dentes, o que lhes fez não sei!! mas concerteza não os deitou ao rio.



Campo de futebol do Tabi, antes das obras para o Mundial de futebol da África do Sul.



 
Em Santa Margarida já com o jornal na mão para dar uns cheiros !!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Roça Lucola

(Por Fernando Moreira)


No Turbilhão (Excerto)

"No meu sonho desfilam as visões,
Espectros dos meus próprios pensamentos,
Como um bando levado pelos ventos,
Arrebatado em vastos turbilhões...

N'uma espiral, de estranhas contorções,
E d'onde saem gritos e lamentos,
Vejo-os passar, em grupos nevoentos,
Distingo-lhes, a espaços, as feições..."
/…/
Antero de Quental, in "Sonetos"


Com mais este trabalho trazemos à memória um dos últimos locais onde a 3ª. Companhia esteve aquartelada, Cabinda, Roça Lucola, 1974.
Esta roça produzia em 1974; café, cacau, palmar e seus derivados, algodão, banana, estas já produzidas em sistema de curvas de nível e madeira para exportação. Neste ano aconteceu um “boom” na recolha de café pelo que literalmente se podia afirmar que havia café por todo o lado, como poderá ainda ser recordado pelos que lá estiveram.
As toneladas que ficaram já descascadas e embaladas foram embarcadas para Cuba.As fotos deste álbum são de são de Duarte, Moita, Girão, Fernandes, Silva e Moreira


Fase da secagem do café


Vista a partir da casa dos oficiais

Pormenor do terreiro de secagem

Outro pormenor do terreiro com o café a secar


Casa dos furrieís e enfermaria

Outro pormenor da secagem do café

Mamoeiros na Roça Lucola

Pormenor do refeitório da 3ª Companhia na Roça Lucola


Casa dos oficiais

Mais café e a casa da roça ao fundo

Foto da praxe

Aspecto do aquartelamento

A Parada

Pelotão posado para a foto

Casa da Roça Lucola. Ao fundo a casa dos oficiais

O macaco Hondini

Vista geral do aquartelamento

Varanda da casa dos furriéis. Facas e Moita

Hora do rancho

Cabral, Girão, Nogueira e Constantino. Em pé o Brazão

Toneladas de café, mais tarde embarcadas para Cuba

sábado, 20 de junho de 2009

Recordações de Angola - 19

(Por António Facas)

Do António Facas recebemos recentemente mais um conjunto de fotos, Estas abarcam todas as etapas percorridas pela 3ª Companhia por terras de Angola (Cuando Cubango, Fazenda Tabi e Roça Lucola, em Cabinda),

Constantino Leite ex-furriel "Seringas" 3ª Companhia na Jangada em M´Pupa

O famoso BMW 600, Cabinda Roça Lucola, Outubro de 1974 (Facas e Moita)


Fazenda Tabi, praia do Mussulo LINDO o contraste do Atlântico com a vegetação, Março de 1974.


Fazenda Tabi, Janeiro de 1974, o pormenor da bengala, após o acidente com o tal jeep

Feira de Exposições de Serpa Pinto, 22 de Setembro de 1973. Facas, Silva ex-furriel Vago mestre e Leal ex-furriel do Comando do Sector.Uma noite inesquecível a comprovar o Amigo Moita o Zé Vidigal e os da foto.

à janela do meu quarto em Serpa Pinto, com o meu Amigo e ex-furriel Carvalho


Destacamento do Luengue, Fevereiro de 1973, "o pão que o diabo amassou"? Não, na realidade era espectacular e acabado de fazer. O tal chapéu comprado no Rundo, Sudoeste Africano e que foi adoptado por quase toda a companhia



Sentado na Janela do meu quarto messe em Serpa Pinto 10 de Maio de 1973, com a viola e encomenda chegada do Alentejo: tabaquinho "SG GIGANTE", uns queijos Alentejanos e o bom Paio, era para todos e acabava naquele instante, a minha namorada da altura, hoje minha Esposa que se encarregava e bem do envio deste pedaço de amor que passados 36 anos ainda perdura. O tom como se pode verificar é fá sustenido maior com nona aumentada ( para os leigos um acorde composto) toma !!!

sábado, 30 de maio de 2009

O tempo passa sem regresso

(Por Fernando Moreira)


"O tempo passa sem regresso..."
João de Barros
A estrada que ia / vinha da Roça Lucola em 1974

A mesma estrada em 2009 vista no sentido contário

sábado, 2 de maio de 2009

Recordações de Angola - 13 (3ª Companhia)

(Por Vítor Fernandes e Luís Marques)


Publicamos agora a segunda série de fotos que nos foram enviadas pelo Vítor Fernandes.
São fotos em que falta a adequada legenda. Mas certamente que o Vítor Fernandes não deixará de nos auxiliar na legendagem das situações retratadas e, nessa altura, as legendas irão para o devido lugar.



A história da 3ª Companhia por terras angolanas contada apenas numa foto

"Enquanto Lutamos Construímos"

Na Roça Lucola, em Cabinda

Outra foto do bivaque da 3ª Companhia no Lucola

Vejam bem a data desta nota de 20 escudos angolana: 24 de Novembro de 1972, o dia em que a 3ª Companhia pisou pela primeira vez terras angolana

O Vítor Fernandes

Cabinda - Roça Lucola

(Por Fernando Moreira e Luís Marques)

Estas são as últimas fotos recebidas do Fernando Moreira, as quais documentam o seu dia-a-dia na Roça Lucola no ano de 1974, durante a permanência da 3ª Companhia em Cabinda.
A quarta é uma foto sua tirada em 1975, depois da sua saída de Cabinda.







O Fernando Moreira treinando a progressão na mata, atento ao menor sinal de perigo

(ao fundo podem-se ver os viveiros de cacau)

O Fernando e o João . O Fernando achando que a guarda do Roça Lucola proporcionada pela 3ª Companhia não era suficiente tratou de se oferecer como miliciano

(ao fundo a Baía de Cabinda)

O Chico (Houdini), mascote do Fernando (mereceu esta alcunha por ser um perito em evasões. Há também quem ache que ele era um grande "porcalhão", mas se calhar são "macaquices")

O Fernando Moreira em 1975, já depois de ter deixado a Roça Lucola

sábado, 25 de abril de 2009

(Por António Moita e Luís Marques)

Do António Moita recebemos este conjunto de fotos que representam várias das etapas percorridas pela 3ª Companhia por terras de Angola, Elas ilustram várias passagens da história da Companhia vivida em Serpa Pinto, no Tabi e em Cabinda.
Vamos, pois apreciar essas fotografias e recordar:

Em Serpa Pinto



O Clube de Sargentos em Serpa Pinto




O Clube de Sargentos de Serpa Pinto, depois da "fusão" com o Banco de Angola

Em Cabinda

O Moita e o Filipe (este a mascar cana). Por detrás deles o morro onde, foi assinado em 1 de Fevereiro de 1885 o tratado de Simulambuco, que integrou o território de Cabinda sob protecção de Portugal.

(quanto valeria nos dias de hoje o tronco em que eles estão sentados?)

O Moita e o Facas (aqui temos um mecânico verdadeiramente operacional)

O Moita e o Facas no BMW mais famoso de Cabinda

O Brazão, o Moita, o Facas, o Tino, o Carvalho na Roça Lucola, em Cabinda (Pela direcção do olhar deles parece que estarão a observar o Chico - chimpanzé do Fernando - porco como era habitual a abraçar-se ao comandante de companhia)

Foto no terraço do cinema Chiloango em Cabinda.
Mike (Cabral), Girão, Moita, Silva e o mais operacional, o Carvalho.

Quem não se lembra do FRANCISCO MIÚDO (sem desprimor para o real comandante) o verdadeiro comandante da 3ª companhia.

Na Fazenda Tabi

A selecção de futebol de 11 da 3ª companhia (Estádio das palmeiras dendé, Fazenda Tábi)

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta