sábado, 17 de maio de 2008

As saudosas caçadas de M' Pupa

(Por José Manuel Francês)




Lembram-se dos animais que tantas vezes nos foram servidos em verdadeiros BANQUETES ?


Boi cavalo ou Gnu





Quero relembrar alguns dos elementos da Equipa de Caça , que regularmente saía para entre o prazer e a felicidade de “autênticos safaris” , fornecer muita da carne que nos alimentou na M’PUPA :


1º s Sargentos Rodrigues, Corga , Beijinha … Jaime , Vasconcelos … Francês… Raposo...

Palanca vermelha



A perícia de condução do Beijinha, a pontaria e tranquilidade do Rodrigues e Corga.

A pontaria certeira do Vasconcelos e Jaime !

Eu limitava-me a “farolinar”… Verdadeira paixão !

Dengue


Bufalo africano

A Palanca Negra


(Por José Manuel Francês)





Quem teve ocasião de se cruzar e ver na sua plenitude selvagem este belo animal,


Simbolo de ANGOLA , certamente recordará ainda com prazer esses momentos !


Tal imagem trará certamente a muitos de nós belas recordações !

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Os Bosquímanos - 2

(Por José Manuel Francês)










Quando em determinada altura,numa das saídas de apoio sanitário, que na época fiz a partir da nossa saudosa M’PUPA , não me recordando quem era o Companheiro que comigo seguia nessa saída, encontrámos por acaso uma pequeno grupo que se preparava para montar o seu acampamento, cobrindo para tal as arvores que lhes iriam servir de tendas.









Apesar dos meus conhecimentos rudimentares do “Ganguela” que na altura me serviram e muito para conseguir contactar com os “meus doentes” e tentar amenizar algumas das enormes carências que encontrávamos, foi praticamente infrutifera a tentativa de conseguir desenvolver o contacto com esses pequenos, grandes homens, que estavam na nossa frente.














Pequenos,magros e ageis. Lembro alguns miudos e alguns animais que “faziam parte daquela(s) familia(s)! Recordo que num dos muitos aerogramas que na altura enviei, falei desse encontro, que teve algo de surpreendente e agradavel, pela diferença de porte e imagem em relação aos Ganguelas com quem privava diariamente



















quinta-feira, 15 de maio de 2008

Os Bosquímanos

(Por Luis Marques)

















OS BOSQUÍMANOS





Todos nós recordamos este povo que connosco conviveu durante um ano, durante a nossa permanência no Cuando-Cubango em 1972 e 1973.

Naquele tempo, muitos nomes lhe ouvimos chamar (bosquímanos, bochimanes, camussequeles, hotentotes e outros). Mas uma coisa é certa: ficou gravada a ferro na nossa memória a coragem desse povo, nascido da pobreza, que pouco mais tinham de seu que as roupas que vestiam.

Muitas histórias ouvimos sobre essa gente, umas verdadeiras, outras produto da imaginação de cada um e da própria lenda.

Com saudade, recordamos aquela gente pequena. Desde logo estranhámos a sua estranha maneira de falar (uma linguagem repleta de pequenos estalidos produzidos pela língua ao aspirar o ar). Sabemos agora que a língua que falam se chama “koisan”.

Este povo refere-se a si próprios como Zhun ! twasi (o sinal de exclamação, significa o “estalo” da língua), que significa “O Povo Real”, ou !Kung San, ou simplesmente !Kung



Certamente que nenhum de nós deixou de os admirar, não só pelo que nos era contado, mas sobretudo pela vivência quase diária com esse povo, pequeno na sua estatura, mas enorme na sua existência e história!

Cabe aqui recordar o povo mais antigo da África Austral!. Povo que no passado era dono e senhor de todo o território que se estende do Zambeze ao Cabo da Boa Esperança e do Atlântico ao Indico.

Os Tswana, seus vizinhos do Kalahari que ali chegaram há 1.200 anos, chamam-lhes "o povo que nada possui". Os Khoi, seus parentes pastores, chamam-lhe intrusos, ou vagabundos.






Este povo, com um passado antigo, não tem praticamente registos históricos escritos. Com uma sublime excepção: as pinturas rupestres de antílopes, elefantes, dançarinos e caçadores, algumas das quais ainda hoje mantêm uma nitidez surpreendente, apesar de fustigadas pelo vento e pela chuva e queimadas pelo sol durante mais de 3.000 anos.


Nas mais recentes, vêem-se barcos no mar e homens a cavalo. Depois, nada mais.





Ao desembarcarem nas praias da África Austral, há mais de 350 anos, os colonos europeus (alemães e holandeses) chamaram-lhes apenas homens do mato, ou do bosque – bosquímanos.

Considerando-os "indomáveis" e uma ameaça para os animais domésticos, os colonos trataram-nos como ralé, matando-os em grande número.





Num estudo de antropologia publicado no século XIX, J.C. Prichard resume assim a vida dos bosquímanos: "Nunca os seres humanos viveram em condições de tanta indigência e miséria". Nas populares feiras de horrores da época vitoriana, pequenos grupos de bosquímanos eram anunciados como "os anões de África". Os primeiros antropólogos classificaram-nos como "fósseis vivos" e não completamente humanos, encarando-os como o elo em falta na evolução da Humanidade. Outro antropólogo considerou a fantástica língua dos bosquímanos, com os seus estalidos, mais próxima dos sons dos animais do que da fala humana.
Hoje cerca de 85.000 bosquímanos vivem à beira da extinção cultural. A maior parte reside nas regiões mais distantes do deserto do Kalahari, no Botswana, na Namíbia, na África do Sul, em Angola e na Zâmbia.










São um dos povos aborígenes mais intensamente estudados do planeta. Este interesse é reforçado pela ideia de que o bosquímano é um dos últimos elos que nos une à antiga existência de caçadores-recolectores, um modo de vida comum a toda a humanidade até há cerca de 10.000 anos, no tempo em que os seres humanos ainda não domesticavam os animais nem semeavam cereais.

Uma época em que dependíamos directamente da natureza para sobreviver. Desde há algum tempo que os bosquímanos deixaram de viver como caçadores-recolectores, em total isolamento.

Alguns antropólogos consideram que a transformação definitiva dos bosquímanos do Kalahari e no Sul de Angola se verificou a partir da década de 50, com a prática generalizada da construção de poços de água, conhecidos localmente como furos.
Uma das vantagens principais dos bosquímanos em relação a outras sociedades humanas era a sua capacidade para sobreviverem sem água de superfície.

Guardando segredo sobre a forma de encontrar água em melancias e tubérculos, e aprendendo a enterrar ovos de avestruz cheios de água na estação das chuvas para recuperá-los durante a estação seca, os bosquímanos mostraram-se capazes de sobreviver onde os outros não conseguiam. Hoje, esse talento perdeu razão de ser: os furos artesianos abriram a terra aos criadores de gado e os bosquímanos foram desapossados.

há cerca de 200 anos, estes povos ainda povoavam grandes extensões da Namíbia e do actual Botswana foram praticamente exterminados, uma vez que não aceitavam trabalhar nas condições que os novos colonos exigiam.







Estes colonos chamaram-lhes hotentotes – que significa "gago" na língua holandesa, provavelmente devido à sua língua peculiar – ou bushmen, ou seja "homens da floresta", termo que foi adaptado para a língua portuguesa como bosquímanos. Ambos os nomes têm, actualmente, uma conotação pejorativa, assim como o termo san usado para um grupo específico de khoisan, mas que na sua língua significa estrangeiro..








Hoje, reduzidos à servidão na terra que foi dos seus antepassados, 85.000 bosquímanos nativos da África Austral, lutam para recuperar um pedaço dessa terra e o seu orgulho.

Para estes GRANDES HOMENS vai a nossa singela homenagem.










quinta-feira, 1 de maio de 2008

Recordações de Angola - 3

(Por Luis Marques)

CABINDA




(NA FLORESTA DO MAIOMBE)







Olha os irmãos da nossa confraria!


Muito solenes nas dopas vermelhas!


Ninguém supôs que nesta aldeia havia


Tantos bigodes e tais sobrancelhas!



O Jaime Ferreira, o José Manuel Francês e o Fernando Pinho em Cabinda (1974). Reparem bem nas suas poses, dignas de artistas do cinema italiano dos anos 70.


Por esta altura, a maioria dos furriéis deixou crescer o bigode, como forma de "provocar" o nosso saudoso capitão.


O Cinema Chiloango, em Cabinda.

Que saudades das sessões de cinema nos sábados à noite...

Recordações de Angola - 2

(Por Luis Marques)
A contribuição de todos é indispensável para que este blogue atinja os fins para que foi criado. Todos vocês podem contribuir, remetendo-nos as vossas fotografias, partilhando-as connosco.
Como exemplo disto, aqui se exibem algumas fotografias que nos foram enviadas pelo Fernando Pinho, que, como sabem, há 33 anos reside no Brasil. Devem seguir o exemplo dele.




FOTOS DE M'PUPA

(NAS TERRAS DO FIM DO MUNDO)







Foi aqui que tudo começou, em Novembro de 1972. Nesta fotografia se vê o edifício do comando do Batalhão e ao fundo a enfermaria, "reino" do José Manuel Francês.







Quem não reconhece estes corajosos nadadores das perigosas águas do rio Cuito? Da esquerda para a direita, temos o António Sousa, o João Novo (o que fez à pança?), o Leite (mecânico), o Vasconcelos, o Oliveira, o Francês,o Santos (certamente a ler algum almanaque do Tio Patinhas), o "Soba" Fernando Pinho (talvez a pensar se naquelas águas não haverá peixe que possa incluir no rancho geral) e o Agostinho (que desta vez não se afastou de nós...).





Os mesmos da foto anterior (menos o Agostinho, que rapidamente se cansou de nós). Não deixa de se estranhar a posição de alguns, muito pouco de acordo com a tradição castrense...




O rio Cuito, e os rápidos de M'pupa









Habitantes do Kimbo de M'pupa








Esta é uma imagem, recentemente obida, de um pôr do sol no Cuando Cubango.


Uma queimada no Cuando Cubango. Quem de nós não assistiu "ao vivo" a este espectáculo que só o Cuando Cubango nos proporciona?

Recordações de Angola

(Por Luis Marques)


“Deus Quer, O Homem Sonha, A Obra Nasce...”.


Com estas palavras de Fernando Pessoa se presta homenagem ao homem que tudo tem feito para que a memória dos dois anos que passámos juntos em Angola se mantenha bem viva, passados 33 anos após o nosso regresso: o nosso querido José Manuel Francês.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Figueira de Castelo Rodrigo, Maio de 2007

(Por Luis Marques)



As belas paisagens do Douro...




A sempre preciosa ajuda das "manas". Pelo aspecto do João Novo, esta foto foi tirada depois do almoço (ou então estáva quase a "desbarrigar" ao fim de 9 meses)




Eis o local do nosso almoço de sábado, dia 26 de Maio de 2007.



O Luis Marques, João Novo, Fernando Santos, Manuel Magalhães, Manuel Oliveira, José Vasconcelos e Joaquim Raposo, em Castelo Rodrigo, degustanto uns aperitivos antes do almoço de despedida.




Figueira tem mais encanto, na hora da despedida.

Convívio de 2007

(Por Luis Marques)







Imagens do convívio de 2007, em Figueira de Castelo Rodrigo












Que tal estou?








A preciosa ajuda das "manas", sob o olhar (e a barriga) do João Novo






O nosso querido Manel Oliveira


Uma bela refeição! (o ângulo não foi o melhor para o Jaime...)

Os ausentes deste ano

(Por Luis Marques)






No próximo convívio (Viseu, Maio de 2008), este serão os ausentes -uns por vontade própria, outros por impossibilidade. pensaremos neles

segunda-feira, 28 de abril de 2008

No princípio...

(Por Luis Marques)



Foi aqui que tudo começou, em Novembro de 1974.





Esta é uma imagem actual do Rio Kubango, tirada da povoação angolana do Calai.
Na outra margem, vê-se a povoação namibiana (no nosso tempo Sudoeste Africano) do Rundu, muito diferente daquela que conhecemos em 1974.


(Por Luis Marques)


E por falar em Convívio em Viseu... Esta imagem foi obtida no primeiro convívio realizado em Viseu, em 2005. Quem os reconhece?







Hotel Maiombe

Quem se lembra deste Hotel em Cabinda, ponto de encontro de muitos dos militares da C.C.S. Bat.Caç. 4611/72?




Em frente ao Hotel Maiombe, ficava a messe dos oficiais.

Cabinda 1974

(Por Luis Marques)


Ai que saudades ai ai...


Ainda se lembram de quem "morava" no edificio que está do lado direito da igreja?

O prédio branco em primeiro plano, era a messe dos oficiais, mesmo em frente ao Hotel Maiombe.

É ESTE O SÍMBOLO DO NOSSO BATALHÃO:




Notícia

(Por Luis Marques)

Nos próximos dias 23, 24 e 25 de Maio, realiza-se mais um convívio (o 8º) do antigos furriéis da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/72
O convívio terá lugar na casa do Monteiro (o decano dos antigos furriéis) nos arredores de Viseu.
A exemplo do que sucedeu nos anteriores convívios, este será certamente bem comido, bem bebido e mal dormido!
Na recepção, espera-nos um delicioso "galo de cabidela" e pelo fim-de-semana fora outros petiscos e iguarias várias (com um bocado de sorte, talvez um arrozinho de míscaros, de 5 estrelas...).
Este ano, para grande tristeza nossa, não podemos contar com a presença do Fernando Pinho que fica lá por terras de Santa Cruz. Talvez para o ano possa vir.

Mensagem

(Por Luis Marques)


Este Blog pretende ser uma homenagem aos antigos militares do Batalhão de Caçadores 4611/72 (Angola Novembro de 1972 a Novembro de 1974)
Aqui poderão deixar as suas mensagens todos os ex-militares do Batalhão de Caçadores 4611.
Deseja-se que esta página seja um elo estreito de ligação entre os ex militares da C.C.S. assim como com todoss os antigos camaradas do Batalhão e de uma forma geral com todos aqueles que de uma maneira ou outra estão ligados a nós - estamos a falar, por exemplo, de familiares dos ex-militares, que connosco convivem há vários anos.
Exortam-se todos os antigos militares a participar no Fórum 4611, contando as suas histórias (passadas e actuais), partilhando as fotos de que disponham de maneira a todos recordarmos os tempos passados em África.
A colaboração de todos é bem-vinda.
Logo que a página tenha contéudo aceitável, será feita a sua divulgação adequada, por forma a que no futuro possamos aumentar o número de participantes.

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta