segunda-feira, 20 de abril de 2009

2º Grupo de Combate da 3ª Companhia

(Por António Elias e Luis Marques)


Esta fotografia foi-nos trazida pelo António Elias, representa o 2º Grupo de Combate da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/1972 e também foi tirada em frente à casa do Fernando Moreira na "Roça Lucola" em Cabinda.



2º Grupo de Combate da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/1972 - Última fase do nosso "crescimento" como homens no Lucola - Cabinda

(clicar no título da mensagem para aumentar a foto)

domingo, 19 de abril de 2009

3ª Companhia

(Por António Elias)





3ª CCAÇ, com os olhos postos no “M'putu” mas que agora tem saudades dessa bela malta e locais

Esta é a foto de despedida da 3ª Companhia das terras de Cabinda. Provavelmente não estarão todos, talvez por haver malta "desenfiada" ou a "lamber as feridas" da farra da noite anterior.

sábado, 18 de abril de 2009

Vamos compar 560

(Por Luís Marques e António Moita)



Apesar de não se inserir propriamente no espírito do blogue, não queremos deixar de contribuir para a divulgação de um apelo que se segue, cuja publicação foi sugerida pelo António Moita.
Se a divulgação da mensagem puder contribuir mesmo com uma ínfima parte, ficaremos satisfeitos

VAMOS COMPRAR 560
e ajudamos a baixar o desemprego

Com o agravar da crise, e por conseguinte, o aumento assustador do desemprego, é tempo do consumidor português mudar mentalidades e ajudar a atenuar o desemprego.
Uma vez que por parte dos políticos, está mais que provado, não termos qualquer hipótese de tornar o nosso país mais rico e competitivo, deveremos ser nós, gente anónima, a contribuir para esse fim.
O consumidor português deve reflectir sobre o dever de preferir comprar produtos portugueses, em deferimento do produto estrangeiro, pois caso contrário coloca em cheque não só os índices de emprego, como também a tão falada produtividade portuguesa, que nunca será nivelada com a Europa dos 15, enquanto nós comprarmos marcas estrangeiras.
É fundamental apoiar a produção nacional. Só devemos adquirir produtos estrangeiros, quando não os produzirmos no nosso país e essa será a nossa quota parte no combate ao desemprego e no aumento da produção nacional.
Nos produtos agrícolas, devemos sempre olhar á sua origem, cuja afixação é obrigatória. Em todos os outros produtos, verifique se o código de barras começa por 560, pois é a garantia do produto ser português. Se tiver Internet, pesquise “Movimento 560” e junte-se a nós.
Se um primeiro ministro de um país e Europeu, afirma que os empregos ingleses são para ingleses, porque não poderemos nós incentivar os portugueses a consumirem Portugal?
Se gradual e rapidamente mudarmos a nossa atitude e deixarmos nas prateleiras todo o produto que é estrangeiro, estamos a obrigar a que os proprietários de lojas, supermercados e grandes superfícies a darem prioridade aos produtos Portugueses.
Gostaria também de lançar um repto à imprensa local e nacional para que se junte a este movimento e contribua assim para um PORTUGAL melhor e mais solidário, não só nesta conjuntura actual de crise, mas também para num futuro estarmos menos dependentes do exterior.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

1º Grupo de Combate da 3ª Companhia

(Por António Moita e Luís Marques)




(clica no título da mensagem para aumentar)



Esta foto, que nos foi trazida pelo António Moita, é do 1º Grupo de Combate da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/1972 e foi tirada em frente à casa do Fernando Moreira na "Roça Lucola" em Cabinda.

O café da Roça Lucola - Cabinda

(Por Luís Marques, António Moita e Fernando Moreia)



Do António Moita recebemos ests foto, retirada do seu álbum de recordações de Angola, e que representa o acto de secagem do café que era cultivado na Fazenda Lucola, onde, como sabem, a 3ª Companhia esteve os últimos oito meses da sua Comissão em terras de Angola.

Mas vamos "ouvir" as palavras do nosso Fernando Moreira, o mais "maçarico" do Batalhão, que o destino quis que se juntasse a nós ao final de longos 34 anos.







"Que maravilha, o café ainda em “cereja”, parece que ainda se sente o odor.

A foto é tirada na Roça e a casa lá ao fundo é a aquela onde estavam os oficiais,.

Mais tarde, na varanda foi-lhe colocada uma trincheira de sacos de areia vinda da praia do Malembo, das poucas em Cabinda que era branca e foi-lhe colocada uma HK.

Aí ficava também a baía de acesso á zona de habitação e ao acampamento, ou seja a improvisada “porta de armas”.

Vocês sabem que quando o café estava nesta fase, ainda no cafeeiro, já com esta cor de cereja a baga era doce. Muitas vezes a comi e era também nesta altura que hordas de macaquitos, daqueles que muitos militares adoptavam como mascotes, causavam prejuízos avultados no café. Eram macacos mas de burros não tinham nada. E gostar de coisas doces….

Para o Moita: Ainda tu não provaste, ou talvez o tenhas feito no Bar Moreira, um lote que o meu pai fazia em que misturava o café da Roça com uns lotes que eram adquiridos no Sul e que na altura de ir para a “Cimbali” era colocado em cima do café moído uma pequena porção de folha de Chá do Gabão. Parece muita mistura mas o paladar era divinal.

Se bem me lembro o café da Roça era da variedade “Robusta”, espero não estar a dizer nenhum disparate."

Dois ou três dias depois, o António Moita remeteu-nos mais esta foto, representativa da apanha dos grão de café.


quinta-feira, 16 de abril de 2009

3ª Companhia (procuram-se os seguintes elementos)

(por António Elias e Fernando Moreira)

Com vista a uma participação alargada no próximo convívio da 3ª. Companhia do Batalhão 4611/1972 pede-se a quem souber do paradeiro dos antigos camaradas constantes na lista em anexo que o comunique através do email do bloque ou contactando Antonio Elias, Ex-Alferes Miliciano (telemóvel 962034147).
Muitos anos já passaram desde que a desmobilização nos voltou a espalhar pelos quatro cantos do mundo, mas nada nem ninguém nos conseguirá tirar aqueles momentos de convívio, bons ou maus que pertencem à nossa memória, o tempo em que “arranhamos juntos” como consta da gíria.
Queremos perpetuar esse convívio. Pelo que se pertences ao grupo de camaradas da 3ª. que ainda nunca apareceu nos convívios é tempo de dizeres “Presente!”. Se conheces alguém desta relação que tenha pertencido, dá-lhe a conhecer este pedido.


PROCURAM-SE OS CONTACTOS
dos seguintes ex-militares
da 3ª. Companhia do BCC 4611


NOME / POSTO


ACÁCIO RODRIGUES FERREIRA / AUTO
ADÃO RIBEIRO / 1º CABO
AGOSTINHO VIEIRA SOUSA
ALBERTINO COSTA MOREIRA / ATIRADOR
ALBERTO CONCEIÇÃO REIS LOPES / ATIRADOR
ALEXANDRE ANTÓNIO DE OLIVEIRA / COZINHEIRO
ALFREDO GONÇALVES PEREIRA / ATIRADOR
ANTERO MONTEIRO REIS / RÁDIO TELEGRAFISTA
ANTÓNIO AUGUSTO DOS SANTOS / 1º CABO
ANTÓNIO AUGUSTO TAVARES / ATIRADOR
ANTÓNIO JESUS CAMPOS / 1º SARGENTO
ANTÓNIO JOSÉ MATOS GONÇALVES / AUTO
ANTÓNIO MARTINS FERREIRA / AUTO
ANTÓNIO NUNES SILVA LOPES
ANTÓNIO RAFAEL SANTOS
ARLINDO BRANDAO ALVES
ARMANDO VALDEMAR FERNANDES / 1º CABO
BELMIRO MARTINS FERREIRA AUTO
CANDIDO ALBERTO DUARTE FÉLIX AUTO
DIAMANTINO AUGUSTO VILA / ATIRADOR
DOMIMGOS DA SILVA FERNANDES / ATIRADOR
EDUARDO PINTO / ATIRADOR
FERNANDO LUÍS CARVALHO / 1º CABO
FRANCISCO MANUEL ALVES / AUTO
FRANCISCO NOGUEIRA / CORNETEIRO
FRANCISCO FAUSTINO PIRES ATIRADOR
JAIME AMADO CANÁRIO PASSARINHO / 1º CABO
JOÃO ALMEIDA SILVA
JOÃO FERREIRA VIEIRA
JOÃO MANUEL LOPES MONTEIRO (FAVAIOS) / ATIRADOR
JOÃO PEREIRA VIEIRA / CORNETEIRO
JOAQUIM DIAS ESTEVES / ATIRADOR
JOAQUIM FERNANDES DOS SANTOS / 1º CABO
JOAQUIM GOMES CORREIA DE MELO / AUTO
JOAQUIM RODRIGO
JORGE FERNANDO RIBEIRO GONÇALVES / 1º CABO
JOSÉ ALMEIDA PAIVA / AUTO
JOSÉ ANTÓNIO DA SILVA / ATIRADOR
JOSÉ ANTÓNIO LOPES DIAS
JOSÉ ANTONIO MATOS GONÇALVES / 1º CABO
JOSÉ FERREIA DA SILVA SANTOS / RÁDIO TELEGRAFISTA
JOSÉ FRANCISCO OLIVEIRA COSTA / 1º CABO
JOSÉ GUILHERME PEREIRA MAIA / ATIRADOR
JOSÉ JESUS PINTO / ATIRADOR
JOSÉ MANUEL NEIVA / ATIRADOR
JOSÉ MEIRELES NUNES
JOSÉ OLIVEIRA SANTOS / AUTO
LUÍS MARTINS PERDIGÃO
LUÍS OLIVEIRA CUNHA / ATIRADOR
MANUEL ANTUNES DIAS / ATIRADOR
MANUEL LOPES VIEIRA / ATIRADOR
MANUEL VICENTE RODRIGUES / 08
MAPRIL DOS SANTOS RAMOS / MORTEIRO
PAULO FERNANDES / RÁDIO TELEGRAFISTA
ROGÉRIO COSTA LOPES / 1º CABO
SÉRGIO LOPES MEIRELES / ATIRADOR
VICTOR MANUEL SANTOS CARDOSO RODRIGUES / ATIRADOR


Agradece-se o contacto para o e-mail do fórum forum4611@gmail.com
ou para o António Elias


terça-feira, 14 de abril de 2009

Vuku, o sítio do vento - 2

(Por Fernando Moreira)

Este mundo é mesmo uma aldeia… um dia tropeçamos com um desconhecido, calhamos a olha-lo de frente e lá vem o; “Desculpe! Mas não o conheço de qualquer lado?”
Ainda bem que o “condomínio” do 4611 está a ficar reforçado.
Estive há pouco a falar com o Elias e por coincidência mora perto do local onde o meu filho tem os treinos de Hóquei em Cascais.
Para a semana lá terá que sair um cafezito… tantos anos que esperei por isto.
Tenho de rebuscar nos negativos da minha mãe se tenho por lá mais fotos da companhia.
E algumas das que estão agora no blog foi o Moita que as tirou e que mas deu, e se bem me lembro era ele próprio que as revelava.
Aquelas em que estou eu com o Tarzan são dele e a que mostra a casa é tirada da varanda do alojamento onde os Furriéis estavam.
O Moita também esteve a fotografar salvo erro um pano, já não recordo a cor, com a indicação dos locais e datas onde estiveram mobilizados, tipo com os dizeres; “Aqui estive” ou “Aqui sofri” e creio que com um punhal, espero que a memória não me traia, procedimento usual no final das comissões e cujas fotos eram muito solicitadas pela “peluda”. Recordas-te Moita?
A foto foi tirada creio que com o pano preso numas sacas de café que estavam colocadas frente à varanda onde vocês estavam colocados.
Aquele ano foi um ano de produção de café inigualável.
Quando o meu pai teve de vir para Portugal a produção ficou toda em armazém e ao que parece os cubanos carregaram todo o café com destino a Cuba.
Não quero ser chato, mas iremos falando.

Vuku, o sítio do vento (Cabinda - Roça Lucola)

(Por Luís Marques)



A casa da Roça Lucola, com a família Moreira

Para este trabalho sobre a permanência da 3ª Companhia, em Cabinda, no Lucola (Abril a Novembro de 1974), na Roça Lucola, contámos com a preciosa colaboração do Fernando Moreira (ver mensagem colocada em 11 de Abril de 2009).

Pelotão da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/72


Foi na realidade um desfecho feliz para o apelo que nos foi colocado pelo Fernando Moreira, pois dois dias depois de ter sido colocada a mensagem, estava estabelecido o contacto por ele desejado.

O pai do Fernando Moreira, o "Mindele Moreira"

Filho de um dos proprietários da Roça Lucola, manteve uma união com os militares da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/1972 que em tudo ultrapassou uma mera ligação ocasional.Na verdade, ele conservou após 36 anos de separação uma memória bem presente de quase todos os nossos antigos camaradas da 3ª Companhia e de diversos acontecimentos pitorescos, quiçá, superando a lembrança dos próprios militares envolvidos.Tinha ele, na altura em 1974, 12 anos de idade.

A casa da Roça



Formatura da 3ª Companhia do Batalhão 4611/1972 na Roça Lucola


Mas vamos deixar que seja o próprio Fernando Moreira a contar parte das suas recordações:



O Fernando Moreira brincando com o "Tarzan" e o gatito

Em 13 de Abril, o Fernando Moreira confidenciava-nos:

Não calculam a minha felicidade por finalmente ter conseguido chegar ao vosso contacto.
Sem sombra de dúvida que a Internet ajudou a que o mundo ficasse mais pequeno e que as pessoas que se encontravam dispersas se voltassem a aproximar.

Tenho algumas fotos de elementos da companhia, em que identifico o Silva (drácula) a cujo casamento ainda cheguei a ir e que há bem pouco tempo ainda falei com ele pois ele chegou a falar com a minha mãe, infelizmente ela extraviou-me o contacto.
Ainda cheguei a ir à Lourinhã e Peniche à procura do Pinto que salvo erro tinha a especialidade de cozinheiro mas a morada que eu tenho não batia com nada… Fonte da Nora, devo ter corrido todas as Fontes da Nora existentes nas cercanias e nada…
Há ainda um Furriel que trabalhava, à altura, num despachante em Lisboa e que ainda nos ajudou quando foi de desembarcar os poucos caixotes que os meus pais conseguiram trazer com as nossas coisas.

Os militares da 3ª. Companhia decerto se recordarão de mim e do meu irmão, das caçadas aos pássaros com a pressão de ar, a minha mãe depois estufava os passaritos e lá ia eu com o tacho para a tenda do Pinto comer-mos o petisco com os meus amigos.
Houve também um deles que fez anos e a quem a minha mãe fez um bolo de aniversário que lá transportei com todo o cuidado para a tenda do respectivo para a cerimónia do cantar dos parabéns.

Havia também um Furriel ou Alferes que tinha a paixão da Fotografia e que passava a vida a fotografar e que depois era o próprio a revelar as fotos, ainda lá tenho algumas que ele me tirou com o meu perdigueiro de nome Tarzan, o companheiro das caçadas, e com um gatito preto que foi adoptado pelos Furriéis e que vivia nas instalações destes.

Para além das muitas recordações, do galhardete e do crachá (que sempre guardei comigo), tenho ainda uma chumbada na cabeça que um dos militares, salvo erro da especialidade de enfermeiro me deu numa sessão de tiro ao alvo.

Também com 12 anos aprendi a tirar as cavilhas a uma G-3 e a desmontá-la e montá-la, bem como à Walter, com um dos armeiros da unidade e vocês podem não acreditar mas ainda lá tenho o plástico de uma granada, à qual foi retirada o explosivo, e na qual foi montada uma cabeça já com a espoleta detonada que veio do vosso paiol.
Há dias estive a explicar ao meu filho de onde a mesma tinha vindo e a falar-lhe dos bons momentos que passei no vosso convívio.

Pouco tempo depois de vocês terem partido para Luanda, eu tinha ido com os meus pais ao cais despedir-me de vocês, começaram os primeiros confrontos entre os movimentos e o meu pai acabou por me mandar e ao meu irmão para casa de uma tia minha em Luanda.
O primeiro pedido que lhe fiz ainda no aeroporto foi que me levasse ao vosso aquartelamento que ficava numa das saídas de Luanda para vos ver, mas a situação já estava algo complicada e não foi possível…”

Querem um relato mais preciso e humano da vivência bem próxima de um rapaz de 12 anos com os seus heróis da época.

E no mesmo dia 13 de Abril, o Fernando Moreira remeteu-nos as fotos que aqui publicamos, acompanhadas de uma outra mensagem, igualmente sugestiva:

“Aqui seguem umas fotos desse tempo.
Encontram algumas minhas, sempre com o “quico” enfiado na cabeça e com uma vantagem: ainda era virgem, pois ninguém separou as abas traseiras do quico, rasgando-o como era prática; noutras estou acompanhado do inseparável Tarzan, que só lhe faltava falar, e algumas já dentro do perímetro do aquartelamento.
Nessa do grupo distingo o Silva (Drácula) e alguns outros dos quais não me recordo o nome.
Envio também uma do meu pai figura que saudosamente admiro e o qual eu afirmo ter sido o branco mais preto que conheci. Afirmava que a nossa terra não é aquela onde nascemos mas sim aquela que escolhemos para viver.
Não quis o destino que se perpetuasse essa escolha, mas ainda um dia irei espalhar as suas cinzas por baixo de um embondeiro com vista para a Baía de Cabinda, nesse dia… uma nova brisa correrá no Vuku!!

(Vuku – Quer dizer sítio ventoso, sítio de vento, que era como os Cabindas designavam o sítio onde a 3ª.C.C. do 4611 esteve aquartelada e onde nós vivíamos.)”

O Fernando e seu irmão na Roça Lucola


Casa da Roça Lucola. Ao fundo a casa dos Oficiais

Resta acrescentar que o ex-alferes miliciano António Elias está a partir de hoje em contacto estreito com o Fernando Moreira, a quem já prometeu dirigir-lhe um convite para estar presente no próximo convívio da 3ª Companhia que terá lugar lá para o final do mês de Novembro.
Caso se concretize o convite e o Fernando Moreira o possa aceitar, adivinho que será um momento único, só comparável ao reencontro com um antigo camarada ao cabo de 36 anos. São momentos como estes que nos fazem esquecer as agruras e a incomodidades sofridas nesses anos de 1972 a 1974.



O Fernando e o seu inseparável amigo "Tarzan", que também foi adoptado como mascote pelos militares da 3ª Companhia

Fernando, o gatito e o "Tarzan"

Aspecto do bivaque da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/72

sexta-feira, 10 de abril de 2009

3ª Companhia

(Por Luís Marques)


Rio Lucola, em Cabinda


Na nossa caixa de correio electrónico ( forun4611@gmail.com ) fomos encontrar um mensagem que pelo seu significado não podemos ignorar nem deixar e a divulgar.

Trata-se de uma mensagem de Fernando Moreira, hoje com 46 anos de idade, e que é filho de um dos proprietários da "Roça Lucola", situada perto rio do mesmo nome e junto à qual se aquartelou a nossa 3ª Companhia, em Abril de 1974.



A cidade de Cabinda vista do céu



Podia estar aqui tecendo vários comentários à mensagem e ao seu significado, mas entendo que é totalmente inútil , pois ela vale por si só.

A mensagem é a seguinte:

"Boa tarde,

Peço desculpa antecipadamente se este meu e-mail irá importunar em algo.

Sou de Cabinda e em 1974 o meu pai, um dos proprietários da Roça Lucola, em Cabinda, autorizou a que a 3ª Companhia do 4611 montasse bivaque no alto da Roça, ao lado da nossa residência e das instalações de descasque do café.

Lidei com muitos dos homens que a compunham, apesar de ter na altura somente 12 anos eu e o meu Irmão desenfiavamo-nos e íamos para o aquartelamento.

Tal feito valia-nos alguns cachaços principalmente quando em casa empregávamos o calão recém-adquirido junto da “peluda”.

Chorei quando a companhia partiu para Luanda para aguardar o embarque o “putu” e ao longo destes anos tenho procurado algum contacto que me permita chegar a alguns dos meus amigos de outrora.

Lembro-me do Alferes Martins cuja família era da zona de Leiria se não estou em erro, do Soldado Pinto que provinha de pescadores da zona da Lourinhã-Peniche, do Furriel Gentil que salvo erro era da especialidade de enfermaria, do Drácula, soldado de nome Silva, da zona da Paiã-Pontinha e de muitos outros cujas faces ainda não abandonaram as minhas memórias.

O capitão era um individuo alto e louro cuja profissão na vida civil era professor.

Gostava de saber noticias sobre esta 3ª. Companhia do 4611 cujo galhardete ainda hoje conservo comigo, 34 anos depois.

Quase que poderia afirmar que também foi a minha Companhia no Ultramar.

Aguardo noticias.

M/melhores cumprimentos,

Fernando Moreira"


Outra imagem do Rio Lucola, em Cabinda


É na verdade uma mensagem que vale por mil palavras e que muito nos enternece e nos encanta.

Vamos lá todos fazer um esforço para que o Fernando Moreira encontre os seu amigos da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/1972.

Qualquer informação poderá ser feita por intermédio do nosso e-mail (forum4611@gmail.com ).

Faremos chegar ao Fernando Moreira todas as mensagens que nos sejam remetidas nesse sentido.

1ª Companhia

(Por Luis Marques)

Do José Manuel Borges, ex-primeiro cabo da 1ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/1972, recebemos a mensagem que reproduzimos mais abaixo.

O José Manuel Borges vive actualmente na Bélgica, em Bruxelas, e certamente deseja estabelecer contacto com os seus antigos camaradas da 1ª Companhia (e do Batalhão, também)
A mensagem é esta:

"Apreciei muito o vosso forum ("et pour cause" !!!) ***que visitarei sempre que puder.
Felicidades para voces..!!!°
José Manuel F. Borges Bruxelas - Bélgica ( ex-1°Cabo da 1CCaç do BCaç 4611/72 - Dumbo, Mabubas, Iema) "

*** "et pour cause" - expressão francófona que significa "com razão!", "não sem motivo!".

Qualquer contacto que desejem estabelecer com o José Manuel Borges poderá ser feito por intermédio do nosso correio electrónico (forum4611@gmail.com )

Convívios da 2ª Companhia

(Por Luis Marques)

Alguém sabe quando e onde se realiza os convívio anual da 2ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/1972 deste ano?

Recebemos do nosso ex-camarada Manuel dos Santos, ex-camarada da 2ª Companhia a mensagem que a seguir reproduzimos, procurando saber onde e quando se realiza o convívio anual da sua antiga Companhia:

A mensagem é esta:

"Bom dia.

Agradece o ex-militar Manuel dos Santos, que pertenceu à 2ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611, alguma informação referente ao próximo convívio anual, e contacto da organização.

Cumprimentos. "

Qualquer informação pode ser dada por intermédio do nosso endereço de correio electrónico

( forum4611@gmail.com )

sexta-feira, 27 de março de 2009

A NOSSA GRANDE FAMÍLIA

(Por Luís Marques)


O casal Fátima e Fernando Pinho

A nossa passagem por Angola nos anos de 1972 a 1974 firmou na grande maioria de nós uma amizade que com o passar dos anos se foi consolidando e se estendeu à família de cada um, fruto, entre outros factores, dos convívios que, pelo menos uma vez por ano, nos levam a percorrer o país de Norte a Sul, com o forte deseja de rever e abraçar amigos que nos connosco estiveram por terras de Angola, bem como as respectivas famílias.
Podemos assim dizer que as nossas famílias são uma porção bem importante desses encontros, sendo para nós complicado explicar qual a fronteira entre nós próprios e a família de cada um (no âmbito da envolvência de tudo o que diz respeito aos referidos encontros, claro está).
Dir-se-á que essa fronteira não existe na prática, já que se firmou uma união forte e indestrutível, e que uma coisa (nós) não faz sentido sem a outra (a família de cada um, que é, no fundo a família de nós todos).
Logo após o nosso regresso de África, mais propriamente em Abril de 1975, um de nós, aproveitando uma oportunidade na vida, abalou de Portugal em direcção ao Brasil onde constituiu a sua família (outros o fizeram igualmente, para os destinos mais variados. A uns foi localizado o paradeiro. A outros perderam-se definitivamente os sinais)
Estou a falar, concretamente, do Fernando Pinho, o nosso furriel de intendência (Vago Mestre).
O Fernando Pinho foi “encontrado” por nós em Outubro de 2006, em terras de Vera Cruz, no final de insistentes buscas
Em Maio de 2007 esteve em Portugal num encontro de ex-furriéis que teve lugar em Figueira de Castelo Rodrigo, organizado pelo Joaquim Raposo. As imagens desse convívio já constam deste blogue, colocadas em Abril de 2008.
Apesar de longe, o contacto com o Fernando tem sido diário (através do chamado correio electrónico) e podemos assegurar que as notícias que dele recebemos são praticamente “em cima da hora”. Também ele é mantido ao corrente de todos os acontecimentos que nos dizem respeito. Do Fernando, já conhecíamos a sua admirável esposa, Fátima, que connosco esteve em Figueira de Castelo Rodrigo, em 2007.
Não conhecíamos os seus dois filhos, apesar do Fernando Pinho nos ter dado a conhecer, através das suas descrições, as principais característica deles. Só faltava mesmo conhecer a fisionomia de cada um deles, ou seja, conhecê-los “ao vivo e a cores”.
O Fernando fez-nos a vontade. Remeteu-nos agora fotos dos seus “filhotes”.
Como a família do Fernando Pinho é a nossa família, aqui ficam as fotos que nos enviou, para que todos possamos conhecer essa gente maravilhosa. A parte separada de nós que aos poucos estamos a tentar agrupar, para que no final possamos afirmar com alegria: Estou feliz. Tenho uma família imensa à minha volta.




O Daniel e a Patrícia os fihotes da Fátima e do Fernando Pinho.

Ela é formada em Biologia e dá aulas no Rio de Janeiro; Ele estuda Engenharia. Os traços da família são bem vísiveis em qualquer deles (ele parecido com o pai e ela com a mãe)





A Fátima e o Daniel


O Fernando Pinho e a Fátima



D. Augusta (a avó, mãe da Fátima) e a Patrícia. Não são uma gracinha?



O Daniel, na mesa da consoada no Natal de 2008.

Como vêem, lá no Rio de Janeiro, não falta no Natal o bem português bacalhau com batatas

terça-feira, 24 de março de 2009

EFEMÉRIDE (24 DE MARÇO DE 1973)

(Por Luís Marques)







"There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark."





Faz hoje 36 anos que foi editado o álbum dos Pink Floyd The Dark Side of the Moon”. Por esta altura estávamos nós na solidão do Cuando Cubango e só tivémos os primeiros contactos com o álbum alguns meses mais tarde, quando fomos deslocados para a "Fazenda Tentativa", em Dezembro de 1973.

Como se recordam, este álbum foi uma referência em termos musicais durante a nossa permanência em Angola e despertou-nos a curiosiodade para descobrirmos outras obras dos Pink Floyd.

O álbum concentrava a sua imagem nas longas passagens instrumentais aliadas a um conjunto de canções que representavam um forte diagnóstico da natureza humana: Money (a ganância); The Brain Damage (a insanidade); Breathe (a liberdade individual); Us and Them (a guerra), The Great Gig in the Sky (a morte), Time (a nossa passagem pela vida, sempre a correr) etc.


Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.


You are young and life is long and there is time to kill today.


And then one day you find ten years have got behind you.


No one told you when to run, you missed the starting gun.


(Time)


A primeira apresentação "ao vivo" do álbum, em 1973 - Earls Court, Londres, em 18 de Maio de 1973


Tornou-se um dos álbuns mais marcantes da música popular urbana.

Se o ouvirem hoje, verão como permanece contemporâneo. Um som cristalino e futurista, um conceito ambicioso de música, nunca experimentado até então, fizeram deste álbum um ícone da música.

Uma capa muito bem concebida, que também ela se tornou um ícone.

Muito tempo passámos nós a ouvir este disco; ele também nos ajudou a suportar a ausência de outra coisas.

Para os músicos que criaram este álbum soberbo (Roger Waters, David Gilmour, Rick Wright - recentemente falecido - e Nick Mason) vai o agradecimento de todos nós.





"I'll See You On The Dark Side Of The Moon"

segunda-feira, 9 de março de 2009

FAZENDA TENTATIVA (1974)

(Por Luís Marques)





No passadio dia 2 deste mês de Março, foi enviada uma mensagem para a caixa de correio associada ao blogue Fórum 4611 ( forum4611@gmail.com ).
Trata-se de uma mensagem de uma senhora, Patrícia Lara de seu nome, residente na Reino Unido, que nos perguntava se havíamos conhecido, durante a nossa passagem pela Fazenda Tentativa, seu pai, Liberto Sousa Lara, ou seu avô, António Sousa Lara.
Seu pai morrera era ela pequena, mas guardou na memória as histórias que ele lhe contava sobre a Fazenda Tentativa. Infelizmente perdeu todo o contacto com a família paterna e perguntávamos se por acaso conhecíamos alguém ligado à sua família a quem pudéssemos entregar o seu contacto.
Infelizmente, tanto quanto nos foi possível apurar junto de alguns de nós, não nos recordamos quer de seu pai quer de seu avô.
Contudo tínhamos todas as razões para nos recordar, pelo menos de seu avô, António Sousa Lara, pois ele foi nem mais nem menos O DONO DA FAZENDA TENTATIVA, no tempo em que nós permanecemos lá estacionados, em 1973 e 1974.
A prová-lo, apresento a seguir um excerto retirado de uma página da Internet, do próprio “Jornal de Angola”: ( http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=9739 )

A Fazenda Tentativa em 1974

"Memória



Segundo, Marcos Jorge, o ano de 1973, foi excelente para a agricultura em Angola, no açúcar e nas demais culturas, favorecidas pelas condições climáticas e pluviométricas que se registaram naquela altura.
Nesse ano, a “Açucareira 4 de Fevereiro” atingiu o índice de produção mais alto de toda a sua história, chegando a atingir a cifra de 23 mil toneladas.
A média das campanhas anteriores era de 15 mil toneladas ano, cifra que foi baixando até alcançar por altura da independência nacional, 2 mil toneladas na última campanha realizada em 1991.
Este fracasso deveu-se também à falta de peças sobressalentes para reposição, cujos stocks em armazém haviam terminado, bem como o avançado estado de degradação da maquinaria.
A Companhia de Açúcar de Angola, actual “Açucareira 4 de Fevereiro”, que incluía a Açucareira de Caxito, “Fazenda Tentativa”, assim como o Marcos Canaveses na região do Cubal, área reservada à produção de sisal, Luacho e Caxito (Fábrica de óleo de palma e sabão), Cuio (Pescaria e Porto), eram propriedades de António Sousa Lara.
Em 1974, essas propriedades foram vendidas ao Grupo Espírito Santo. Nessa altura já existiam projectos para ampliação da fábrica e da área de produção de cana-de-açúcar, isto, porque naquela época já se fazia sentir o custo de produção muito alto e havia necessidade de se fazer rentabilizar a fábrica, dotando-a de uma maior capacidade de moeda e maior extensão de cana-de-açúcar, uma vez que viavelmente e economicamente, já não existiam fábricas com aquele tamanho.“
Neste caso, nós somos privilegiados, porque podemos expandir a nossa fábrica, o que já não acontece com a fábrica da Catumbela que tem uma área limitada, visto que a mesma se encontra no meio das cidades do Lobito/Benguela,” asseverou, o director adjunto da “Açucareira 4 de Fevereiro”.
A nossa área de total, acrescentou, é de 15 mil hectares. Desses 15 mil hectares há uma área não cultivável, por possuir zonas montanhosas, com problemas de salinidade, fertilidade necessária, entre outros aspectos técnicos.“
Eu pessoalmente, acredito que se possam aproveitar até 10 mil hectares. Mas se a empresa que vier para aqui tiver capacidade para fazer o tratamento que o solo necessita, talvez seja possível alcançar os 12 mil hectares,” rematou,
Marcos Jorge.A empresa teve sempre uma média de 3 mil e 500 trabalhadores. Mais tarde, com a introdução da mecanização no que respeita a transportação de cana e carregamento, reduziu-se para 2 mil e 500 até‚ altura da sua paralisação, em 1991."


A Fazenda Tentativa, actualmente

terça-feira, 3 de março de 2009

Novo encontro em Viseu - 2

(Por Luís Marques)



Há muito prometida, concretizou-se no passado fim-de-semana (dias 27 e 28 de Fevereiro e 1 de Março), mais uma visita de alguns de nós à cidade de Viseu.
Tal como das outras vezes, o anfitrião foi o Adriano Monteiro, que com uma paciência enorme abriu as portas de sua casa para receber o Quim Raposo, o João Novo, o Jaime Ferreira, o Manuel Magalhães e o Luís Marques. E acreditem que não é tarefa fácil.
Estes encontros são um pretexto para todos confraternizarmos, revivendo com saudade os tempos passados em Angola e outros mais recentes, pois tudo serve de pé-de-cantiga para reviver o passado. Mas também para falar do quotidiano e do futuro.
Mas também são motivo para apreciar os óptimos cozinhados feitos pelo Monteiro e pelo Quim Raposo.




Realmente, sobretudo estes dois, descobriram vocações para a arte da culinária, que não lhes passavam sequer pelas cabeças nos tempos em que estávamos em Angola e muito menos a nós.
O Monteiro tem o atributo acrescido de ser um enólogo de reconhecidos e elogiados méritos. Podem crer que produz um vinho de inigualável qualidade.
Na sexta-feira, dia 26 de Fevereiro, fomos brindados com uma refeição digna dos Deuses: um saboroso “galo bêbado” (recordo que o Monteiro faz parte da “Confraria do Galo”, de Viseu), cozinhado com sabedoria pelo Quim Raposo, e a acompanhar um saboroso arroz de míscaro, feito pelo Monteiro.
Depois, as magníficas refeições sucederam-se no sábado e no domingo (feijoada e leitão assado) tudo cozinhado com as mãos de mestre do Monteiro e do Raposo, mas sempre acompanhado pelo estupendo vinho feito pela mão sábia do Monteiro. Falta-me o saber dos verdadeiros mestres da escrita para vos fazer entender a excelência dos cozinhados saboreados e do vinho experimentado.
Ao longo do fim-de-semana sucederam-se as tertúlias sobre os mais variados temas, mas tendo sempre como pano de fundo a nossa vivência em Angola, vindo à colação os mais diversos episódios.




Mas para o jantar de sábado estava-nos reservada uma agradável surpresa: o Monteiro convidou para esse jantar dois amigos seus, entre os quais o Sr. Francisco Matos, cerca de 10 anos mais velho que nós, antigo militar (caçador especial) e que igualmente fez a sua comissão em Angola. Mais: esteve praticamente em todos os locais em que nós estivemos, com destaque para o Cuando Cubango e conheceu e conviveu com as mesmas pessoas que nós conhecemos e convivemos, incluindo o italiano Portas.
De imediato se estabeleceu um diálogo bem vivo, com destaque para o Sr. Francisco Matos, que com uma excelente eloquência nos contou alguns episódios da sua vida por terras de Angola. Nós, pela nossa parte, também procurámos enriquecer a conversa com a nossa vivência dos acontecimentos e episódios pitorescos.
O Sr. Francisco Matos, na altura em que nós andámos pelo Cuando Cubango, era comerciante e industrial em terras de Chitembo (povoação situada a alguns quilómetros de Serpa Pinto (actual Menongue) a caminho de Nova Lisboa (actual Huambo).
Ficou a promessa de novos encontros, os quais se aguardam com entusiasmo e expectativa. Uma coisa é certa: exigimos ao Monteiro que faça tudo para que o Sr. Francisco Matos esteja pelo menos uma vez sentado à nossa mesa.
Resta acrescentar que o Sr. Francisco Matos é o proprietário daquela lagoa em que o Quim Raposo e o Jaime Ferreira exibiram os seus dotes de pescadores (embora com a colaboração de várias trutas instruídas) e que consta neste Blogue – ver mensagem de 25 de Maio de 2008 titulado “Encontro de Ex-furriéis da CCS Bat. Caçadores 4611/72" - e que a tal lagoa foi criminosamente esvaziada de todos os peixes que possuía por alguém.




domingo, 1 de fevereiro de 2009

Recordações de Angola - 12

(por Luís Marques)
Dando continuidade à retrospectiva que temos vindo a apresentar sobre a nossa passagem por Angola nos anos de 1972 a 1974, exibimos aqui novas imagens que nos foram cedidas pelo Fernando Santos (com excepção da primeira foto, que nos foi remetida pelo Vasconcelos).



O Vasconcelos o Fernando Pinho e o Francês em Cabinda em 1974, todos eles com fartos bigodes


O Fernando Santos testando um morteiro 60mm em M´pupa
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O Fernando Santos em Cabinda em 1974
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O Manuel Oliveira, o Jaime Ferreira o Manuel Magalhães e o Fernando Santos num
momento de lazer em casa do italiano Portas, em M´pupa
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O Fernando Santos examinando um morro de salalé em M´pupa
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A camarata dos Furriéis em M´pupa
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Uma equipa de futebol do pelotão de sapadores em M´pupa
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O Fernando Santos e os cavalos do italiano Portas em M´pupa
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O Fernando Santos e o Manuel Magalhães junto de um songue (Kobus leche) * e de um búfalo**
caçados para servir de alimento aos militares de C.C.S
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* O songue (Kobus leche) é um antílope da família dos bovídeos nativo do Delta do Okavango e do Cuando Cubango e das zonas pantanosas da Zâmbia e República Democrática do Congo A sua pelagem é castanho-avermelhada, mais escuro nas costas, enquanto o queixo e a garganta são brancos. Os machos apresentam chifres adornados por anéis nas pontas com até 60 cm de comprimento. O período de gestação é de cerca de 200 dias e resulta num filhote por vez. O habitat natural do songue é o pântano e as planícies alagadas, nadam bem e galopam com naturalidade em campos lodosos, mas tem uma certa dificuldade para se locomover em terra firme.


** O búfalo-africano (Syncerus caffer) é um mamífero - bovino nativo de África. É um herbívoro de grandes dimensões, que atinge 1,7 metros de altura, 3 metros de comprimento e 900 kg de peso.




O Fernando Santos na secretaria do comando da C.C.S. fazendo a contabilidade da cantina que estava a seu cargo
(atrás, o nosso querido e saudoso camarada Pires, o furriel amanuense, já falecido)
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O Fernando Santos em M´pupa, com o guião do Batalhão de Caçadores 4611/1972
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BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta