segunda-feira, 27 de setembro de 2010

GILBERTO ROSETA DOS REIS (30/03/1948 - 27/08/2010)

(Por Luís Marques)

"A vida não passa de uma oportunidade de encontro;
só depois da morte se dá a junção;
os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace "

Victor Hugo




Hoje, logo pela manhã, ao passar os olhos pelo "Diário de Notícias" (a vida a agitada do dia a dia não nos dá tempo para mais) tive um sobressalto ao reconhecer de imediato a fotografia do Gilberto Roseta dos Reis, o ex Alferes Miliciano do S.A.M. da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/1972.
Tratava-se do agradecimento da sua família “a todas as pessoas que de algum modo manifestaram de forma carinhosa a sua amizade (no)...momento de dor”
A mensagem foi publicada um mês após o falecimento do nosso querido Gilberto Roseta dos Reis. O Reis faleceu no dia 27 de Agosto deste ano...
Não sei se no seu funeral esteve presente alguém a representar os seus antigos camaradas e amigos da Companhia ou do Batalhão . A notícia para mim foi um completa e triste perturbação.
Sempre tive o Reis colocado num elevado patamar de estima e amizade. Foi dos oficiais da C.C.S. (e digo isto com toda a sinceridade, sabendo que muitos me acompanharão nessa afirmação) que menos ligou à sua patente de oficial - patente que muitas vezes não era atribuída por mérito ou qualidade de comando, mas porque as célebres NEP’s assim o estabelecia, não era o caso dele notem bem - nos seus contactos e vivência com os praças, cabos e sargentos da Companhia).
Era um militar simples e educado no trato como os outros, fossem eles quem fossem.
Recordo bem as longas conversas que mantivemos, sempre que nos encontrávamos algures no Bairro de Campo de Ourique, onde ambos morávamos, nos primeiros anos após o regresso de Angola.
O Reis era presença assídua nos convívios anuais, até que nos últimos deixou de aparecer, talvez já debilitado pela doença que o vitimou.
Sigmund Freud disse “Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte”... Mas é difícil aceitar a morte daqueles que nos marcaram numa fase importante da nossa vida e por quem nutríamos muita amizade

Ao centro o Reis no convívio de 2000
Gilberto Roseta dos Reis: descansa em Paz. Os teus antigos camaradas e amigos não te esquecerão



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

MANIFESTO ANTI LOBO (ou quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele)

Por Luís Marques

Os cobardes morrem várias vezes antes da sua morte;
O homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez”

William Shakespeare , "Júlio César"

A ESCRITA MENTIROSA DE ANTÓNIO LOBO ANTUNES
O sr. Lobo


Este "post" é a propósito da verborreia debitada por António Lobo Antunes no livro de João Céu e Silva “Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes”, editado no ano passado.
A polémica voltou agora à ordem do dia, a propósito da sua falta de comparência (ia a meio caminho, mas voltou para trás...) a um encontro literário no passado sábado, dia 21 de Agosto de 2010, em Tomar.
Para uns, a sua “ausência” ficou a dever-se ao receio de confronto (físico ou verbal) com ex-combatentes da guerra do ultramar, que teriam “ameaçado dar-lhe uns sopapos”; para o próprio Lobo Antunes, o seu regresso a Lisboa deveu-se unicamente a uma recusa em ser “objecto” de aproveitamento político por parte da Entidade de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (desculpa que acho “esfarrapada” e sem qualquer nexo).
De qualquer forma, o que está em causa são as ideias, as frases, os palavrões, os impropérios, as aldrabices que o Sr. Lobo se lembrou de vomitar naquele livro.
A título de exemplo, vejamos o que ele se lembrou de dizer na página 391 daquele livro:



«Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência indescritível para meninos de vinte e um, vinte e dois ou vinte e três anos que matavam e depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».


Vós, que fostes combatentes na guerra do ultramar, que achais destas “preciosidades”?
Qual foi o Batalhão presente na guerra do ultramar que teve 25% de baixas? E o que dizer quanto à “guerra dos pontos”? Será que o infeliz Lobo Antunes, no intervalo das suas divagações literárias, se entretêm a jogar jogos de computador e o seu avançado estado de senilidade já não o deixa discernir entre o que é ficção e a o que foi a realidade por ele vivida em Angola nos anos de 1971 a 1973? Esta "guerra dos pontos" não será o reflexo de horas intermináveis a jogar Farm Ville no Facebook?
Na verdade, a “diarreia verbal” do Sr. Lobo, se não fosse trágica (e é...) seria cómica (não, não dá vontade de rir!)
E é grave, vinda de um ex-combatente, tal como nós. Envergonha-nos e envergonha quem profere semelhante verborreia (ou será que ele já não tem qualquer pingo de vergonha?).
Não podemos deixar que as mentiras do Sr. Lobo sejam tomadas a sério e passem a ser a imagem de todos aqueles, que como nós, combateram na então África Portuguesa.
Todos nós sabemos que naquela guerra se cometeram de parte a parte alguns excessos. Na realidade, qualquer de nós se tivesse de matar para não ser morto não hesitaria. O sentido da conservação da vida é um sentimento intrínseco do ser humano. É uma lei divina que garante a continuação da espécie  - e não só nos humanos. À parte disso, todos nós temos conhecimento de exageros cometidos e não só da parte dos soldados portugueses. Ninguém ficou isento naquela guerra. Mas daí a resumi-la como uma simples “guerra de pontos” existe uma grande diferença. É ficção, mas má ficção.
Há dias, as minhas filhas, que sempre se interessaram pelo meu passado de antigo combatente, perguntaram-me se aquilo “dos pontos”era verdade e se nós, para nos livrarmos de “apertos” e mudar para uma “zona mais confortável”, não olhávamos a meios e cometíamos as atrocidades relatadas pelo Sr. Lobo. Expliquei-lhes que aquelas afirmações eram um desvario total e que nada tinham a ver com a realidade. Mas o facto de elas me terem questionado, sabendo bem o meu passado, levou-me a pensar que muitas outras pessoas fariam para si próprias as mesmas perguntas e estabeleceriam intrinsecamente as mesmas dúvidas.
Daí ter decidido publicar este trabalho, uma vez que não posso calar a revolta que os desvarios o Sr. Lobo me trouxe.
Eu fui em um leitor relativamente interessado do Sr. Lobo, tendo lido algumas das suas obras, sobretudo as primeiras (Memória de Elefante, Os Cus de Judas, Fado Alexandrino, Auto dos Danados, As Naus, entre outras). E mais recentemente “D’este viver aqui neste papel descripto”, livro dado à estampa por iniciativa das suas duas filhas e que reúne cerca de 300 cartas que o Sr. Lobo escreveu a sua mulher no tempo que esteve em Angola.
Lembro-me bem que nestas cartas escritas a sua mulher, Maria José (a maior parte elas nos célebres aerogramas – os “bate estradas” como nós lhe chamávamos), ele conta, de uma forma directa, as suas experiencias de guerra, tal como nós o fizémos aos nossos pais, mulheres e namoradas, só que de uma forma mais elaborada, pelo menos se comparada com a grande maioria de antigos combatentes. Mas não há nelas grandes desvarios espirituais. Talvez, apenas, alguns (pequenos) exageros, mas nada de suficientemente grave.

Agora, o Sr. Lobo, ultrapassou tudo o que seria lógico e admissível.
De algum tempo a esta parte, fui-me afastando, aos poucos, da escrita produzida pelo Sr. Lobo.
Enfim, como diria Almada Negreiros: MORRA O LOBO MORRA! PIM!

Depois desta, já longa, exposição e voltando ao seu início, quero deixar bem claro que (sendo verdade que alguns antigos combatentes da guerra do ultramar queriam mesmo confrontar o Sr. Lobo pela ofensa perpetrada à memória de todos aqueles que verteram o seu sangue e deixaram o melhor das sua juventude nas antigas províncias do ultramar português e não querendo de forma alguma apoiar esse eventual confronto), ELES (os antigos militares) PODIAM NÃO SABER (mas sabiam) PORQUE LHE BATIAM, MAS ELE SABIA BEM PORQUE APANHAVA...


Luís Marques

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A minha passagem com o 4º grupo da 3ª Companhia pela Fazenda Tabi

(Por Abílio Hermenegildo)

(clica nas fotos para as aumentar)

Recordando o trajecto que se fez de Serpa Pinto para a Fazenda Tabi

Distrito de Luanda


Após uma longa viagem em viaturas civis finalmente chegámos à Fazenda Tabi. Como chegámos ao fim da tarde, a primeira coisa a tratar foi do alojamento e depois tentar conhecer o local onde tínhamos ido parar. Como entretanto já era de noite, pouco ou nada deu para ver onde tínhamos ido parar, mas uma coisa era certa: mosquitos havia com abundância e a primeira noite foi terrível para se conseguir dormir... o meu primeiro pensamento foi que, apesar de tudo, em Serpa Pinto estávamos bem e duma maneira geral a nossa missão pelas “Terras do Fim do Mundo” não tinha sido muito desastrosa, havendo a lamentar o falecimento dum camarada e amigo num acidente com uma Berliet. Mas como tínhamos que ir para onde nos mandavam, não havia outra alternativa senão fazer por esquecer e guardar como uma boa recordação a minha passagem por aquelas terras maravilhosas e encarar e tentar adaptar uma nova vida pela Fazenda Tabi, que no fim até que foi de pouca dura a permanência como todos sabem e se lembram, porque ao fim de 4 meses lá embarcámos para Cabinda.
Campo de Jogos na Fazenda Tabi.


Um “passeio” nos arredores da Fazenda Tabi a fim de reconhecer o terreno circundante


Durante o mesmo “passeio” só para a fotografia

Um dos muitos almoços no refeitório na Fazenda Tabi. Esta foi no início de Janeiro de 1974


E para não nos desabituarmos das lides militares logo no mês de Janeiro saímos para a primeira operação por dois dias (??) não sei para que zona, apenas sei que estivemos numa zona chamada “Horta do Marques” pelo que me disseram na altura, e estava tudo abandonado há imenso tempo como ilustra algumas fotos que tenho.

FOTOS NA FAZENDA HORTA DO MARQUES:

De realçar a existência da antena de rádio
Um dos pormenores existentes nesta fazenda era esta torre de vigia

Não faço ideia do que poderia ser pois estava muito danificado

Uma belíssima e especial refeição com o Brandão, pois ele tinha recebido uma encomenda dias antes com algumas coisas muito boas e saborosas e partilhou comigo. Ele foi o autor da fotografia.


Já de regresso à Fazenda Tabi depois de termos saído da Horta do Marques

Zona das instalações sanitárias com duches

A porta ao fundo é dum armazém em que ficou instalado uma parte da companhia como dormitório. Em frente havia uma enorme
árvore.  Penso que era uma mangueira com uma mesa e bancos.

Aqui está a tal mesa e vê-se uma parte da copa e pelas folhas parece ser duma mangueira.
Esta era uma das zonas mais agradáveis de se estar porque tinha uma boa sombra.


Depois de termos chegado à Fazenda Tabi entra-se na rotina de trabalhos habituais da Companhia, caso contrário aproveita-se o descanso para repor as forças, escrever para a família ou para os amigos. Uma das melhores tarefas era as pescarias que se fazia na praia a cerca de 7 km do nosso “quartel”. Nunca cheguei a ir a estas pescarias, mas os excelentes pescadores que o digam. Isto para não falar das idas a Luanda na sexta-feira e com regresso à segunda-feira



Houve uma saída para uma operação durante o mês de Fevereiro mas acabei por não participar, porque fiquei doente com uma boa dose de paludismo e que acabei por ficar internado na enfermaria por ordem do nosso Furriel “Seringas” e naquela altura acabei por ficar a fazer companhia a outros que também lá estavam pelo mesmo motivo. Logo de início do mês de Março houve uma saída dum M. V. L. para Freitas Mornas e depois para o fim do mês mais uma operação em que acabámos por sair na praia, mas depois não conseguimos atravessar a foz do rio porque a corrente era muito forte e tinha aumentado bastante o caudal. Foi preciso pedir pela rádio ajuda e veio um dos Unimogs, que com o cabo do guincho acabámos por ser "transportados" para a outra margem, já ao anoitecer.


Saída dos Libongos para Freitas Morna num MVL (Março de 1974)

Regresso do M. V. L. de Freitas Mornas.
Esta foto foi tirada pela viatura que vinha a nossa frente e seguíamos a uma velocidade de 120 km. Pela imagem vê-se que são viaturas muito velhas mas estavam bem afinadas graças à perseverança e sabedoria da Secção Auto
Mais um almoço com o Brandão. Era alternadamente que se ia tirando umas fotos


Regresso da Operação ao entardecer em finais de Março

Em vésperas de embarcarmos para Cabinda e como que em jeito de despedida no último fim-de-semana passado  na Fazenda Tabi (dias 6 e 7 de Abril de 1974), 5 “doidos” resolveram meter-se pelo bananal numa missão especial “Operação Banana Maçã”,  praticamente sem estarmos armados, quase de mãos abanar. Não satisfeitos com esta pequena aventura pois quisemos ir um pouco mais longe e lá fomos até á praia que ficava a uns 7 km, para tirar mais umas fotos e despedir daquela maravilhosa praia que nos forneceu peixe tão saboroso e fresco.




O mais operacional de todos: o Luís Silva ia armado até aos dentes.
Não me lembro quem era que estava com a máquina assim como o nome do condutor
(Se alguém se lembrar deste episódio que dê uma ajuda)
A nossa maravilhosa praia



Aqui a despedida...

E mais uma vez a 3ª Companhia do Batalhão 4611/1972, lá se viu envolvida numa mudança e desta vez para Cabinda, mas não tínhamos outro remédio senão ir e embarcar como aconteceu no dia 11 de Abril de 1974 estávamos no aeroporto e embarcamos num Nord Atlas da FAP com destino a Cabinda.


Para todos, aquele grande e forte abraço
A. Hermenegildo

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ao correr da pena

(Por José Veiga)

Ao correr da pena
Até parece, o nosso campeonato de futebol…


O José Veiga na Coutado do Mucusso em 1973, em posse "tipo" mercenário...

... e mais recentemente, em Aveiro

Dizia há tempos o “Zé Hélder”, que quando alguém é condenado por corrupção, fica impávido e sereno, porque sabe que, com as manobras dilatórias, a fraqueza e inoperância das nossas leis assim o permite, os processos acabam todos no arquivo, e depois com a maior “LATA” do mundo, vira-se o feitiço contra o feiticeiro, passando a processar o Estado, pedindo indemnizações! E quem paga? o “Zé”.
Depois em tribunal, perde-se muito tempo em provas e mais provas, quando bastaria um caso para meter esses vigaristas corruptos na cadeia, porque, como diz o ditado, “quem faz um cesto, faz um cento”…
Os nossos tribunais, deviam ter presente o caso “MADOFF”, que num curto espaço de tempo, foi condenado e bem, a prisão perpétua. Devíamos ter essa pena também legislada, para quem tanto rouba neste País. É só analisar as palavras de grande revolta ditas há pouco tempo pelo Dr. Hernâni Lopes, sobre a corrupção desenfreada desses indivíduos.
Parafraseando o jornalista Rui Santos, “que raio de democracia é esta” que protege esta laia de gente, (colarinho branco) e, condena quem nada tem, (os pobres). Ficamos a saber que, as empresas ligadas ao Estado, são as mais sujeitas à corrupção, visto não haver dono. E então é um ver se te avias, porque quem paga, é como de costume o “Zé”.



Nós, os ex-combatentes, que até situações destas nos passam ao lado, quando reivindicamos algo, só nos falta mendigar, (que tristeza) ainda somos olhados com desdém, até dá a impressão que nós é que somos os corruptos. Haja decoro, é o mínimo que se pede, depois disso,

A propósito de ex-combatentes, no passado dia 10 de Junho, aqui em Vila do Conde, fez-se uma singela mas emotiva homenagem aos antigos militares combatentes na guerra do ultramar, com a inauguração de um memorial a esses militares. São dessa homenagem as fotos que se seguem,
São três as imagens sobre o memorial mas com grande significado; a primeira assinala o descerrar da placa comemorativa pelo presidente da Câmara Municipal, Eng. Mário Almeida, acompanhado do presidente da Associação dos Ex-combatentes de Vila do Conde, Senhor Manuel Nascimento. A segunda refere à bênção do memorial pelo senhor padre capelão Antero. A terceira é uma imagem do próprio memorial.



Faço questão de lembrar esta inauguração única, devido a que na nossa cidade de Vila do Conde temos felizmente muitos antigos militares da CCS; 1ª; 2ª; e 3ª companhias do Batalhão de Caçadores /4611/72.
O objectivo, é também alertar todas as pessoas que se identificam com todos nós de que continuamos VIVOS, ainda...
Um bem-haja para todos…


José Veiga

domingo, 20 de junho de 2010

1ª COMPANHIA - ENCONTRO ANUAL EM BARCELOS

(Por Luís Marques e António Ferreira Alves)

12 de Junho de 2010.
Tal como a sua congénere 2ª Companhia, a 1ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/72 reuniu-se no seu encontro anual.
O evento teve lugar na Quinta Mar e Céu, em Barcelos e contou com a organização esmerada do Isaque, que serviu de anfitrião.
Este presente no convivio o Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Barcelos, Dr. César Manuel Ferreira Pires.
Segundo nos foi relatado pelo António Ferreira Alves (ex-condutor da 1ª Companhia), este convívio decorreu com muita alegria, e foi mais uma ocasião para os antigos militares da Companhia mitigarem um pouco da saudade que ainda têm de Angola e renovarem os contactos que sempre foram mantendo uns com os outros, alicerçados numa forte e saudável amizade. Como sempre acontece nestas ocasiões, as respectivas famílias quiseram também estar presentes, sendo certo que elas próprias também fazem parte desta imensa família que é o 4611.
A todos vós, que percorrem o país de norte a sul, nunca regateando a vossa indispensável presença neste momentos de sã camaradagem, aqui fica o nosso muito obrigado.
De seguida ficam algumas fotos do convívio de Barcelos, seguindo-se umas palavras que o Alves deixou aqui no blogue dirigidas a todo os antigos militares do Batalhão de Caçadores 4611/72.

(clica nas fotos para as aumentar)

 
 
Os ex-militares da 1ª companhia
e familia na Casa da Cultura em Barcelos.


O anfitrião (Isaque) o vereador da Câmara Municipal e à direita  o Graça e o Guimarães.



O Isaque, o Vereador da Câmara Municipal de Barcelos, Dr. César Pires e o José Graça

Isaque,ex-furriel Soares e o Baião.



 O ex-furriel Soares, Baião, Alves e ex-alferes Costa.

O Matias e o Pereira junto da Bandeira da 1ª Companhia do Batalhão 4611/72





O ex-alferes Costa e ex-furriel Beda. 






Alferes Costa, Alves e Furriel Beda





Eis as palavras que o Alves deixou para todos nós:
"Meus amigos, aqui lhes envio umas das nossas fotos do convívio em Barcelos. É com todo gosto que partilho do vosso sempre agradável convívio, sempre que me é possivel eu faço presença junto de vós.
Desde já quero enviar um abraço ao "Setúbal", e também para o resto do nosso pessoal a nivel de batalhão.  Eu já dei a conheçer na primeira companhia, que a partir de 2011,estamos ao dispôr das restantes companhias, para organizarmos em conjunto a nivel de Batalhão 4611.
Ao vosso díspôr aqui fica o meu contacto: Tlm 919046735, ou afa.systemoveis@hotmail.com.
Um grande abraço deste sempre amigo Alves,da 1ª Companhia."

quinta-feira, 17 de junho de 2010

2ª COMPANHIA - ENCONTRO ANUAL EM SETÚBAL

(Por Luis Marques e José Veiga)


A  2ª Companhia "bem aprumada e ataviada"

No dia 12 de Junho a 2ª Companhia cumpriu mais uma operação militar de alto risco: o levantamento de uma “base táctica” na região de Setúbal, ali mesmo à beira do Sado, o Rio Azul.
O local onde foi montada a “base táctica” desta manobra militar, foi o Novotel. Do seu terraço foi possível ter uma vista privilegiada sobre a cidade e seus arredores.
Respondendo à convocatória do Fernando, o “Setúbal”, deixaram o aconchego das suas “casernas” e “camaratas” e rumaram até à cidade de Setúbal para mais uma confraternização anual, a qual, por regra, ocorre neste mês de Junho.
Como é habito, os ex-militares da 2ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/72, tiveram o excelente apoio dos seus familiares e amigos, que, mais uma vez, disseram presente e constituem uma base de apoio, ou seja o chamado “Pelotão de Apoio Directo” (PAD).
Mais uma ocasião que serviu para aliviar as saudades e “por a conversa em dia”, tudo num ambiente de sincera camaradagem.
Os dois anos passados pela 2ª Companhia em Angola, designadamente os períodos vividos na Coutada do Mucusso, Vila de Ambriz e Cabinda voltaram a ser tema de conversa. Recordaram-se episódios e peripécias, uns divertidos, outros caricatos, outros mais complicados.
Lembraram-se os ex-camaradas ausentes, bem como outros que já não estão entre nós
Mas, como acontece quase sempre, mal deu para abafar a saudade. E ficou a promessa de novos encontros.
Para memória perpétua das coisas, aqui ficam algumas imagens do excelente convívio.
Luís Marques

(Clica nas imagens para as aumentar)
 
Imagens da Rainha do Sado obtidas a partir do terraço do hotel, com vista priveligiada sobre a cidade


À esquerda o furriel Sousa e esposa, À direita o furriel Duarte e o Gamito




À esquerda,um trio de excelência, Meireles,Cabrita,e, Margalho; Ã direita o Rosendo e o Saraiva

O anfitrião, Fernando "o Setúbal" com o nosso capitão,Eduardo Read

Imagens várias do encontro



 





Como não podia deixar de ser, o estandarte da 2ª Companhia

Outras imagens do convívio


 

O ex-capitão Read, ladeado pelo Ferreira e pelo José Veiga

A foto da praxe (não estão lá muito aprumados estes militares...)



A Festa (até meteu Karaoke - de responsabilidade do Fernando. Temos artista)


Outros momentos do convívio:



o Margalho, (estava em todas,é o maior animador da companhia, e não estou a fazer nenhum favor), o nosso capitão, pondo a leitura em dia


O alferes Reis, com o furriel Meireles, de seguida o furriel Duarte, em primeiro plano com oMargalho e o Fernando ao fundo


O corte do bolo, a cargo do Moreira, que era o cozinheiro da messe dos oficiais e sargentos


"Espero, sinceramente que este trabalho aguçe o apetite de todo o nosso batalhão, que toda a gente grite bem alto, o que é pertencer aos "BRAVOS DO PELOTÃO".

Um grande viva ao BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
Tenho dito:
Zé Veiga"

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta