sábado, 3 de dezembro de 2011

REENCONTROS - MAIS UM CAPÍTULO

(Por Luís Marques)
"A recordação não tem apenas que ser precisa e exacta;
tem que ser também feliz"

Soren Kierkegaard







Ele era um bocado “mais velho” que a maioria de nós. Era da incorporação de 1969.
Ele, certo dia, antes de o conhecermos, “esqueceu-se” que tinha de se apresentar no Quartel onde estava colocado e andou uns tempos “desenfiado”, até que o tal “longo braço da lei” lhe deitou a mão e o colocou na C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/72, com destino a Angola, às "terras do fim do mundo", para evitar que outras tentações o fizessem “escapar” aos seus deveres de militar.
Ele era soldado pintor auto e fazia parte de equipa da “ferrugem" da C.C.S.
O seu nome era (é!) Norberto Salvador dos Santos e era mais conhecido pelo "Pintas”. A alcunha tinha dois significados; um derivado da sua especialidade de pintor auto; o outro, quanto a mim mais adequado, por ser na verdade “um pintas”, pelo seu jeito gingão, pela sua vivacidade de pardal de telhado, como se fosse um puto de 10 anos, pelas suas constantes brincadeiras, pelo seu ar de “gozador” natural, mas de quem todos gostávamos. Um verdadeeiro "moinante"...
? Vocês estão a ver aquele género de lisboeta, gingão, malandro, com a pronúncia típica dos bairros populares de Lisboa de antigamente (anos 60 e 70), mas sempre com um “dichote” engraçado, uma brincadeira sempre pronta a sair? Pois esse “tunante” era personificado pelo Norberto, pelo “Pintas”...
E cantava o fado como os melhores fadistas…Muitas noites foram passadas na C.C.S. com o “Pintas” a cantar o fado, o Luís Moura Afonso e o Fernando Pinho a tocarem viola (não havia guitarra, paciência, mas a “coisa” resultava bem).
O “Pintas” fez amigos em toda a Companhia. Todos éramos amigos do "Pintas".
No final da comissão o comandante da C.C.S., o saudoso capitão Manuel Ferreira Júnior, atribuiu-lhe um louvor, que ajudou a “limpar” a mácula com que o seu “desenfianço” anterior manchara a sua caderneta militar. Tal aconteceu em Outubro de 1974 e o “Pintas” bem mereceu esse louvor.
Do “Pintas” ninguém mais soube, …Em todos os convívios anuais se perguntava: vocês sabem do “Pintas”? Nunca mais vi esse gajo!
Pois o “Pintas” apareceu finalmente. Ao fim de 37 anos chegou até nós através do Fórum 4611. No dia 1 deste mês de Dezembro entrou em contacto connosco através no nosso blogue (que assim mostra, mais uma vez, aquilo que tem sido essencialmente desde que foi iniciado em Abril de 2008: um farol que guia e trás até junto desta grande família que é o 4611/72 todos aqueles que desde a desmobilização em Dezembro de 1974 andaram “perdidos” sem saber dos seus antigos camaradas de armas, bem como outras pessoas que têm qualquer vínculo connosco, ou com qualquer de nós). Entrou em contacto connosco e enviando a seguinte mensagem:
Venho anunciar a todos que ainda estou VIVINHO DA SILVA! O meu nome é Norberto Salvador dos Santos, a alcunha é o "Pintas", que desertou e depois foi de avião com todos vocês...Aguardo com muita saudade por notícias vossas. Estive convosco em M’pupa, Caxito (Fazenda Tentativa) e Cabinda de 1972-74. Contacto: 212431863 ou 265413366.
P.S : O nosso Capitão da Companhia era o Sr. Ferreira Júnior (alcunha "deitem lá sentido”)”

Pois é, o “Pintas” deu finalmente com a malta, Agora não o vamos largar…Queremos ver se ele ainda canta o fado como naquele tempo e se mantém o seu jeito gingão, se continua a ser um "moinante", se continua aquele “pardal de telhado”, vivaço como um puto de 10 anos.


O "Pintas" em 1973

 O Norberto Salvador dos Santos," Pintas", actualmente, com o neto ao colo.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CONVÍVIO ANUAL DA 3ª COMPANHIA - 1º CAPÍTULO

(Por Luís Marques)






No próximo dia 26 deste mês de Novembro ira realizar-se mais um encontro anual dos ex-militares da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/72.


Este convívio ocorrerá no “Solar dos Noivos”, em Martingança, perto de Leiria e mais uma vez será o Manuel Brazão o seu organizador.




Apelamos a uma forte participação de todos os camaradas da 3ªa Companhia e das Respectivas famílias, bem como de todos os ex-camaradas das restantes 3Companhias do Batalhão que se queiram associar a este encontro.




O local escolhido é bem bonito e a ementa bem tentadora.
(clica para aumentar)

 

NÃO FALTES!

Os contactos do Manuel Brazão para as marcações são: 963917021, 241379060 e 241371599

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

JOSÉ ALMEIDA PAIVA

(Por Luís Marques)


"Conservar para mim algo que possa recordar-te
seria admitir que eu pudesse esquecer-te."
 William Shakespeare




Este trabalho é dirigido em especial para os ex-militares da 3ª Companhia do nosso Batalhão, e de uma maneira geral a todos os antigos militares que integraram o Bat. Caç. 4611/1972.
Tem a ver mais propriamente com soldado condutor José Almeida Paiva, natural de Santa Marinha, Seia, falecido no acidente de viação ocorrido no dia 19 de Janeiro de 1973, quando seguia integrado numa coluna militar da 3ª Companhia, conduzindo a Berliet com a matrícula MG-74-14. Neste trágico acidente ficou também ferido com alguma gravidade o também soldado condutor César Dias, salvo erro com a alcunha “O distraído”.
A propósito deste acidente acontecido há quase 39 anos (como o tempo corre...), foi recebida na caixa de correio eletrónico associada ao nosso Fórum 4611, uma mensagem de uma jovem de nome Ana Cristina Paiva Nobre, sobrinha do José Almeida Paiva, que acho de um interesse extraordinário e que, mais uma vez, vem dar razão àqueles que teimam em manter o Fórum 4611 bem vivo, não só para que as gerações mais novas e cujos pais, tios e outros parente tomem conhecimento como foi na verdade esse tempo de sofrimento para a grande maioria dos intervenientes diretos na “Guerra Colonial”, bem como para as famílias desses miliares, cujo sofrimento a Ana Cristina retrata com uma enorme clareza, como também para que a história não se esqueça de nós, já que a Pátria pouco ou nada tem feito para valorizar devidamente a memória de todos os que pereceram nessa guerra que se veio a revelar totalmente inútil, como quase todas as guerras, como a todos os restantes que deixaram por terras do antigo Ultramar Português o melhor de dois ou mais anos das suas vidas... Éramos nós “meninos-homens” de 20, 21 anos.
Apenas deste modo se pode ajudar a escrever a verdade sobre esses anos e nos quais fomos intervenientes diretos. Não podemos deixar que outros escrevam sobre o que desconhecem, e apenas compõem textos “por ouvir dizer que foi assim”.

A mensagem, escrita no passado dia 25 deste mês e que transcrevo depois de obtida o devido consentimento, é esta:

Boa noite,
Após uma pesquisa na Internet, descobri o nome do meu falecido tio no vosso blog. De facto, o meu tio era o José Almeida Paiva (http://forum4611.blogspot.com/2009/10/recordacoes-de-angola-21.html). Chamo-me Ana Cristina Paiva Nobre, nasci em 1982 e infelizmente não tive a oportunidade de conhecer o meu tio. Essa guerra foi terrível e tirou a vida a imensos inocentes.
No documento PDF que segue em anexo, (clica aqui) consta o nome do meu tio e as suas referências. No final dos anos 60, o meu tio emigrou para França e a minha mãe também. No entanto, o meu tio teve que regressar ao país e cumprir o seu dever cívico que acabou por o vitimar no dia 19 de Janeiro de 1973.Nasci em França e vivi lá até concluir o meu 12º ano. Depois, vim para Portugal onde conclui o ensino superior. Estou em Portugal há 11 anos e esta parte da História do nosso país associada ao Ultramar interessa-me.
A minha família e essencialmente a minha mãe (talvez pelo facto de ter vivido com o meu tio em França e terem pouca diferença de idade), sofreram imenso com o seu falecimento. Hoje em dia, vejo que ainda é uma terrível dor para a minha mãe ao lembrar-se do seu falecido e amado irmão.
Os meus avós também choravam sempre que se lembravam ou falavam do filho. Actualmente, os meus queridos avós também já partiram (a minha avó em 2006 e o meu avô em 2007). Sei que estão juntos e que olham por nós.
Pelas histórias que me contam do meu tio "Zé" já podia escrever um livro.
No entanto, gostaria de poder conhecer mais histórias deles. Como ele era? Como eram as coisas em ultramar? Como decorriam os vossos dias?
Gostaria que, se possível, me contassem mais coisas acerca dos vossos dias? O que é feito das pessoas com quem o meu tio lidava? Onde estão os seus colegas.
Agradeço toda a atenção e compreensão dispensadas.
Com toda a admiração e respeito pelos ex-combatentes.
Com os melhores cumprimentos,

Cristina Nobre”.
Dois dias mais tarde foi recebida da Cristina Nobre uma nova mensagem que a seguir transcrevo:
"Caro Luís Marques,
É com muito orgulho que acabei de ler o seu e-mail
Confesso que fiquei sem palavras e com as lágrimas nos olhos por inúmeras razões.
Agradeço o facto de poder publicar o meu "pedido de informação" online. Espero do fundo do coração poder receber testemunhos acerca do meu tio.
Agradeço imenso a sua atenção.
Com muito respeito,
Cristina Nobre"

Aqui fica, pois, o desafio lançado aos camaradas da 3ª Companhia, em especial à sua secção auto (também ao António Facas, chefe dessa secção auto, e que sei guardar no interior um conhecimento profundo das razões que envolveram o acidente e no qual não estiveram apenas razões técnicas, mas também razões humanas. Já me confidenciaste, António Facas que sempre viveste aquele acidente “com muita mágoa”), aqui fica o desafio, dizia eu, para que todos os que guardam recordações do Zé Paiva e as circunstâncias do acidente que o vitimou, contem as suas lembranças aqui no Fórum 4611. A memória e o respeito que devemos ao Zé Paiva e o empenho da sua sobrinha Cristina Nobre merecem esse vosso empenho.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"OPERAÇÃO BIFANA"

(Por Fernando Moreira)
A verdadeira amizade significa unir muitos
corações e corpos num coração e num espírito

Pitágoras


“Operação Bifana”

 

No rescaldo do cancelamento do encontro do Batalhão decidiram alguns elementos organizar mais uma operação, de novo em Vendas Novas de modo a que se pudesse beneficiar de mais um dia entre amigos uma vez que muitos já haviam destinado esse dia a um convívio.
Na hora de se contarem as espingardas, verificou-se que alguns dos fundamentalistas neste tipo de operações não iriam conseguir estar presentes pois tinham entretanto comprometido-se a auxiliar um camarada operado recentemente. No entanto decidiu-se avançar com os elementos presentes pois as “bifanas” não se iriam ficar a rir.
O António Facas assegurou a logistica e o ponto de concentração foi o habitual; o estacionamento do quartel. De seguida e enquanto se esperava pela chegada de mais uns uma rápida incursão às bifanas e o regresso rápido ao ponto de encontro.
À hora marcada começaram a chegar os participantes que se voluntariaram para mais um dia de convívio de amigos, realizado nas piscinas de Vendas Novas num aprazivel espaço onde já havíamos estado numa “operação” anterior.
Muito poderiamos aqui relatar mas iriamos cair no mesmo de sempre; histórias, risos, telefonemas dos ausentes, fraternidade, amizade e muita saudade. Tudo aquilo que já é conhecido dos demais.


Basta apenas deixar o registo fotográfico que bem ilustra este dia bem passado.
(clica nas fotos, para as aumentar e para aceder ao slideshow)
O António Facas em animada palestra

Cabral e esposa

Figueira, Facas e Matão


"Os bravos do pelotão"
Conversa e mais conversa



Hora de ver a televisão

Matão e Facas
Conversa...

... e mais conversa

Facas e Deodato

Moita, Facas, Elias e Figueira
Moita e Facas
Animação
Figueira e Facas
Moita e Figueira
Brazão
 
Elementos do "Pelotão de Apoio"


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

XII CONVÍVIO ANUAL DA C.C.S. DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/1972

(Por Luís Marques)


 (clica nas fotos para as aumentar)

No próximo dia 12 de Novembro de 2011, num sábado, realiza-se o XII encontro - convívio dos ex-militares da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/72.


(Convocatória)

O encontro decorrerá localidade de Raposos, perto da Vila de Alfeizerão (terra famosa pelo seu pão-de-ló), bem próximo da Nazaré e local de fácil acesso, por ficar bem próximo da autoestrada do Oeste (A8)
Este ano o encontro da C.C.S. conta com a organização do Carlos Rocha (telemóvel 966 301 638, ou carlos.j.rocha@hotmail.com) e do José Manuel Francês (telemóvel 916 609 553, ou jmf.mfm@gmail.com), o que constitui uma garantia de um convívio bem organizado como eles já nos habituaram.
(Ementa)

O almoço e o convívio que se segue terão lugar no "Solar da Tapada", situado num lugar de encanto na referida localidade de Raposos. Confirma a localização do local do convívio clicando aqui. (coordenadas GPS: 39", 31', 15,54 N - 9", 04',03,38 W)




(Imagens do exterior do "Solar da Tapada")

Resta acrescentar que o convívio decorrerá em ambiente de “bar permanentemente aberto”, pelo que, quem quiser usufruir desta "regalia", será conveniente fazer-se acompanhar por quem “não liga a essas coisas” a fim de garantir um bom regresso a casa.
Também, para quem quiser fazer um regresso mais calmo e descansado, existe na zona muita oferta para uma pernoita descansada.





Exortam-se todos os nossos antigos camaradas da C.C.S. e suas famílias a participarem neste encontro, bem como todos os restante antigos militares do Batalhão e todos aqueles que de qualquer maneira estão relacionados connosco ou com o Batalhão.


É claro que o Convívio da C.C.S. é extensível a todos os ex-militares do nosso Batalhão e faço aqui um apelo a todos esses amigos para que marquem a sua presença. Verão que será um dia bem passado e uma oportunidade de reverem antigos camaradas que partilharam dois anos de vida comum por terras de Angola.


Não faltes! Vem conviver com os teus amigos e camaradas e traz a tua família e amigos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

SEGUNDO ENCONTRO ANUAL DOS ANTIGOS MILITARES DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/1972 (EPÍLOGO)

(Por Luís Marques)

O António Moita ontem ligou-me a transmitir a notícia que no íntimo eu já aguardava: O Manuel Brazão desconvocara o 2º Encontro Anual dos Militares do Batalhão. Passados alguns minutos recebo a mensagem do Manuel Brazão a confirmar a decisão tomada: Por falta de aderentes ao convívio, não lhe restava outra alternativa senão cancelar o convívio.
Sei quanto lhe custou tomar esta decisão. Dias antes, em conversa telefónica, ele tinha-me dito que “mesmo que só apareçam 40 ou 50 pessoas, eu levo a organização do convívio para a frente!”. Disse-me ainda que caso se concluísse que eram poucos os interessados em participar neste género de encontros, nessa altura (dia 24 de Setembro) se tomariam decisões relativamente à organização de futuros encontros globais. Infelizmente, a conclusão chegou antes...
Poderia aqui especular sobre as razões da diminuta adesão à ideia, na qual muita gente se empenhou e acreditou. Vocês poderão fazer o mesmo exercício. Provavelmente, todas as vossas conclusões acabam por estar certas num ou outro aspeto, ou até em todos.
Eu ainda tenho bem presente o final do convívio do ano passado, final esse que me marcou profundamente, pela negativa...
Pode-se ainda atirar as culpas, como está, infelizmente, na berra nos dias de hoje, para a malfadada crise, que limita os gastos de todos nós...
Pode-se dizer que não existiu entre nós esta cultura de encontros anuais do Batalhão...
Pode-se dizer que a maioria prefere os encontros das suas Companhias e que dois encontros anuais são demais...
Pode-se dizer, etc., etc...
Uma coisa é certa: não sei se a amargura que sinto ao ver abortar este encontro anual, no qual tanto me empenhei (tal como outros, como o Manuel Brazão, Carlos Rocha, José Francês, José Veiga, Malheiro, Alves e o Fernando Moreira – desculpem se me esqueço de alguns), dizia, não sei se a amargura que neste momento sinto, é maior ou menor, que aqueloutra que sentiria ao ver em Abrantes no dia 24 uma sala vazia...

A todos vós que acreditaste neste projeto, infelizmente não concretizado, o meu sincero bem-hajam!



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SEGUNDO ENCONTRO ANUAL DOS ANTIGOS MILITARES DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/1972

(Por Luís Marques)

Link para o anúncio do encontro no portal UTW, de autoria do Fernando Moreira: http://ultramar.terraweb.biz/2011_09_24_BCac4611_72.htm
Guião do Batalhão de Caçadores 4611/1972
Hotel Abrantur, no Pego, Abrantes, local do convívio

No próximo dia 24 de Setembro, realiza-se o 2º encontro anual dos antigos militares do Batalhão de Caçadores 4611/1972. Este 2º encontro anual realizar-se-á, tal como o anterior, No Hotel Abrantur, em Pego, Abrantes, e terá como organizador o Manuel Brazão da 3ª Companhia. A "concentração da tropas" será junto ao Hotel, pelas 11 horas.

Imagens do covívio de 2010

No primeiro encontro "global" do Batalhão que leve lugar no ano passado, no dia 27 de Novembro e no qual estiveram presentes militares das quatro companhias, foi decidida a organização de um 2º encontro das várias Companhias do nosso Batalhão, sem prejuízo de cada uma delas organizar o seu próprio convívio. É essa tarefa que o Manuel Brazão, com a ajuda de outros companheiros das restantes companhias, procurará levar a cabo.
Apelo a uma grande participação neste segundo encontro anual por parte de todos vós, para que a chama que se acendeu com a criação do Fórum 4611 e que ajudou a reunir tantos antigos camaradas que estavam espalhados pelos quatro cantos do mundo e fez com que eles se reunissem de novo junto dos seus amigos e levou a que as memórias dos tempos passados em Angola nos anos de 1972 a 1974 voltassem a estar bem presentes, não se extinga.
Nós, a geração que combateu no ultramar português, somos cada vez menos.
Nos convívios anuais das companhias que combateram nas três antigas províncias do ultramar, cada vez aparecem menos militares...tenho conhecimento de convívios em que antigos militares e respectivos acompanhantes (mulheres, companheiras, filhos e restante família), em pouco excedem as 45 / 50 pessoas. É a inexorável lei da vida. Os anos passam, já não somos os jovens de 20 anos que abalámos para o desconhecido da Guerra Colonial, aparecem as doenças, as crises financeiras e o desemprego, alguns a morte levou, etc.
Por essa razão (e por outras, também) é importante a nossa presença neste segundo convívio do Batalhão, como, pelas mesmas razões, nos vários convívios organizados pelas diversas Companhias. Daí que renove o meu apelo a uma presença massiva da maior parte da “nossa gente”, independentemente da Companhia a que pertenceui.

Eu estarei lá!


Localização do local do convívio
 
Ementa (clica para aumentar)


sexta-feira, 24 de junho de 2011

CONVÍVIO ANUAL DA 1ª COMPANHIA (SEGUNDO CAPÍTULO)

(Por Luís Marques, José da Costa Fernandes e António Ferreira Alves)

No dia 11 de Junho nas antiquíssimas terras de Penedono, terra que viu nascer Álvaro Gonçalves Coutinho, mais conhecido pelo "Magriço", valente guerreiro português e um dos doze de Inglaterra, realizou-se o convívio anual da 1ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/72.
A organização deste convívio esteve a cargo do Fernando da Costa Cachinho e, como podem verificar pelas fotos que consta deste trabalho e que nos foram disponibilizadas pelo António Ferreira Alves e pelo José da Costa Fernandes (ex-soldado condutor da C.C.S., que também esteve presente no convívio), foi muito participado.
O António Ferreira Alves Fez uma intervenção durante o convívio a tentar sensibilizar os antigos camaradas da 1ª Companhia para um convívio global das quatro Companhias do Batalhão 4611/72 a realizar em Pego Abrantes, em 2012, mas parece que as suas palavras não tiveram eco na maioria dos antigos camaradas. Ele diz que não vai desistir, mas assinala com grande mágoa e desilusão a pouca vontade de adesão à ideia.
Eu próprio também lamento.
Por último faço um apelo à gente da 1ª Companhia para que ajude a completar este trabalho dedicado à vossa Companhia, colocando as legendas que faltam sobretudo nas fotos enviadas pelo José da Costa Fernandes. Deste modo o trabalho ficará mais completo, identificando os vários intervenientes no convívio, para que a memória dos homens vos não esqueçam. Fico à espera dessa colaboração.
Luís Marques


(Clica nas fotos para as as aumentar)

Fotos do António Ferreira Alves


O Fernando Cachinho, o José Ferreira Alves e o Cândido de Sá


Da esquerda para a direita: Bernardo Gomes "Monge", Alves, o Graça, José Assunção Martins, José Azinheira Morais e o Manuel Gonçalves Ferreira (furriel gato)



Os antigos militares da 1ª Companhia presentes











Fotos do José da Costa Fernandes




















 

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta