terça-feira, 14 de maio de 2013

ENCONTRO ANUAL DA 1ª COMPANHIA DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

(Por Luís Marques)
 
 
No dia seguinte ao encontro anual da 2ª Companhia do nosso batalhão, ou seja, no dia 9 de junho de 2013, domingo, a 1ª Companhia realiza o seu encontro anual.
A convocatória para o encontro
 
Este encontro anual terá lugar na zona de Pedrógão Grande, mais concretamente o “Restaurante Lago Verde” e será organizado pelo José Augusto Graça (O Cripto).
A concentração será no Jardim da Devesa, junto à Câmara Municipal de Pedrógão Grande, pelas 10:30 horas.
O “Restaurante Lago Verde” está situado junto à Barragem de Cabril, que oferece uma paisagem espetacular, num restaurante panorâmico, especializado em gastronomia regional, como maranhos, bucho recheado e a agradável sopa de peixe.


Imagem aérea do "Restaurante Lago Verde"


 
 
 
As confirmações deverão ser feitas junto do José Graça (O Cripto), de preferência para os telefones 965 262 002; 961 100 879 e 236 550 199, até ao dia 2 de junho.
A sala de refeições do restaurante
 
Temos a certeza que não faltarás a este convívio, já que a tua presença é importante. Traz a família e amigos. Será um dia bem agradável para todos.

 
Imagens do exterior do "Restaurante Lago Verde"

NÃO FALTES!

sábado, 27 de abril de 2013

14º ENCONTRO ANUAL DA 2ª COMPANHIA DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72


 
(Por Luís Marques,Orlando Romão e Agostinho Margalho)
 
 
No próximo dia 8 de Junho, sábado, realiza-se o 14º convívio anual dos ex-militares da 2ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/72.
O convívio terá lugar na vila de Grijó nos arredores da Cidade do Porto e este ano é organizado pelo Orlando Romão e pelo Agostinho Margalho.
A concentração das “tropas” far-se-á junto da Igreja do Mosteiro de Grijó, onde pelas 11:00 horas será rezada missa em memória dos camaradas já falecidos.
Depois o “rancho” será no “Ripolins Eventos”, situado na mesma vila e cuja ementa é bem tentadora, como podeis conferir mais em baixo.
Mas o melhor é consultarem a “convocatória” do Orlando Romão e do Agostinho Margalho, bem como olharem para e tentadora ementa.


 
 


Igreja do Mosteiro de Grijó


Ementa


 
 
 


Imagens do restaurante "Ripolins Eventos" onde terá lugar o "rancho" bem melhorado

Contamos com a vossa presença de todos vós.
Os ex-camaradas das restantes companhias do Batalhão de Caçadores 4611/72 ficam desde já convidados a comparecer neste 14ª encontro da 2ª Companhia e serão bem-vindos, bem como as respetivas famílias.


sábado, 5 de janeiro de 2013

ENCONTRO ANUAL DA 3ª COMPANHIA DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72 - FIGUEIRA DA FOZ (3ª PARTE)


(POR FERNANDO MOREIRA)


Vida…Idas e vindas
E no vai e vem da vida
Algumas vezes te encontro
Outra vezes te perco
Te encontro de vez em quando
Mas no vai e vem da vida
Se eu pudesse trocaria
O eterno de vez em quando
pelo sempre… do encontro!
(modificado)




NOVEMBRO 2012 – 40 OU 38 ANOS? Uma partida ou uma chegada?



O filme do Convívio



O dia 28 de Novembro determina o regresso do Batalhão de Caçadores 4611/72 à sua origem, após dois anos no teatro operacional de Angola. As centúrias que haviam defendido as fronteiras longínquas do império regressavam ao ponto de partida.




Girão e Ramalho
A partilhar memórias
                     







                                                                                                         
Ainda a partilhar memórias

Três "seringas"
Os mesmos três "seringas"


Martins Correia e Avelino
Avelino e Constantino

                                       
Fernandes, Nogueira, Martins Correia e Fernando Moreira
(CLICA NAS FOTOS PARA AUMENTAR)

Poderíamos hoje questionar se teria de ser assim, mas será uma questão desprovida de consistência no tempo em que estamos, ou então poder-se-à colocar a questão de outra forma… Se valeu a pena?
Mas esta será uma questão que porventura não terá uma resposta, mas sim muitas respostas… muitas delas só serão lidas através do diálogo, dos abraços e dos olhares que estes centuriões trocam quando se encontram, dos seus códigos ainda activos e do seu olhar longínquo ainda procurando o ultimo reflexo de um sol morno por detrás da folhagem de um palmeiral… lá longe! A terra de onde se parte deixando sempre uma parte!
Miguel, Cristina e Avelino.
Ao fundo Constantino, Margalho
e Manuel Figueira
Diogo, Germano (Veterano de Cabinda),
João Cunha e Luís Marques (estes dois da CCS)












José Veiga , Constantino (de costas),
Avelino , Abílio e  José Cabral


Margalho e José Veiga (2ª Companhia)











Independentemente das razões que estiveram por detrás das rotações do
Batalhão 4611/74 eu pessoalmente congratulo-me por ter existido mais uma; a de
Cabinda! A de uma Cabinda que ainda hoje funciona como um local de convergência e de reencontro.
O mês de Novembro tem assinalado datas de partida e datas de chegada, datas de encontros e datas de reencontros, momentos de despedida e dor e momentos de chegada e alegria, momentos felizes e momentos tristes, mas acima de tudo momentos que são de recordação obrigatória.
Apesar do Batalhão 4611/72 ter perdido alguns dos seus camaradas em acidentes estúpidos, como o são sempre, pode afirmar-se que deve ter sido dos poucos Batalhões que durante a sua vida Operacional não conheceu baixas em combate,  exceptuando as provocadas ao inimigo de outrora. Embora pese no Guião do Batalhão inúmeras acções operacionais, algumas delas com contacto de fogo, ninguém regressou com mazelas físicas desses "encontros". Pode-se dizer que foi um Batalhão feliz.


Os "seringas" da 3ª Companhia
(em 1974, na Roça Lucola ,e agora)



Germano, Brazão, Facas, Moita,
Brito e Francês (estes dois da CCS)
Os incontornáveis "TIno" e Margalho











Cabral com um olho "à Belenenses"


Carlos Madeira







Luís Marques e Carlos Madeira
Paulino Gomes e Ramalho












Miguel e Cristina Paiva Lopes


Abílio Hermenegildo e António Facas










Esposa do ex capitão Teixeira e Helena Duarte
(Clica nas fotos para aumentar)

Foi também dos poucos Batalhões que teve a possibilidade, face às rotações a que foi sujeito, de conhecer desde as chanas das "terras do fim do mundo", à vida das grandes cidades, desde a aridez do Cuando Cubango ao verde viçoso dos Dembos e do Maiombe, desde os rápidos do Cuebe e de M’Pupa às praias de Luanda, Ambriz e Cabinda.



Leal e Avelino
Os dois comandantes de 3ª Companhia
(Teixeira e Correia)














A equipa dos "seringas"


Moita, Facas e Abílio Nogueira
Abílio Nogueira  e Martins Correia
Alguns dos elementos da CCS
mais o Brazão e o Girão


"Tino" e Gentil








Luís Silva


Ramalho












Este Novembro de 2012 encerrou duas comemorações: 40 anos da partida e 38 anos da chegada e foi também tempo e momento para gritar, mais uma vez, 
PRESENTE!!... Presente! Por aqueles que já não estando entre nós fisicamente, estarão para sempre na memória dos seus camaradas até que a parada da vida se esvazie dos mesmos e essa chama se apague. Enquanto isso não acontecer as memorias terão sempre uma data em que renascerão quais Fénix rejuvenescidas. Em Novembro…


O bolo comemorativo


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ENCONTRO ANUAL DA 3ª COMPANHIA DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72 - FIGUEIRA DA FOZ (2ª PARTE)

Por Artur Girão


38 Anos depois; FOI O REGRESSO.


Voltar a pisar Lisboa foi das coisas boas que sentimos. Finalmente terminava o pesadelo de se ser soldado.
Sempre tive muita alergia a fardas – às dos militares. Talvez por se manifestarem numa cadeia de comando em que só alguns têm o direito de pensar.
Todos devem obedecer… E morrer se for caso disso. Mas quem manda não morre em combate. Envelhece com condecorações ao peito e reforma gorda.
Não se nasce soldado. Não se tem vocação – a não ser que a crueldade seja como complemento do ser.
Aprende-se a matar com muita facilidade e, depois vem a cadeia de comando que não se interroga.
Chegámos sem farda. Parecíamos um bando de colegiais a descer do avião.
Voltámos homens marcados por dois anos de vivências estranhas que nunca mais iríamos esquecer.

Mas voltar a pisar Lisboa foi muito bom. Regressar foi uma experiência fantástica.
Pela forma como éramos esperados pelos pais, irmãos, namoradas, amigos.
Pelas lágrimas de alegria de quem nos esperava e pelas que chorámos também.
Pela esperança de que nunca mais haveria pretexto para voltarmos à guerra. A uma guerra que não nos dizia nada – a consciência tinha ditado que os povos têm direito a ser livres de colonizadores.

E o tempo que vivemos a seguir foi de euforia, liberdade, paz. Também de procura, perdidos que estávamos numa sociedade diferente.
O 25 de Abril tinha modificado e muito a maneira de pensar e viviam-se tempos de um país modificado – sem guerra, mas com lutas políticas.
Nunca se tinha vivido assim.

E foi o retomar ou transformar a vida. No meu caso transformei a vida. Abandonei Viseu e vim para Lisboa.
Em Oeiras nasceu a minha filha, já nasceram os netos.
A vida, passados 38 anos, alterou-se muito. Percorremos os caminhos que quisemos ou aqueles que se nos foram deparando.
Estamos sempre a andar para qualquer lugar na procura de qualquer coisa e agora que muitos já reformados, é o muito ou o pouco, o tudo ou o nada.
Mas encontramo-nos todos os anos depois de 25 anos passados do regresso.
Estivemos 25 anos sem nos encontrarmos? Foi. Como? 25 anos? Foi.
Um obrigado com um grande abraço ao Vitor Fernandes que pacientemente foi procurando este e aquele para almoçarem na Bairrada.
A ele devemos estes encontros anuais que nos ajudam a sentir amizade – um grande abraço para ele.
Podia contar essa história de pouco a pouco ir procurando um telefone, uma morada, um apelido, ….   

Tem sido bom viver a amizade que nos move.
Chegar e ver este e aquele, mais um outro e, depois outro e …estamos lá quase todos.
Sentimos a falta dos que não estão.
Estar com amigos, que nos dão um abraço e perguntam como vais…. É muito bom.
Alguns já não comparecem… recordo-os com amizade.
Companheiros na enorme vontade de regressar, chegaram com um sorriso nos lábios e um coração aberto.
Não quis a vida que chegassem até hoje.

Bom………. Vai longo o discurso.


Um abraço a todos os que comigo trilharam as picadas do Cuando Cubango a Cabinda.

domingo, 16 de dezembro de 2012

TRIBUTO À MULHER - POR CARLOS MADEIRA



Trilhámos os mesmos caminhos da saudade
quando ainda éramos jovens.
Mulher menina.
Partimos como soldados para o lado do sol nascente,
e tu guerreira, namorada, companheira, mantinhas a
esperança de um dia voltarmos.
Mulher menina.
Esperavas pelas cartas de amor que muitas vezes não foram escritas.
Obrigado por acreditares que um dia iamos voltar
Mulher menina.

Carlos Madeira

terça-feira, 6 de novembro de 2012

XIII CONVÍVIO ANUAL DA C.C.S. DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/1972 - 2ª PARTE

(POR LUÍS MARQUES - FOTOS DE JOSÉ MANUEL FRANCÊS)

 
"Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
uma lembrança para mim"
Tanto Mar, Chico Buarque (adaptado)

 

O XIII encontro anual da C.C.S. – dizia-se – era muito longe. Quase “nas Terras do Fim do Mundo”, junto à raia de Espanha e bem próximo de Trás-os-Montes.

O XIII encontro anual da C.C.S. realizou-se na bela vila de Figueira de Castelo Rodrigo, na extrema da Beira Alta, paredes meias com a província espanhola de Salamanca e com a portuguesíssima província de Trás-os-Montes.

Teve a organização do Quim Raposo, beirão dos sete costados, nado e criado na vizinha freguesia de Escalhão, a meio caminho entre Figueira de Castelo Rodrigo e Barca d’Alva.

Contudo a lonjura de Figueira de Castelo Rodrigo relativamente aos principais centros urbanos de Portugal, não demoveu os “bravos do pelotão” da C.C.S. e respetivas famílias de percorrem centenas de quilómetros para dizerem presente ao convívio.

Talvez tenha para isso contribuído o facto de convívio ser organizado pelo Quim Raposo, já conhecido pela qualidade patenteada na organização de vários encontros dos antigos furriéis da C.C.S. ao longo de vários anos, pois estas “coisas” vão-se sabendo… Talvez tenha sido a vontade de conhecer essa vila localizada em Terras de Ribacoa de vastas paisagens, planaltos, fortalezas (castelos), aldeias medievais, junto ao vale do Coa e nos contrafortes da majestosa Serra da Marofa… Talvez as duas coisas juntas…

Tenha sido por qualquer destas razões, ou por todas elas em conjunto ou qualquer outra, o certo é que o XIII encontro anual da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/72, foi dos mais participados dos últimos anos. Com exceção dos primeiros convívios organizados, este foi certamente um dos que contou com uma participação mais forte. E os mais pessimistas não lhe auguravam forte adesão, tendo em conta os dias perturbados que presentemente atravessamos, por causa da austeridade que hoje subsiste connosco.

Mais: houve gente que não se limitou a estar presente no dia 3 de Novembro, o dia do convívio. Partiram dias antes a caminho de Figueira de Castelo Rodrigo e só de lá saíram no dia 4, domingo, depois do rescaldo do convívio. Outros, por sugestão do próprio Quim Raposo, fizeram a sua viagem de comboio desde a cidade do Porto (Campanhã), até ao Pocinho, onde um transporte, gentilmente cedido pela Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, os foi buscar e no domingo, dia 4, os levou de regresso. Para estes, foi uma oportunidade de viajarem ao longo do rio Douro e apreciar as suas belas paisagens; uma forma diferente e agradável de chegarem até à bela vila raiana. Uma saudação especial merecem as gentes vindas do Algarve, que praticamente atravessaram Portugal de sul a norte para estarem presentes no convívio.

A viagem de comboio de Capanhã até ao Pocinho


Celeste e Jaime Ferreira


Roriz


Paraíso


Arsénio


Magalhães e Zé Francês


As belas paisagens do rio Douro


Um Quinta nas margens do rio Douro
 


O Douro sempre a surpreender em cada curva

Esta gente não tem saudades da guerra. Não é para isso que se organizam estes convívios de ex-militares; esta gente tem saudade dos seus amigos. Companheiros de uma longa jornada por terras de Angola, nos melhores tempos da nossa mocidade.

A concentração das tropas
 
Oliveira, José Oliveira, Brito, Sousa e Percheiro


Sousa, Magalhães e Percheiro


Carlos Rocha, Luís Marques, Novo e Rodrigues


Santos, Carvalheira, Agostinho e Magalhães


Agostinho, Soares Luís Marques Sousa e Carvalheira


Agostinho Carlos Rocha, Luís Marques,Sousa, Soares e Carvalheira


Brito, Carloto e Oliveira


Luis Marques, Rodrigues e Oliveira

Quanto ao convívio, à festa propriamente dita, posso dizer que não podia ter corrido melhor.
A começar pelas entradas, como os bons enchidos, o saboroso presunto, os queijos e doces da região, a boa amêndoa das terras de Ribacoa, continuando com os muito bem confecionadas refeições que nos foram servidas ao almoço e ao jantar.

Os comes e bebes














Como facto bem elucidativo da excelência do convívio, basta dizer que já passava das 22 horas quando alguns dos presentes, com grande pena sua, tiveram de rumar aos seus destinos, tendo em atenção a distância que ainda tinham de percorrer na viagem de regresso. 

A banda que animou o convívio - à esquerda o Sr. Manuel "pau para toda a obra"

O convívio porém continuou para aqueles que decidiram passar a noite no vila e muitos foram. Assim, no domingo, dia 4, o Quim organizou um passeio pela zona do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com visita a alguns dos locais de maior interesse, Destaque para a paragem no miradouro do Alto da Sapinha, onde a vista se perde na imensidão da paisagem e de onde de pode observar, deste a extrema do distrito da Beira Baixa, os montes da vizinha Espanha (província de Salamanca) e as terras altas de Trás-os-Montes. Três províncias (duas portuguesas e uma espanhola) ao alcance de um simples olhar.

Por último quero deixar um agradecimento muito especial ao presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo por ter disponibilizado uma viatura que para além de garantir o transporte das pessoas que fizeram a viagem de comboio de e para o Pocinho, também nos acompanhou no passeio turístico de domingo de manhã. Um outro agradecimento para o Sr. Manuel, que para além de conduzir a carrinha nos citados percursos, ainda nos acompanhou na festa que se seguiu ao almoço de sábado, atuando na banda que nos brindou com excelente música não só para os mais capazes dançarem, como para os restantes ouvirem e apreciarem.

O Passeio de Domingo


Em Escalhão


A Igreja Matriz de Escaçhão


A soberba vista do Alto da Sapinha (do lado de cá o final da Beira Alta. à direita a provícia espanhola de Salamanca, em frente, a província de Trá-os-Montea. Ema baixo à direita o Rio Águeda que vais desaguar no rio Douro que se vê no fundo do vale)

 
E assim terminou o XIII encontro anual da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/72. O próximo, o XIV, já tem lugar marcado. Será na zona de Setúbal e contará com a organização do Mariano e do Carloto.

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta