Fórum dos antigos militares do Batalhão de Caçadores 4611/72 (Angola, Novembro de 1972 a Novembro de 1974)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
3ª Companhia (Convívio de Novembro)
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
LUIANA - 3 MESES DE ISOLAMENTO
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Operações - O Mau e o Bom














Os rios e as lagoas eram por nós utilizados para a higiene de ocasião. Por vezes com vários dias de intervalo...quarta-feira, 19 de agosto de 2009
REENCONTROS - Mais um capítulo
“Tanto tempo à deriva, na fronteira do esquecimento sem a poder nunca atravessar, eis que os caminhos se cruzam.
Ficamos frente a frente e, olhos nos olhos apercebemo-nos que temos bocados de nós que não são nossos.
Permanecem em nós mas foram feitos pelos outros. Pelos que ficam e pelos que vão, pelos que estão sempre presentes e pelos que retornam.
Caminham ao nosso lado e fazem parte da nossa sombra, imutáveis e indissociáveis, como convém… “
(Autor desconhecido – Texto da .net)
Ramalho, Cabral, Girão e o Facas em Vendas Novas (Falta o Fernando que estava do lado de cá da objectiva)
Bom dia,
Tenho aproveitado as férias, tempo em que consigo estar comigo, pois aí o Bruno dá-me alguma folga, para, a par do descanso, conseguir estar com os amigos.
Já estive com o Moita, no seu Kimbo em S. Brás de Alportel, onde gentilmente me mostrou os recantos pitorescos da terra, e onde acabámos por não estar sós, pois telefonou-se a alguns, falou-se de outros e de muitas outras histórias que o tempo não apagou. Assim que abrimos a gaveta das recordações, com páginas mais amarelas ou menos, elas saltam fácilmente cá para fora.
A Igreja de São Braz de Alportel, Kimbo do António Moita
De regresso a Lisboa e e-mails trocados, horas marcadas e muita ansiedade na bagagem lá partimos ontem para o Kimbo do Facas para mais uma sessão de “introspecção colectiva” se é que tal existe... creio que sim!
Cheguei e fui directo ao “Ti Américo” onde me sentei na esplanada a beber um fino traçado e a trincar umas “castanhas-caju”, fim de tarde ameno e calmo como convém àquelas paragens, no caminho o Ramalho, o Girão e o Cabral, e a despachar-se de uns exames o Facas.
A Igreja de Vendas Novas (um dos Kimbos do António Facas)
Mas o Grupo não se ficou por ali; encontrámo-nos no estacionamento do quartel e após dois dedos de conversa seguimos para sermos apresentados ao canito de nome “Samba” e rumámos para o Restaurante das Piscinas de Vendas Novas.
Muita conversa enquanto não chega a hora do repasto
Vocês dirão que é incrível não terem sido tiradas fotos, mas o facto é que a conversa foi de tal modo agradável que as máquinas não sairam das bolsas.
O resto já poderão adivinhar, após muita conversa, boa comida e são convívio chega aquilo que ninguém quer... regressar.
Mas fica a vontade de uma próxima!
Até lá!!!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Baú de memórias (O meu café!)
Café em Cabinda
Ramalho, Cabral, Moita e Girão
(foto do António Moita)
Estava aqui a dar uma volta pela .net e dei, como sempre, uma pulada ao "Fórum 4611" e ao olhar para o marcador verifiquei que, mesmo em férias, continua a disparar.
Há dias, estando em conversa com o Moita e na qual entrou também o Vidigal via telefone, ficou-me uma expressão do mesmo em que ele me dizia que nunca teve tanta informação dos tempos de Angola como nos últimos meses.
Ainda frescos sobre a húmida areia."
Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'
Pegadas (foto de Fernando Moreira)
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Estória de Angola ou será história ?
"Mais facilmente se julgaria um homem segundo os seus sonhos
O Facas, o Carvalho e o Jorge Correia, em Cabinda, em 1974
Eu, o alferes Figueira e o furriel Gomes, fomos dos primeiros a deixar Cabinda a caminho de Luanda, numa fragata da marinha de guerra.
Deixámos o pessoal devidamente instalado no Grafanil e avançámos para Luanda, onde ficámos instalados no Hotel Lisboa, na baixa luandense.
Alugámos um Autobianchi A111 para nos deslocarmos para o Grafanil e para a praia da Barracuda, basicamente.
Cerca de uma ou duas semanas depois, chega o grosso do pessoal e instalam-se também por Luanda com visitas periódicas ao Grafanil.
A determinada altura, houve a necessidade de transportar os nossos soldados naturais de Angola que estavam agregados à 3ª Companhia, ao seu quartel de origem, o quartel de Sá da Bandeira. Vem falar comigo o Figueira e diz-me que o capitão perguntou se não havia voluntários para a missão. Respondo-lhe que não me importo de alinhar caso possa ir à civil e no "meu" carro. Feito... lá vamos nós no Autobianchi a acompanhar as três Berliet´s com o nosso pessoal pertencente ao quartel de Sá da Bandeira, entregá-los no seu local de origem e despedirmo-nos deles. Vão comigo o Figueira e o Gomes.
Arrancámos de Luanda, e dormimos a primeira noite em Nova Lisboa, depois duma estafante viagem, com muito calor e muitos camiões na estrada para ultrapassar.
No dia seguinte saímos bem cedo a caminho de Sá da Bandeira, onde chegámos a meio da tarde e entrámos todos no quartel.
O Figueira dispensa-nos de formalidades a vai com a guia de marcha do pessoal ,fazer a entrega burocrática. Nunca mais os vimos.
Estávamos numa altura de alguma efervescência, com algumas notícias e boatos alarmantes. Lembro-me que veio um alferes do quartel ter connosco e perguntar-nos como estavam as coisas em Luanda, se havia distúrbios ou quaisquer outras movimentações. Dissemos-lhe que não, estava tudo calmo e íamos todos os dias para a praia e para o cinema e as boates à noite.
Bom.. como estávamos ali, aproveitámos para dar uma volta maior no regresso e assim conhecermos um pouco mais de Angola.
Voltámos por Lobito, onde ficámos hospedados num hotel de sonho, o Hotel Términus pertencente ao Caminho de Ferro de Benguela. Um hotel romântico decorado com bambu e com saída directa para a praia....
À noite íamos para o Porto do Lobito para os bares americanos que eram porta sim porta sim. Conhecemos também Benguela.
Quando finalmente nos pusemos a caminho e chegámos à saída do Lobito, deparámos com uma barragem na estrada feita por camionistas que não deixavam passar ninguém, pois estavam a protestar por serem apedrejados nas estradas e queriam que as autoridades os protegessem. Saímos do carro e dissemos que estávamos em missão, que precisávamos de ir para Luanda, que éramos dois furriéis e um alferes apontando para o Figueira.
Os camionistas olharam para nós com desdém e disseram-nos que nem um Major tinha passado, portanto nós também não iríamos passar.
Estávamos à civil e desarmados e lá demos meia volta para o nosso aconchego do Hotel Términus, onde fomos obrigados a ficar mais quatro dias.
Quando finalmente desbloquearam a estrada, arrancámos rumo a Novo Redondo, onde acabámos por permanecer vários dias, pois conhecemos umas deliciosas miúdas que andavam no liceu local e uma delas era recepcionista do Hotel onde ficámos hospedados, na Marginal de Novo Redondo.
Não conto mais pormenores para não cansar muito. Seguidamente fizemos o último trecho da viagem, saídos de Novo Redondo, passámos ainda por Porto Amboím e chegámos nessa noite a Luanda.... cansados mas satisfeitos !!!
O Facas e o Jorge Correia na Roça Lucola (pelo ar de ambos, estavam a aprontar "alguma")
Passados vinte anos, acordo com um pesadelo... tinha sonhado, que juntamente com o Figueira e o Gomes, estávamos formalmente equipados a preceito e a despedirmo-nos dos nossos soldados de Sá da Bandeira com um aperto de mão e um abraço e a desejar-lhes as maiores felicidades para a sua vida futura, pois tinham sido nossos companheiros durante dois anos nas matas.
E, certamente, eles mereciam que isso tivesse acontecido.
Voltei a sonhar com este acontecimento mais umas três ou quatro vezes e acreditem que eu desejaria muito poder voltar atrás e que isto fosse possível de acontecer.
Durante alguns tempos andei pensativo sobre o que teria acontecido com os nossos companheiros de percurso num país a que se seguiu uma guerra civil devastadora.
Bom... um certo dia fui almoçar com o Figueira num restaurante em Lisboa e contei-lhe o que me estava a acontecer.. contei-lhe dos sonhos. Ele desvalorizou o assunto, penso que para me proteger, que não valia a pena pensar no caso e que tinha corrido tudo bem, que não era grave. Nunca mais sonhei com o caso, mas que continuo a pensar que a coisa podia ter corrido de outra maneira, lá isso penso.
O Jorge Correia nos dias de hoje, em terras brasileiras
quarta-feira, 22 de julho de 2009
José Francisco Oliveira Costa "o Montijo"
Michel de Montaigne, in "Ensaios"
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Foi-me dada a notícia que o José Costa faleceu o ano passado de morte súbita.
É isto que me assusta quando tento reaver as minhas memórias, ou reajustá-las, é o não conseguir chegar a tempo.
Soube que ele tem um filho, possui o mesmo nome do pai, José Costa, e tem uma oficina na auto na Atalaia-Montijo.
Desloquei-me lá e apresentei-lhe as minhas condolências e transmiti-lhe alguma memória que ainda possuía àcerca do Costa, do seu alto porte e farto vozeirão. Dizem-me os bombeiros do Montijo, ex-companheiros, e o seu filho que ele era mesmo assim.
Deixei-lhe ficar o endereço do Blogue do 4611 para o caso de ele ter interesse em ver por onde o pai tinha andado enquanto militar, pois o percurso de cada um acaba por ser, nestes casos, o percurso colectivo.
Achei que deviam saber e para algum que tivesse sido próximo do Costa naqueles tempos aqui fica o contacto do Filho: José Costa – 969064982.

O José Costa, "o Montijo" de braço dado com o Matão
Costa,
A tua partida para o outro lado da vida, camarada de armas, padecimentos e alegrias, não foi em vão.
Em qualquer sítio ou lugar em que te encontres, certamente receberás os nossos pensamentos de amizade e agradecimento por nos teres deixado privar contigo ...
Bem hajas Costa, a tua memória ficará para sempre gravada nos nossos corações.
Filipe Silva
O "Montijo" numa missão de patrulhamento no Miconje (foto do José Duarte)
Era um atirador de morteiro excelente.
Uma vez, num exercício de tiro, em Serpa Pinto, o Filipe indicou-lhe uma árvore a uns bons 200~300 metros.
Ficou a floresta mais pobre ao primeiro morteiro.
Bom tipo... sorridente, amigo do amigo, solidário.
Fica na minha memória como um bom camarada.
Artur Girão
"A morte não pode ser pensada, pois é ausência de pensamento.~
Temos de viver como se fôssemos eternos"
quarta-feira, 8 de julho de 2009
São Brás de Alportel, Abril de 2008
O encontro contou com a organização do António Moita e ocorreu em São Brás de Alportel (vila que é carinhosamente apelidada pelo António Moita de “centro do universo”).
Tendo em conta a distância entre o “centro do universo” e o local de residência da grande maioria dos antigos militares da 3ª Companhia, as previsões mais optimistas não apontavam para uma grande participação. Puro engano. Verificou-se uma adesão muito satisfatória, estando presentes cerca de 45 convivas, entre antigos militares e suas famílias, o que não deixa de ser digno de registo para um encontro previsto para durar três dias. Para além de ex-militares da 3ª Companhia, estiveram ainda presentes o Vidigal, o Vaz e o Leal, que de muito perto conviveram com eles, durante o ano em que aquela permaneceu em Serpa Pinto.
Este encontro foi como que a preparação do encontro anual da 3ª Companhia, que aconteceu em Novembro de 2008 e que foi organizado pelo Leal (da chefia do comando do sector de Serpa Pinto), e que teve lugar em Miranda do Corvo.
Para recordar o encontro realizado em São Brás de Alportel, aqui ficam algumas fotos. As primeiras foram tiradas no restaurante onde se realizou o almoço e as seguintes foram obtidas na antiga residência de férias do Bispo do Algarve Esta casa, com a implantação da República, deixou de pertencer à igreja. Mais tarde foi escola primária (lá o António Moita aprendeu as primeiras letras) e nos dias de hoje é a Escola de Artes e Ofícios. o último conjunto de fotos, foram obtidas em casa do António Moita.
Imagens do almoço do dia 26 de Abril de 2008











