sexta-feira, 25 de agosto de 2017

RECORDAÇÕES DE ANGOLA - O CLUBE DE SARGENTOS DE SERPA PINTO

(Por António Moita e Luís Marques)


Como se recordam a 3ª Companhia esteve estacionada durante os primeiros 13 meses (de Novembro de 1972 a Dezembro de 1973) na cidade de Serpa Pinto (hoje Menongue), na província do Cuando Cubango.

Mapa da província do Cuando Cubango


A sua missão consistia na participação em operações em toda a província do Cuando Cubango, na protecção de colunas civis de reabastecimento das povoações mais distantes da capital da província (os chamados MVL’s – Movimento de Viaturas Logísticas), incluindo o reabastecimento dos vários aquartelamentos espalhados um pouco pela extensa província angolana, M’pupa, Coutada do Mucusso, Luenge, etc., para além de outras actividades como, por exemplo as chamadas “psicos” (ações psicológicas feitas junto das populações nativas, com serviços médicos e de enfermagem, para além de distribuição de alimentos).
Serpa Pinto era, ao tempo, uma cidadezinha simpática.

Palácio do Governador em Serpa Pinto

Vista de Serpa Pinto

A Igreja de Serpa Pinto

Vista panorâmica de Serpa Pinto


Para além de outros atractivos havia o “Clube de Sargentos”, onde residiam os sargentos da 3ª Companhia e do Comando do Sector. Basicamente nele residiam os Furriéis Milicianos.

O Clube de Sargentos de Serpa Pinto em 1972

Movido por um irrefreável sentimento de saudade, o António Moita decidiu fazer uma incursão na Internet em busca de imagens de Serpa Pinto e encontrou duas fotos atuais do edifício onde ficava o “Clube de Sargentos”.
Ficou chocado com o estado de degradação em que o edifício actualmente se encontra, que demonstra bem o abandono em que ficou deixado após a independência de Angola.

O Clube de Sargentos de Serpa Pinto em 1972 (em curiosa sobreposição com o Banco de Angola)


Estado actual do edifício do Clube de Sargentos, passados 43 anos


Estado actual do edifício do Clube de Sargentos, passados 43 anos


É triste ver o estado em que se encontra o velho edifício em que os sargentos da 3ª Companhia, apesar dos pesares, tiveram muitos momentos felizes.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

XVIII CONVÍVIO ANUAL DA 1ª COMPANHIA

Por João Carlos Almeida Rodrigues

No passado dia 17 de Junho realizou-se o XVIII Convívio Anual da 1.ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/72, cuja organização esteve a cargo do ex-furriel Agostinho Soares, tendo decorrido na cidade nortenha da Maia, situada a cerca de 10 km a Norte da cidade do Porto.


Este ano compareceram 32 ex-Militares que, como tem sido hábito, se fizeram acompanhar por familiares e amigos. Em relação à foto do grupo regista-se uma discrepância em virtude de alguns só se associaram no local do almoço. No total as presenças rondaram as sete dezenas. É de realçar o fato de, ao fim de tantos anos, ainda haver alguém que seja estreante neste evento anual. Pena que outros não sigam o exemplo!
Para além dos da 1.ª Companhia estiveram presentes os ex-furriéis Luís Marques, que era da CCS e é o autor do blogue forum 4611, e o Manuel Trigo que era do Pelotão de Canhões e com quem coabitámos o mesmo aquartelamento em Cabinda.
A concentração, atendendo ao calor que se fazia sentir, acabou por ser alterada para a entrada do Complexo Desportivo da Maia, à sombra de frondosas árvores.
Após breve explicação sobre as Instalações Desportivas proferidas pelo Prof. Paulo Queirós, que foi o nosso guia nesta parte da visita, deu-se início ao percurso. De salientar que neste dia decorria um encontro de praticantes de Karate cujo número de participantes rondava os 1500.
Depois de passarmos por pavilhões de Ginástica, cortes de Ténis com cobertura amovível, pistas de Atletismo, campos de Futebol, etc., acabámos por ir ter à Pr. Prof. Dr. José Vieira de Carvalho, onde está a estátua do Lidador – em homenagem ao cavaleiro Gonçalo Mendes da Maia -, defronte da “TORRE DO LIDADOR” , onde funcionam os serviços da CÂMARA MUNICIPAL DA MAIA.








Foi no átrio desse edifício, e aproveitando a temperatura fresquinha que se fazia sentir no seu interior, que se fizeram as fotografias em grupo. Em seguida, a quase totalidade dos veraneantes não regateou uma subida até ao terraço, situado a mais de 90 mts de altura, de onde puderam apreciar grande parte do Concelho. Outros não vacilaram e palmilharam os últimos 50 degraus, visto não haver elevador até lá, para apreciar do miradouro panorâmico toda a vista em redor, apesar do calor que lá se fazia sentir.









No final, a guia que nos acompanhou durante a visita à CMM não se coibiu de nos explicar o que representavam os quadros que estão expostos no átrio do edifício .



Findas as visitas cada um partiu na direcção do local onde tinha deixado a respectiva viatura, pois ainda tínhamos alguns quilómetros a percorrer até chegar ao Restaurante SABORES de PRATA, situado na localidade de MILHEIRÓ - MAIA. Atendendo a que as encruzilhadas nas estradas municipais são muitas, e apesar das explicações dadas pelo Agostinho Soares, vários foram aqueles que, momentaneamente, se sentiram perdidos.
Ali chegados logo o Alves, à semelhança do que faz ano após ano, logo tratou de identificar quem ali estava.






Depois de redistribuídos pelas várias mesas de acordo com os grupos inscritos, passou-se ao momento em que a ementa comanda a ação: cada um com o prato na mão, como se de um concurso se tratasse, rodopiou em volta da mesa tentando alcançar a iguaria que mais lhe chamou a atenção. Intervalando cada garfada com uma palavrinha com o vizinho do lado ou o da frente, a ementa foi-se esgotando até parar no momento do café .


Há que dar espaço ao tempo musical e para esse momento peculiar nada melhor do que o camarada Moço, aquele que em Angola não só cuidou da nossa saúde como preencheu muito dos nossos serões com belas canções e guitarradas. Hoje está acompanhado pela sua esposa e foi a ela que coube abrir a sessão com a bela interpretação de um fado. Silêncio que se vai cantar o fado! Ora um ora outro e, num dos momentos, o Lima Gomes, lá foram recordando os tempos de outrora. Enquanto uns estão com a atenção mais focada na música, outros, em conversas marginais, recordam um ou outro momento vivido na situação militar (Num curto intervalo do momento musical o Rodrigues e o Luís Marques fizeram a divulgação de uma publicação onde consta a constituição de cada companhia, os lugares onde cada uma delas esteve aquartelada e, de uma forma  muito sucinta, um registo das operacões que cada uma realizou. A apresentação desta brochura suscitou a atenção por parte daqueles a quem diz respeito . O único exemplar presente resultou de uma impressão já efectuada pela CCS esperando-se que as outras Companhias sigam o exemplo.


E siga a música!
O tempo voou! Começam os preparativos para o “encerramento”, ou seja, dar uma garfada no “Bolo da Companhia” acompanhada de champanhe .




No pensamento de cada um adivinha-se o que vai: “E que para o ano haja mais!”

Depois, mesmo sem o toque de “Destroçar”, outrora habilmente executado pelo corneteiro, individualmente ou em pequenos grupos lá vão abandonando o local da Confraternização, em direcção do transporte que os há-de levar de regresso a casa. Mas até lá, e como já vai sendo hábito, o tema da conversa continuará o mesmo: “A guerra de cada um”.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

XVII CONVÍVIO ANUAL DA CCS DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72 - 43º ANIVERSÁRIO DO REGRESSO (2ª PARTE)

Por Luís Marques


Os camaradas presentes no convívio 


No passado dia 3 de Junho de 2017, sábado, realizou-se o XVII Convívio Anual dos ex-militares da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 4611/72.
A comemoração teve lugar no restaurante "O Casarão", localizado em Azóia, Leiria.
Se não foi um convívio muito participado por parte dos ex-militares da C.C.S. (uns não puderam estar presentes por um motivo, outros por outras razões), já não se pode dizer o mesmo da alegria que - ela sim - esteve bem presente.
Foi na verdade um belo convívio, com muita alegria e boa disposição e com uma excelente organização. 
Os nossos parabéns ao João Cunha e ao Carlos Rocha por tudo o que fizeram e pela excelente escolha do local do convívio.

De destacar que neste convívio foi apresentada a primeira edição do livro alusivo à participação do Batalhão de Caçadores 4611/2972 (Um percurso angolano - Cuando Cubango, Caxito, Cabinda).

O livro do Batalhão




Um livro que relata para a posteridade o nosso percurso por terras de Angola nos anos de 1972 a 1974, com vários relatos escritos na primeira pessoa por quem viveu de perto esses anos que nos marcaram de forma indelével. Muitas recordações são partilhadas entre todos por alguns de nós.
Este livro, este trabalho, tem para nós um valor incalculável, um tesouro!
Cabe aqui uma palavra de agradecimento e de respeito ao Fernando Moreira, principal mentor e obreiro dessa excelente obra que para sempre fará recordar esses anos inesquecíveis da nossa juventude, constituindo um testemunho precioso para os nosso filhos e netos. MUITO OBRIGADO FERNANDO MOREIRA!
Para que as gerações que se seguirão saibam o que foi a guerra do ultramar.

Como as imagens dizem mais que mil palavras, aqui ficam algumas fotos desse excelente convívio (fotos disponibilizadas pelo Fernando Moreira). 

FOTOS DO CONVÍVIO


Os militares da C.C.S. e respectivo Pelotão de Apoio Directo






     




Jaime Ferreira e João Novo

Magalhães, Santos e Francês


Oliveira


Mariano
Caixinha e Carloto

Percheiro e acompanhantes


Magalhães 
Elementos do Pelotão de Apoio Directo

Luís Marques e Salvadinho Amaro

Fernando Santos e Francês

Jaime Ferreira e elementos do Pelotão de Apoio Directo

Quim Raposo a passar o cheque

Raposo, Sousa e Carloto

Francês e Rodrigues (o único ex-oficial que comparece sempre nos nossos convívios)

Magalhães e Santos

Quim Raposo
Francês e Carlos Rocha

Luís Marques






























AGORA O BAILARICO





















O BOLO COMEMORATIVO




Os organizadores do convívio, João Rodrigues Cunha e Carlos Rocha

O bolo Comemorativo e o livro do Batalhão
O livro do Batalhão de Caçadores 4611/1972


Ficamos agora À espera do próximo convívio dos ex-militares da C.C.S. do Batalhão de Caçadores 461/1972, que ficou já marcado para as terras do Alto Douro, em Figueira de Castelo Rodrigo, organizado pelo Quim Raposo.



BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta