sexta-feira, 14 de setembro de 2018

ENCONTRO ANUAL DA 1ª COMPANHIA DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

Por Jorge Filipe Alves da Silva



Realizou-se no passado dia 7 de Julho, em Aveiro, mais um encontro anual dos antigos combatentes da 1ª Companhia, do Batalhão de Caçadores 4611/72,

O encontro, que teve uma boa recepção por parte de todos os companheiros.

Tal como estava previsto, reunimo-nos em  Aveiro, com presença de 37 antigos combatentes da primeira companhia e respetivas famílias e com a grata presença de 5 companheiros de outras companhias (Luis Marques e José Manuel Francês, da C.C.S.; Agostinho Margalho Margalho da 2ª Companhia e Constantino Leite (Tino) e o Abílio Nogueira da 3ª Companhia).

No total estiveram presentes 88 pessoa, o que foi formidável!

Há que destacar todos os familiares até aos netos, que nos acompanharam num passeio pedonal apreciando as belezas desta cidade e o colorido dos famosos e únicos barcos Moliceiros e Salineiros, que navegam na nossa famosa Ria de Aveiro.

Tudo aconteceu num dia lindíssimo cheio de Sol para prazer de todos nós e dando ainda mais beleza ao nosso reencontro.

Seguiu-se um belo almoço bem regado, cheio de boa disposição e humor, ajudando à festa.

Agora até ao ano 2019 para o próximo festim, e que estejamos cá todos para darmos aquele abraço. 

Seguem-se algumas fotografias tiradas nesse dia para ficar-mos todos com uma bela recordação desse memorável encontro.


Imagens da bela cidade de Aveiro onde decorreu o convívio:













Imagens do inesquecível convívio, onde reinou a boa disposição e a alegria do reencontro de velhos amigos:

















sexta-feira, 10 de agosto de 2018

TIA CELESTE



Todas as deceções são secundárias. O único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém a quem amamos.
Não queria dar esta triste notícia…
Queria que ela estivesse connosco por muitos mais anos...
Hoje é um dia bem triste para os camaradas e amigos da C.C.S, do Batalhão de Caçadores 4611/72 e não só.
Faleceu esta tarde a D. Celeste, mãe do nosso amigo e camarada Carlos Rocha.
Pessoa muito querida e estimada por todos nós,
Dela recordaremos para sempre a sua boa disposição e alegria quando estava presente nos nossos convívios anuais e noutras ocasiões.
Os nossos convívios nunca mais foram os mesmos desde que há poucos anos a saúde débil da D. Celeste já não lhe permitia estar presente.
Mas para sempre ficará guardada na nossa lembrança a extrema jovialidade da D. Celeste e a sua figura inconfundível, ligeiramente curvada com o “peso” dos seus 93 aninhos.
Mas, como digo em cima, o único mal irreparável é o desaparecimento físico de alguém que amamos.

Sim, porque a D. Celeste viverá para sempre nos nossos corações.
E no céu haverá muita alegria a partir de hoje,
Sinceramente não tenho palavras que descrevam o meu estado d'alma.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

RECORDAÇÕES DE ANGOLA - 11 DE NOVEMBRO DE 1972

(Por Luís Marques)





No dia 10 de Novembro de 1972, já noite adiantada, os militares que integraram a C.C.S do Batalhão de Caçadores 4611/72 embarcaram num Boeing 707 dos Transportes Aéreos Militares (TAM) rumo a Luanda, Angola. Fez ontem precisamente 45 anos.

Ameixa, Godinho, Dário e o Cabecinha no dia da partida de Santa Margarida com destino a Angola


Recordo com saudade a última refeição que nos foi servida na messe de sargentos do Campo Militar de Santa Margarida: um saboroso e enorme bife com batatas fritas e ovo “a cavalo”, e a simpática despedida dos militares da messe de sargentos com o bolo alusivo e o desejo de boa sorte e de um rápido regresso.


O Campo militar de Santa Marqarida

Depois, por volta das 17:00 foi a saída em autocarros até ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, numa viagem acompanhada "por alguma neblina, quase uma chuva fraca. Seriam talvez as nossas lágrimas, que, teimosamente, não queríamos que aparecessem", segundo ontem me recordou o Zé Francês.


A maior parte de nós tinha acabado de se despedir da família, das namoradas, dos amigos e ainda conservava nos olhos uma lágrima teimosa que nos reduzia à nossa simples condição de jovens assustados com o que nos estava a suceder, não obstante quase todos procurarem demonstrar o contrário. Na mocetada, havia um estranho sentimento, nunca até então vivido. Um nó apertado estreitava-nos as gargantas, fazendo-nos suspirar profundamente.

Boeing 707 dos TAM que nos levou até Luanda. 




Algumas horas depois despertávamos em Luanda.




A cidade de Luanda fervilhava num ritmo enérgico. Nós militares fornecíamos uma dose importante desse de movimento, juventude e alegria.



Quando chegámos, a todos impressionou a tonalidade avermelhada daquela terra; a quente temperatura daquele dia 11 de Novembro, com um sol radioso, embora ligeiramente escondido sob uma finíssima névoa que logo se dissipou, e um cheiro nunca até então experimentado, porém agradável.




Quantas perguntas fizemos na altura a nós próprios? Quantas interrogações interiorizámos sem obter resposta adequada? Olhando os nativos, que questões inocentes e algumas sem sentido nos bailaram do pensamento? Quase sem querer, aproximámo-nos dos oficiais e sargentos do quadro, já com experiências vividas em anteriores comissões, procurando obter uma resposta, ou um sinal esclarecedor.



Depois de nos instalarmos no Campo Militar do Grafanil, enfrentámos pela primeira vez a cidade de Luanda.

 
Entrada principal do Campo Militar do Grafanil

As casernas do Campo Militar do Grafanil, onde aguardámos alguns dias antes da partida para o Cuando Cubango

A Capela dedicada a Nossa Senhora do Grafanil (erigida num imbondeiro)



Havia a necessidade de trocar os nossos escudos que trazíamos da Metrópole por angolares, numa terra que se dizia que era nossa. Essa troca era realizada mesmo ali na rua junto a uma cervejaria (Portugália), num largo onde ficavam outros dois cafés, o Versailles e o Polo Norte. Era nestes locais que nós nos concentrávamos quando íamos a Luanda e de onde partíamos à descoberta da cidade.



Bem perto ficava o Largo da Mutamba, ponto de partida e chegada das camionetas de transportes públicos para os diversos locais da cidade.



Largo da Mutamba



Percebemos a qualidade de vida patenteada pelos brancos. O seu ar feliz nos fins-de-semana enchendo os cafés e restaurantes nas inúmeras esplanadas, em contraste com os lugares mais lúgubres dos bairros de negros suburbanos (Bairro Operário – ou B.O. – Prenda e o Cazenga), onde às vezes nos deslocávamos, mas sempre acompanhados por outros camaradas. Evitávamos lá ir fardados, porque havia notícias de rixas violentas entre os moradores e soldados (precaução inútil, pois o nosso aspecto não deixava dúvidas a ninguém quanto à nossa condição de militares).



Na marginal, extensa e movimentada, destacavam-se os edifícios mais altos, o Hotel Presidente e o Banco Comercial de Angola, dos quais se tiravam fotos para mais tarde recordar. Também o forte de São Miguel, com vista privilegiada sobre a Baía de Luanda e as praias de ilha do Mussulo eram de visita obrigatória. Era sem dúvida uma terra de indiscutível beleza.
Era a altura em que se tomava conhecimento do bom sabor das cervejas angolanas (EKA, Cuca e Nocal), bem frescas e sempre acompanhadas por pratinhos de saborosos camarões.

O edifício do Banco Comercial de Angola

O Hotel Presidente

 Forte de São Miguel, em Luanda
A Ilha do Mussulo e as suas belas praias. 


Era perfeitamente visível que os serviços menos qualificados eram para os negros, engraxadores, vendedores de lotaria, empregados nas cozinhas dos restaurantes, arrumadores nos cinemas, lavadeiras, e atividades semelhantes. O ambiente era de uma certa harmonia social, apesar da constante presença dos militares.

Avenida dos Combatentes

A maior parte de nós questionava o que estava ali a fazer. Mas, na altura, raros consideraram que estavam a desperdiçar os melhores anos das suas vidas (essa consciência só sobreveio mais tarde). Todos nós, perante o fatalismo que representava a nossa presença naquela terra, preferimos tirar o melhor proveito da situação e dos nossos vinte anos.

A cidade de Luanda à noite.



Ficou em nós a saudade. Sentimento esse que ainda hoje nos faz desejar rever essa terra enfeitiçada, que em todos deixou uma marca indelével.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

CONVÍVIO ANUAL DA 3ª COMPANHIA DO BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

(Por Luís Marques)


O convívio anual dos ex-militares da 3ª Companhia do Batalhão de Caçadores 4611/1972 já tem data e local escolhido.


Este ano o convívio será no dia 25 de Novembro, no restaurante de “Quinta dos Bambus”, situado nas proximidades da cidade de Paredes (Rua Moinhos de Cubo nº 50
4585-917 Parada de Todeia, Paredes)









Para quem vem do sul, após atravessar o Rio Douro, segue pela A4 no sentido de Vila Real. Na A4, tomar a saída 10, com a indicação Baltar / Paredes. Entram na N319, do sentido sul, e em breve estão no local do convívio.

Aqui está o link do local do convívio http://www.quintadosbambus.pt/

A organização deste convívio está a cargo do António Elias (tlmv, 962 034 147) e do Manuel Brazão (tlmv. 963 917 021).




Oportunamente será divulgada mais informação sobre o convívio.


Não se esqueçam de fazer as vossas marcações tão cedo quanto possível, para que os organizadores saibam com antecedência quantos camaradas, família e amigos irão estar presentes.

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta