“Que a vossa rapidez seja a do
vento, que sejam impenetráveis como a floresta. Que as vossas operações sejam
tão tenebrosas e misteriosas como a noite e, quando atacardes, fazei-o com a
rapidez do raio e a violência do trovão.”
Sun Tzu
Breve História
das Unidades de Flechas
Durante a Guerra do Ultramar, a DGS
(Direcção-Geral de Segurança, assim designada a partir de 1969) era responsável
pelas operações de recolha de informações estratégicas, sobretudo nos países
vizinhos de Angola, investigação e acções clandestinas contra os movimentos
guerrilheiros, em apoio das Forças Armadas e de Segurança. Como tal foi decido
criar uma força especial armada para auxílio e protecção dos agentes da DGS nas
operações contra os guerrilheiros.
Segundo o criador dos Flechas, o Inspector da DGS
Óscar Piçarra Cardoso, alguma inspiração foi bebida das obras literárias de
Jean Laterguy, como “Os Tambores de Bronze”, “Os Centuriões” e “Os Pretorianos”,
fruto da intervenção francesa na Indochina e no Katanga e ainda as histórias de
Lawrence da Arábia e a experiência recolhida da acção dos Boinas Verdes
americanos no Vietname e no Laos.
Os membros dos Flechas eram recrutados entre
determinados grupos nativos, nomeadamente ex-guerrillheiros e membros da
minoria étnica bosquímane (khoisan), destinados a
actuar no Cuando-Cubango no âmbito da informação e como pisteiros mas depressa
as suas características fizeram deles temíveis combatentes tendo, mais tarde,
integrado também elementos de outras etnias e acabando as suas unidades por se
espalharem um pouco por todo o Leste e mesmo pelo Norte, actuando sempre com
grande eficiência. Os bosquímanos que historicamente tinham sido invadidos
pelos povos Banto não tinham qualquer problema a aliar-se aos portugueses, dado
que viam nos movimentos de libertação o Banto invasor do seu território, pelo
qual nutriam um ódio ancestral. Estes eram especialmente escolhidos pelas seus
conhecimentos do inimigo, conhecimento do terreno, conhecimento das populações
locais, etc. É de salientar que os bosquímanos eram um povo caçador-recolector,
logo exímios intérpretes de rastos e pistas deixadas no terreno pelo inimigo,
ao ponto de conseguirem dizer que tinha passado por ali uma mulher e que a
mesma estava grávida!, dada a sua experiência em perseguição de caça. Esses
membros nativos eram enquadrados por oficiais do Exército Português,
nomeadamente Rangers, e por agentes da PIDE e recebiam treino de forças
especiais. Começaram a ser treinados num
campo de trabalhos em
Missombo, no Cuando Cubango, e, posteriormente, na região de Gago Coutinho.

Esta acção contou com a ajuda preciosa de um
indivíduo chamado Manuel Pontes, que exercia o cargo de Administrador no Cuando
Cubango e profundo conhecedor dos “bushmen” a quem eles respeitavam e a quem
apelidavam de Tata K’Hum, que quer dizer o Pai dos K’Hum, que eram eles, povo
bosquímane. Esta força começou em 1967 com oito instruendos, treinados no
Cuando Cubango no campo de trabalho no Missombo, magros e pequenos, ao
princípio armados de arco e flechas envenenadas, ainda fazendo o fogo por
fricção de paus, mas aos poucos foram recebendo preparação militar, instrução
de tiro e passaram a andar armados. Do contacto com o inimigo, traziam armas
capturadas, documentos, mas ninguém vivo para contar como foi.
Este povo nutria um ódio ao Banto que os
escravizava, trocando-o e vendendo-o com o se de gado se tratasse, aqueles que
não eram forçados à nomadização estavam praticamente em regime de escravidão
autêntica nos sobados dos chefes Bantos. E o ódio aos seus antigos donos levou-os
a fazer a guerra ao lado dos portugueses.
No campo de Missombo existia uma frase de um
escritor militar chinês, Sun Tzu, fonte inspiradora de Mão Tsé Tung, que dizia
o seguinte; “Que a vossa rapidez seja a do vento, que sejam impenetráveis
como a floresta. Que as vossas operações sejam tão tenebrosas e misteriosas
como a noite e, quando atacardes, fazei-o com a rapidez do raio e a violência
do trovão.” Nada mais apropriado para caracterizar a acção desta força.
Mais tarde começaram a ser formados também na
zona de Gago Coutinho, espalhando-se ao Luso e á região de Luanda, Caxito,
sendo os seus elementos quase todos terroristas do MPLA recuperados e
utilizados a combater ao lado das NT.
Apresentação de armamento capturado pelos Flechas ao IN |
Os Flechas actuaram sobretudo em Angola, onde no
2º. Semestre de 1971 atingiam já os 1511 combatentes. Na década de 1970
começaram a ser organizados Flechas também em Moçambique mas que não chegaram a
ter uma importância tão elevada.
Na Zona de acção do Bat.Caç.4611/72, Subsector de
M´Pupa existiam forças de Flechas no Calai; Mucusso; Valombo; Cuangar; Mucundi;
Caiundo; Cuchi e Mavengue, num total de 274 combatentes.
O seu item de fardamento mais conhecido era a
Boina Camuflada que se tornou um dos seus símbolos.
Sobre os Flechas e as suas operações
juntamente com forças do Bat.Caç.4611/72 poderemos referir dois episódios
caricatos que nos chegam relatados pelo então Alferes Filipe Silva comandante
do 4º. Grupo de Combate da 3ª. Companhia.
São eles:
Nestas viagens chegávamos a estar distantes da última viatura, normalmente comandada pelo Girão, até 40 Km…
Seguíamos nós calmamente pela planície (chana), quando começámos a ser sobrevoados por dois aviões T-6 das FAP, que passavam em voo rasante, sobre nós, curvando na direcção da nossa deslocação, e passando a voar em circulo e a picar sobre uma zona à nossa frente.
Na última passagem em voo rasante, o piloto de um dos aparelhos, apontou nitidamente para a zona que tinham sobrevoado em círculo e feito voo picado.
Entendi que alguém necessitava de auxílio, e dei ordem para nos dirigirmos lá, enquanto os aviões nos ficaram a sobrevoar em círculo.
Quando estávamos aí a cerca de duzentos metros comecei a ver indivíduos fardados a movimentarem-se de um lado para o outro, e curiosamente com uma faixa vermelha nos barretes. Fiquei paralisado por uma fracção de segundo pensando:
- Caímos na boca do lobo!
De imediato dei as minhas ordens, de como abordar o caso bem como o caminho que cada um de nós ia seguir, a pé, tendo como cobertura o condutor com a metralhadora do Unimog.
Quando cheguei perto, fui informado por um dos indivíduos que eram flechas de Mavinga e que o rádio não funcionava e não tinham comida nem munições.
Era um grupo de “buchimanes” e, após estabelecermos contacto com o chefe deles, um tal Serpa, prontificamo-nos a transportá-los para o seu acampamento.
Tinham estado a fazer uma batida, no dia anterior e tiveram contacto com o IN. Deram tantos tiros, que já sem munições fugiram eles para um lado e o IN para o outro.
Ainda me recordo do indivíduo que os comandava, dizendo pelo nosso rádio: - “carrapau”; “carrapau”; “carrapau 1” chama, escuto!
Foi uma cena e tanto…"
1º.Sem.72
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1º.Sem.72
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2º.Sem.72
|
2º.Sem.72
|
2º.Sem.72
| ||
TE's
|
GE's
|
Fieis
|
Leais
|
Flechas
| ||
Grupos
|
17
|
91
|
48
|
3
|
45
| |
Efectivos
1972
|
569
|
2794
|
1.300
|
90
|
1575
| |
Nº.
Operações
|
Isoladas
|
108
|
1047
|
153
|
23
|
158
|
Conjunto
NT
|
0
|
396
|
150
|
0
|
64
| |
Baixas
Sofridas
|
Mortos
|
0
|
6
|
3
|
0
|
28
|
Feridos
|
1
|
20
|
64
|
0
|
0
| |
Desaparecidos
|
0
|
41
|
0
|
0
|
0
| |
Baixas
Causadas
|
Mortos
|
0
|
65
|
156
|
2
|
541
|
Feridos
|
2
|
26
|
0
|
0
|
6
| |
Cap. E
Recup.
|
9
|
0
|
104
|
0
|
S/elem.
| |
Armas
Capturadas
|
0
|
98
|
47
|
1
|
S/elem.
|
Quadro relativo a actividade operacional das Forças
Africanas, em Angola - 1972
O segundo episódio em que participaram os
flechas foi durante uma operação, no qual o 4º. Grupo de Combate foi aumentado
com um grupo de Flechas de Mavinga, constituindo um agrupamento;
Na madrugada do dia seguinte, fomos lançados e dividi o agrupamento em dois grupos distintos, porque comecei a ver muita descontracção e muita conversa (leia-se estalidos) entre eles, sem qualquer cuidado.
Logo na primeira noite, quando acampamos, cada um dos ditos fez uma fogueira e o barulho que faziam era uma loucura, conversando por estalidos.
Mandei retirar os meus homens para mais longe e proceder a manobras de segurança e vigia. A barulheira deles continuava…
De repente, fez-se silêncio total e dois ou três deles farejavam o ar como cães, de cabeça levantada, e comunicando por estalidos levantaram-se todos e desapareceram a correr mato fora, pela noite dentro.
Nunca mais os vi, durante os restantes dias da operação. Fomos sendo informados via rádio da progressão deles na direcção da fronteira leste, perseguindo sete INs que foram abatendo dia a dia até ao último.
Ainda tive oportunidade de encontrar dois cadáveres, completamente despidos. Ficaram-lhes com todos os haveres…
Não consigo lembrar a data nem o nome desta operação, no entanto foi feita ainda eu era comandante interino da companhia, logo até 30 de Maio de 1973."
13 comentários:
Os meus parabéns pelo vosso excelente trabalho.
O trabalho de pesquisa do Fernando é muito completo e os dois episódios relatados pelo Filipe Silva, são bastante interessantes.
Também eu, por várias vezes interagi, como agora se diz, com os “flechas”, principalmente levando-os para os locais de largada para as suas operações e recolhendo-os dias depois. Recordo duas ou três idas até ao Destacamento do Luengue, levando grupos que estavam localizados no Calai, Dirico e no Mavengue e uma outra até ao Luiana (esta para uma operação de grande envergadura, pois levámos quatro Berliets só para os transportar, mais os Unimogs da escolta). Não sei que raio de operação foi esta, pois, pelo menos por nós, CCS, não foram recolhidos, como era costume.
Todos estes contactos me ficaram na memória. Todos os “Flechas” com quem contactei no Cuando Cubango eram bosquímanos.
Todos nós recordamos este povo que connosco conviveu durante um ano, durante a nossa permanência no Cuando-Cubango em 1972 e 1973.
Naquele tempo, muitos nomes lhe ouvimos chamar (bosquímanos, bochimanes, camussequeles, hotentotes e outros). Mas uma coisa é certa: ficou gravada a ferro na nossa memória a coragem desse povo, nascido da pobreza, que pouco mais tinham de seu que as roupas que vestiam.
Muitas histórias ouvimos sobre essa gente, umas verdadeiras, outras produto da imaginação de cada um e da própria lenda.
Com saudade, recordamos aquela gente pequena. Desde logo estranhámos a sua estranha maneira de falar (uma linguagem repleta de pequenos estalidos produzidos pela língua ao aspirar o ar). Sabemos agora que a língua que falam se chama “koisan”.
Este povo refere-se a si próprios como Zhun ! twasi (o sinal de exclamação, significa o “estalo” da língua), que significa “O Povo Real”, ou !Kung San, ou simplesmente !Kung
Certamente que nenhum de nós deixou de os admirar, não só pelo que nos era contado, mas sobretudo pela vivência quase diária com esse povo, pequeno na sua estatura, mas enorme na sua existência e história!
Cabe aqui recordar o povo mais antigo da África Austral! Povo que no passado era dono e senhor de todo o território que se estende do Zambeze ao Cabo da Boa Esperança e do Atlântico ao Indico.
Os Tswana, seus vizinhos do Kalahari que ali chegaram há 1.200 anos, chamam-lhes "o povo que nada possui". Os Khoi, seus parentes pastores, chamam-lhe intrusos, ou vagabundos
Hoje cerca de 85.000 bosquímanos vivem à beira da extinção cultural. A maior parte reside nas regiões mais distantes do deserto do Kalahari, no Botswana, na Namíbia, na África do Sul, em Angola e na Zâmbia.
Olá a todos. Antes de mais o meu obrigado ao Filipe Silva por mais este relato, de certa forma caricato sobre os "Flechas". Quase de certeza que esta operação foi a "Operação ZEUS I/H" que decorreu de 3 a 12 de Março com a missão de bater a àrea compreendida entre M 2000 P 1600 - Picada Mavinga-Luengue, P 1640 M 1910 P 1538 M 1930 P 1518, entre o rio Cuzizi e Lomba. Da 3ª. Companhia, segundo os registos estiveram envolvidos os grupos de Combate do Alferes Filipe Silva e o do Alferes Manuel Figueira, 1º.Grupo. Fizeram parte desta Operação para além de Comandos da 36ª. Companhia, Flechas do Cuito, Mavinga e Mavengue, bem como 2 Grupos de Combate da 1ª. Companhia do 4611, o 1º. e o 2º, no registo da Operação comandados pelos Alferes Joaquim Boavida e Armando Lopes. Espero não me ter enganado. :-)
Boa tarde a todos.
Desde já os meu parabens pelo vosso blog!
Sou portuguesa e vivo há dois anos na Namíbia, onde a par da minha actividade de tradutora, dirijo uma Fundacao, a San Foundation, que apoia o povo San, mais conhecido como "Bushmen" ou "Bosquímanos". Há umas semanas atrás, descobri que os meus "Bosquímanos" tinham colaborado com as Forcas militares Portuguesas durante a Guerra colonial. Fiquei espantada pois nao fazia ideia de tal ligacao. Tendo eu sido militar também durante 7 anos e tendo uma profunda admiracao e respeito por voces, ex-combatentes (o meu pai também o foi em Angola) esta ligacao tocou me forte no coracao...Lido diariamente com a miseria em que vivem os Bosquimanos e tento a todo o custo apoia-los no que posso. Agora, mai que nunca, compreendo o "sentimento menos bom" que algumas tribus bantu ainda sentem pelos "Bushmen" o que torna toda a ajuda que se tenta prestar mais dificil...afinal de contas, nao passaram de "colaboradores" com o inimigo!Mas acima de tudo, tenho alguma curiosidade em saber um pouco mais e recolher algumas historias sobre os Flechas. Agradecia a amabilidade de quem me pudesse dar uma ajudinha :-)
Fica aqui o meu contacto: natalia.sanfoundation@gmail.com
Bem haja
Natália
Boa tarde a todos.
Desde já os meu parabens pelo vosso blog!
Sou portuguesa e vivo há dois anos na Namíbia, onde a par da minha actividade de tradutora, dirijo uma Fundacao, a San Foundation, que apoia o povo San, mais conhecido como "Bushmen" ou "Bosquímanos". Há umas semanas atrás, descobri que os meus "Bosquímanos" tinham colaborado com as Forcas militares Portuguesas durante a Guerra colonial. Fiquei espantada pois nao fazia ideia de tal ligacao. Tendo eu sido militar também durante 7 anos e tendo uma profunda admiracao e respeito por voces, ex-combatentes (o meu pai também o foi em Angola) esta ligacao tocou me forte no coracao...Lido diariamente com a miseria em que vivem os Bosquimanos e tento a todo o custo apoia-los no que posso. Agora, mai que nunca, compreendo o "sentimento menos bom" que algumas tribus bantu ainda sentem pelos "Bushmen" o que torna toda a ajuda que se tenta prestar mais dificil...afinal de contas, nao passaram de "colaboradores" com o inimigo!Mas acima de tudo, tenho alguma curiosidade em saber um pouco mais e recolher algumas historias sobre os Flechas. Agradecia a amabilidade de quem me pudesse dar uma ajudinha :-)
Fica aqui o meu contacto: natalia.sanfoundation@gmail.com
Bem haja
Natália
Boa tarde a todos.
Desde já os meu parabens pelo vosso blog!
Sou portuguesa e vivo há dois anos na Namíbia, onde a par da minha actividade de tradutora, dirijo uma Fundacao, a San Foundation, que apoia o povo San, mais conhecido como "Bushmen" ou "Bosquímanos". Há umas semanas atrás, descobri que os meus "Bosquímanos" tinham colaborado com as Forcas militares Portuguesas durante a Guerra colonial. Fiquei espantada pois nao fazia ideia de tal ligacao. Tendo eu sido militar também durante 7 anos e tendo uma profunda admiracao e respeito por voces, ex-combatentes (o meu pai também o foi em Angola) esta ligacao tocou me forte no coracao...Lido diariamente com a miseria em que vivem os Bosquimanos e tento a todo o custo apoia-los no que posso. Agora, mai que nunca, compreendo o "sentimento menos bom" que algumas tribus bantu ainda sentem pelos "Bushmen" o que torna toda a ajuda que se tenta prestar mais dificil...afinal de contas, nao passaram de "colaboradores" com o inimigo!Mas acima de tudo, tenho alguma curiosidade em saber um pouco mais e recolher algumas historias sobre os Flechas. Agradecia a amabilidade de quem me pudesse dar uma ajudinha :-)
Fica aqui o meu contacto: natalia.sanfoundation@gmail.com
Bem haja
Natália
Para a Natália: Só para referir que o papel dos Flechas/Bosquimanes que serviram sob o comando da DGS não se pode resumir sómente ao facto de terem colaborado com as formas militares portuguesas. Para os Bosquimanes o facto de poderem envergar uma farda e empunhar uma arma funcionou mais como uma promoção social e dava-lhes a vantagem de poderem afrontar numa posição de igualdade os seus antigos escravizadores e invasores, os povos bantus representados pelos Ganguelas e outros. Afrontar as forças do MPLA com o impeto com que o faziam, ao ponto de merecerem a admiração dos seus camaradas, forças especiais incluidas, permitia-lhes descarregar sobre estes a raiva contida por séculos de escravidão e maus tratamentos tribais. Para os Flechas não existia a palavra prisioneiro. Mais um povo que deixámos abandonado à sua sorte. Bem haja pelo seu trabalho em prol do mesmo.
Os meus parabéns pelo artigo "Os Flechas" elaborado pelos Srs. Filipe Silva e Fernando Moreira. Actualmente estou a elaborar a minha tese de mestrado na University of Salford, em Manchester, no Reino Unido, subordinada ao tema que traduzido para português é "Quão efectivo foram os Flechas nas operações cobertas durante o conflito português em Angola". Ou seja, sob um ponto de vista da intelligence (informações), a PIDE/DGS quando criou este grupo qual o contributo que tiveram por parte dos Flechas em termos de recolha de informação sobre o inimigo, o seu posicionamento, captura de documentos e guerrilheiros do MPLA para posterior interrogatório, por forma a serem facultadas às Forças Armadas para futuras operações.
Desta forma, e face ao demonstrado profundo conhecimento sobre a matéria por parte dos Srs. Filipe e Fernando, gostaria de lhes pedir alguns detalhes que possam ter conhecimento sobre a actividade dos Flechas, documentos ou referências bibliográficas ou de arquivo que me possam ajudar neste trabalho. O meu argumento central é provar que os Flechas foram extremamente essenciais para a actividade desenvolvida pela PIDE/DGS na recolha de informação e condução de operações cobertas na parte leste de Angola, mormente no interior da Zâmbia que servia como base do MPLA, alterando de forma significativa o pendor da guerra em favor dos portugueses. Apreciava o vosso saber e conhecimento em auxilio do meu trabalho.
Um forte abraço,
Fernando Angelo
... à atenção de Fernando Moreira.
A legenda «Flechas sendo desarmados em 1974/1975», não corresponde ao que naquela foto ficou registado.
Tratou-se, naquela ocasião, da apresentação de armamento capturado pelos Flechas ao IN.
Faça favor de rectificar em conformidade.
cart 1701 -1967-1969 -leste angola -um dos nossos alferes -CARDOSO -trabalhou com os flechas --
Hi, is Theresa anyone here who can provide me with the contact details for Oscar Cardozo. I would like to do follow up interviews for my project
> respondo ao 'comment' supra colocado:
A pessoa interessada em contactar Óscar Cardoso, deverá indicar o nome completo e a respectiva mailbox; posteriormente, estas msgs vão chegar ao conhecimento do procurado.
Cpts.
O meu Pai comandou um grupo de Flechas . Bravos Homens . Nao cheguei a conhecer o meu Pai gostaria de saber mais sobre ele i falar com o Senhor Oscar o nome do meu Pai Jorge Manuel de Almeida Martins Camelo. Obrigado.
Sim gostaia.
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