terça-feira, 24 de março de 2009

EFEMÉRIDE (24 DE MARÇO DE 1973)

(Por Luís Marques)







"There is no dark side of the moon really. Matter of fact it's all dark."





Faz hoje 36 anos que foi editado o álbum dos Pink Floyd The Dark Side of the Moon”. Por esta altura estávamos nós na solidão do Cuando Cubango e só tivémos os primeiros contactos com o álbum alguns meses mais tarde, quando fomos deslocados para a "Fazenda Tentativa", em Dezembro de 1973.

Como se recordam, este álbum foi uma referência em termos musicais durante a nossa permanência em Angola e despertou-nos a curiosiodade para descobrirmos outras obras dos Pink Floyd.

O álbum concentrava a sua imagem nas longas passagens instrumentais aliadas a um conjunto de canções que representavam um forte diagnóstico da natureza humana: Money (a ganância); The Brain Damage (a insanidade); Breathe (a liberdade individual); Us and Them (a guerra), The Great Gig in the Sky (a morte), Time (a nossa passagem pela vida, sempre a correr) etc.


Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.


You are young and life is long and there is time to kill today.


And then one day you find ten years have got behind you.


No one told you when to run, you missed the starting gun.


(Time)


A primeira apresentação "ao vivo" do álbum, em 1973 - Earls Court, Londres, em 18 de Maio de 1973


Tornou-se um dos álbuns mais marcantes da música popular urbana.

Se o ouvirem hoje, verão como permanece contemporâneo. Um som cristalino e futurista, um conceito ambicioso de música, nunca experimentado até então, fizeram deste álbum um ícone da música.

Uma capa muito bem concebida, que também ela se tornou um ícone.

Muito tempo passámos nós a ouvir este disco; ele também nos ajudou a suportar a ausência de outra coisas.

Para os músicos que criaram este álbum soberbo (Roger Waters, David Gilmour, Rick Wright - recentemente falecido - e Nick Mason) vai o agradecimento de todos nós.





"I'll See You On The Dark Side Of The Moon"

1 comentário:

José Manuel Francês disse...

Recordar, hoje , este álbum , verdadeiro ícone da musica de ontem mas actualíssimo,
É transportar as nossas recordações não só à Tentativa, mas sobretudo a Cabinda.
Lembro com saudade as “tertúlias” musicais, e não só ,que tivemos , onde todos nós cantarolávamos
não só Pink Floyd , mas tantas e tantas outras musicas da época.
Obrigado, Luís , por nos teres trazido esta recordação viva !

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

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conduta brava e em tudo distinta