terça-feira, 3 de março de 2009

Novo encontro em Viseu - 2

(Por Luís Marques)



Há muito prometida, concretizou-se no passado fim-de-semana (dias 27 e 28 de Fevereiro e 1 de Março), mais uma visita de alguns de nós à cidade de Viseu.
Tal como das outras vezes, o anfitrião foi o Adriano Monteiro, que com uma paciência enorme abriu as portas de sua casa para receber o Quim Raposo, o João Novo, o Jaime Ferreira, o Manuel Magalhães e o Luís Marques. E acreditem que não é tarefa fácil.
Estes encontros são um pretexto para todos confraternizarmos, revivendo com saudade os tempos passados em Angola e outros mais recentes, pois tudo serve de pé-de-cantiga para reviver o passado. Mas também para falar do quotidiano e do futuro.
Mas também são motivo para apreciar os óptimos cozinhados feitos pelo Monteiro e pelo Quim Raposo.




Realmente, sobretudo estes dois, descobriram vocações para a arte da culinária, que não lhes passavam sequer pelas cabeças nos tempos em que estávamos em Angola e muito menos a nós.
O Monteiro tem o atributo acrescido de ser um enólogo de reconhecidos e elogiados méritos. Podem crer que produz um vinho de inigualável qualidade.
Na sexta-feira, dia 26 de Fevereiro, fomos brindados com uma refeição digna dos Deuses: um saboroso “galo bêbado” (recordo que o Monteiro faz parte da “Confraria do Galo”, de Viseu), cozinhado com sabedoria pelo Quim Raposo, e a acompanhar um saboroso arroz de míscaro, feito pelo Monteiro.
Depois, as magníficas refeições sucederam-se no sábado e no domingo (feijoada e leitão assado) tudo cozinhado com as mãos de mestre do Monteiro e do Raposo, mas sempre acompanhado pelo estupendo vinho feito pela mão sábia do Monteiro. Falta-me o saber dos verdadeiros mestres da escrita para vos fazer entender a excelência dos cozinhados saboreados e do vinho experimentado.
Ao longo do fim-de-semana sucederam-se as tertúlias sobre os mais variados temas, mas tendo sempre como pano de fundo a nossa vivência em Angola, vindo à colação os mais diversos episódios.




Mas para o jantar de sábado estava-nos reservada uma agradável surpresa: o Monteiro convidou para esse jantar dois amigos seus, entre os quais o Sr. Francisco Matos, cerca de 10 anos mais velho que nós, antigo militar (caçador especial) e que igualmente fez a sua comissão em Angola. Mais: esteve praticamente em todos os locais em que nós estivemos, com destaque para o Cuando Cubango e conheceu e conviveu com as mesmas pessoas que nós conhecemos e convivemos, incluindo o italiano Portas.
De imediato se estabeleceu um diálogo bem vivo, com destaque para o Sr. Francisco Matos, que com uma excelente eloquência nos contou alguns episódios da sua vida por terras de Angola. Nós, pela nossa parte, também procurámos enriquecer a conversa com a nossa vivência dos acontecimentos e episódios pitorescos.
O Sr. Francisco Matos, na altura em que nós andámos pelo Cuando Cubango, era comerciante e industrial em terras de Chitembo (povoação situada a alguns quilómetros de Serpa Pinto (actual Menongue) a caminho de Nova Lisboa (actual Huambo).
Ficou a promessa de novos encontros, os quais se aguardam com entusiasmo e expectativa. Uma coisa é certa: exigimos ao Monteiro que faça tudo para que o Sr. Francisco Matos esteja pelo menos uma vez sentado à nossa mesa.
Resta acrescentar que o Sr. Francisco Matos é o proprietário daquela lagoa em que o Quim Raposo e o Jaime Ferreira exibiram os seus dotes de pescadores (embora com a colaboração de várias trutas instruídas) e que consta neste Blogue – ver mensagem de 25 de Maio de 2008 titulado “Encontro de Ex-furriéis da CCS Bat. Caçadores 4611/72" - e que a tal lagoa foi criminosamente esvaziada de todos os peixes que possuía por alguém.




2 comentários:

José M Francês disse...

Convivios desta malta, significam lautas refeições !
É que não se consegue criar bom ambiente para uma tertúlia, se esta não estiver já bem comida e ainda melhor regada.
Com muita pena minha, não pude participar neste tão agradável fim de semana, onde seguramente as experiências se cruzaram entre todos os participantes.
Tudo farei para não faltar ao próximo encontro !!

Luis Marques disse...

A tua ausência foi das mais notadas (e comentadas), mas pelas razões que todos conhecemos não te foi possível estares presente. Certamente irias adorar.
Quanto ao Sr. Francisco Matos, personagem cativante, terás certamente oportunidade de o conhecer e trocar recordações.

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72

BATALHÃO DE CAÇADORES 4611/72
conduta brava e em tudo distinta